Opinião
Prémio Laranja Amarga para a queda fatal do PSD nos braços da extrema-direita
Por ser o rosto da CIP no Governo e da dependência da extrema-direita em matéria de legislação laboral, o prémio Laranja Amarga deste desgraçado abril para o PSD vai para Rosário Palma Ramalho
Trump em modo TACO!
Trump exagerou tanto nas ameaças que o cessar-fogo mais parece uma rendição sem glória nem resultados. O tempo o dirá
Entre Gaza e o esquecimento da infância
O vídeo divulgado de crianças em Gaza, a brincarem ao funeral de um peluche que sorri enquanto morre, expõe, precisamente, essa hipótese: a de uma infância sem chama viva, quanto à qual brincar deixou de ser um ensaio da vida por viver para se tornar numa consentida antecipação do destino que a nega
O radicalismo apoquenta
É expectável que o debate público seja polarizado e mediatizado. Em democracia, as liberdades de todos, perante a universalidade de opiniões, não devem amplificar reações que ponham em causa o espaço comum
Prémio Limão Azedo para o belicismo envergonhado da política de Defesa
Pela sua mescla manhosa de belicismo com um secretismo fugidio ao escrutínio público, o prémio Limão Azedo de hoje vai para o ministro do armamento Nuno Melo
Na saúde e na doença, estamos juntos. Mas estaremos cientificamente ligados?
Em tempos de (des)informação instantânea e prontamente acessível, a confiança na ciência deve ser garantida. Estamos juntos nesta visão, mas precisamos de estar efetivamente ligados na ação
Jejum intermitente: estamos a romantizar a ideia de não comer?
Nem sempre é sustentável, nem sempre é adequado e, em alguns casos, pode ser contraproducente
A união faz a força, especialmente entre gerações
segundo dados da McKinsey & Company, equipas com diversidade geracional tendem a ser até 33% mais produtivas, pelo contacto de perfis com diferentes formas de pensar, abordar desafios e desenvolver soluções
Culpa o imigrante, o novo desporto-rei
Ocupou-nos o espaço público, o discurso político e a forma de pensar. Somos enforcados que se perguntam por que raio se sentem tão aflitos se, afinal, até deviam estar contentes pela oportunidade de esticar as costas
A banalização do mal
Portugal, anteriormente conhecido por ser um país de brandos costumes, eventualmente até demasiado brando, passou a um simulacro de campo de batalha, em que a revolta de um povo que se sente, e algumas vezes com toda a razão, enganado se passou a expressar através de um discurso de ódio que nunca foi o nosso e de uma cultura do cancelamento
Prémio Laranja Doce para o RASI que desmente o alarmismo securitário de Montenegro
Os resultados do RASI são uma vitória para a sensatez das declarações nas anteriores funções do agora ministro Luís Neves, que merece um prémio Laranja Doce como voto de confiança para a coerência na defesa de um país seguro e na prevenção do radicalismo extremista infiltrado no Governo
O peso do silêncio nos cancros ginecológicos
O apoio multidisciplinar tem de contemplar o controlo dos efeitos secundários, a gestão da dor, as alterações profundas que estes cancros provocam, como a menopausa precoce, a saúde mental e o exercício físico. Uma visão fragmentada da doente traduz-se numa forma de a deixar para trás
O peso da estatística
O magistrado tem uma diligência, existe uma ata, com data de início e fim, porque não usar esses elementos e o sistema informático produzir essa informação? O magistrado entra com um recurso, o sistema não pode ser programado para dar essa estatística e depois o seu resultado?
Teatro à cunha, cinema à míngua
Entre plateias de teatro cheias, sessões esgotadas e filmes portugueses a falarem quase sozinhos, há um país culturalmente esquizofrénico: gosta dos seus atores, gosta de histórias, gosta de sair de casa, mas, quando chega ao cinema nacional, foge como se lhe tivessem posto um plano-sequência de um cinzeiro a pensar na condição humana
E se o problema nunca fosse “eles”?
O inimigo também nos une. Não é uma união bonita, nem empática. Nasce do medo e da rejeição de alguém. Une-nos pela negativa em que assumimos que “nós não somos eles”. É uma união frágil, mas que acaba por funcionar. Quem nos governa sabe muito bem disso
Fim dos vistos prévios: o que muda na contratação pública
Por um lado, remover o visto prévio pode acelerar a execução dos contratos e permitir uma alocação mais eficiente do Orçamento do Estado. Por outro, levanta preocupações sobre transparência e risco de decisões menos escrutinadas
Arrastão
A revolução IA no mundo do trabalho está em curso e, de acordo com um estudo da Universidade de Stanford, já se reflete nos mais jovens. Uma quebra de 16% de ofertas nos empregos de primeiro nível
Portugal abstém-se. O que isso nos diz?
Há uma ilusão muito confortável que atravessa a sociedade portuguesa como um fio de água fria a correr por baixo do chão, invisível até ao momento em que apodrece os alicerces. É a ilusão de que o racismo é sempre o outro, sempre o energúmeno que grita ofensas na rua, sempre o caso isolado e escandaloso que aparece nos noticiários. Não
O último é um ovo podre, e o primeiro também
Recuperemos a discussão em torno dos offshores e de como o sistema financeiro destrói a soberania e corrói democracias