Opinião
Uma sede, uma causa comum – o valor do associativismo sindical
Que a nova sede do SMMP em Coimbra seja, por isso, mais do que uma casa. Que seja um espaço de liberdade, de diálogo, de participação e de compromisso e um lugar onde se fortaleçam os laços que unem os magistrados
A mulher que o Estado não conseguiu matar
Os advogados tinham avisado que a condição médica dela tornava difícil encontrar-lhe uma veia. O Estado avançou na mesma. Os cateteres ficaram mal colocados e, segundo os médicos da defesa, a droga queimou-lhe os braços em vez de lhe entrar no sangue
Ouviam-se grilos no Rossio. Depois chegaram os bastões
A polícia refere resistência ativa e arremesso de objetos; os organizadores denunciam bastonadas e utilização desproporcionada da força. No Porto, um agente à civil exibiu uma arma de fogo, que a PSP justificou como meio dissuasor. Diria antes, assustador
Contra bastões, balões!
E tu, que vês os teus filhos a sofres sem perspetivas de futuro, desce à praça. Leva os teus filhos, leva um balão. Põe-te no cordão. E fica, em paz, que é com a paz que eles realmente não sabem lidar nem combater. Recusar a normalização do silêncio é um dever cívico. Estar ao lado dos manifestantes que hoje resistem nas ruas é honrar a memória dos Cravos de Abril e garantir que a democracia continua a pertencer a quem a vive, e não a quem a tenta calar
Carta aberta a Pedro Duarte, por um ex-vereador da Câmara do Porto
Carta aberta de Sérgio Aires, sociólogo e ex-vereador da Câmara Municipal do Porto, dirigida a Pedro Duarte
Journaling: escrever para organizar a mente antes de tentar organizar a vida
Pensamos no que falta comprar, no que temos de resolver, no que devíamos ter feito e no que ainda queremos conseguir. E nem sempre distinguimos aquilo que exige uma ação daquilo que precisa apenas de atenção ou reflexão
Carta aberta ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte
Carta enviada pela ativista Isabel Oliveira, por email, para a presidência da Câmara do Porto
Reacionário ou revolucionário? Opinião de Sofia Santos Machado
Nós, que elegemos quem redige e aprova a lei, encolhemos os ombros, ao invés de exigirmos que quem lucra com os posts seja responsabilizado, exatamente e na mesma medida que qualquer proprietário ou responsável de um jornal, de uma rádio ou de um canal de televisão
Do outro lado do Atlântico, um cravo pela democracia brasileira
Da Revolução dos Cravos à mobilização popular nas urnas brasileiras, duas jornadas separadas por mais de cinco décadas aproximam-se na defesa da democracia, da liberdade e da soberania dos povos
A escola não pode ser governada pela pressão dos pais
A participação parental termina quando começa a ingerência na autonomia científica e pedagógica dos professores
Prémio Laranja Amarga para a alquimia do PRR e o abandono da habitação
Por ser o rosto da ilusão estatística de alquimista, e da oportunidade perdida de alavancar investimento em habitação com o PRR, e por ser o ministro da Economia de um setor da construção sem trabalhadores e vítima da redução do investimento público, o prémio Laranja Amarga de hoje vai para Castro Almeida
Toledo: voltar a entrar no comboio ou deixar que o medo conduza? Opinião de uma psiquiatra
O problema começa quando o sistema de alarme deixa de distinguir aquilo que foi perigoso daquilo que é seguro no presente. É como viver com um detetor de fumo avariado. Não há fogo, mas o alarme dispara todo o santo dia.
Ronaldo, a junta e o futuro na linha da frente
Até quando aceitaremos assistir ao futuro pelos nossos ecrãs? Que país queremos construir se abdicarmos do nosso lugar na linha da frente? Há razões de sobra para muitos não acreditarem na ação política. Mas há razões infinitamente maiores para fazermos parte de uma ação política melhor
O problema das mulheres difíceis (difícil para quem?)
Há uma estranha liberdade na forma como as mulheres são julgadas: podem reconhecer-lhes todas as qualidades, desde que nenhuma delas se torne inconveniente para quem as observa
Medicar uma criança é violência? A pergunta que a sociedade precisa de fazer
O problema começa quando deixamos de perguntar para que serve uma intervenção e passamos a considerá-la uma solução para tornar a criança mais conveniente para os outros
Prémio Laranja Amarga para tanto bastão para tão pouca habitação
Pela opção precipitada pelo primado do bastão, tentando fugir ao debate sobre a crise da habitação, e pela tentativa desesperada de com arroubos de violência tentar esconder a sua perda de autoridade, o prémio Laranja Amarga da crise política e social exacerbada por um Governo perdido nos seus valores, vai para o polícia Luís Neves a tentar tapar a deserção de combate de Luís Montenegro
Filha, muda o mundo, mas evita as cacetadas
Eduquei a minha filha para ter voz. Agora que a usa, descubro que a coerência de um pai pode caber num artigo inteiro e desmoronar-se numa mensagem de telemóvel. Entre o orgulho e o medo, há uma democracia que precisamos de levar a sério
Opinião | Para a minha filha, deixarei a democracia!
Porque a habitação também é uma questão de liberdade feminina