Opinião
“Um Alentejano Cai Sempre Bem”: chovem pastores no Alentejo e a publicidade portuguesa volta a ter graça
Um pastor cai do céu, as vacas ficam a olhar e dois veteranos da publicidade portuguesa provam que ainda sabem fazer anúncios capazes de nos levantar do sofá a rir. João Wengorovius e Pedro Bidarra assinam uma pequena obra-prima de humor e absurdo. Finalmente, uma campanha de vinhos que dispensa os enólogos a falar de frutos vermelhos e taninos elegantes
O sectarismo vai enterrar a esquerda
Se não são eles a organizar, não apoiam. Se não são eles a propor, não validam. Se não são eles a dar a cara, desvalorizam. Mesmo quando a iniciativa é boa e a causa é justa, há quem prefira vê-la falhar a reconhecer o mérito de quem pensa de maneira diferente. Há quem prefira uma derrota coletiva a uma vitória em que não possa reclamar como sua
Como a era dos agentes inteligentes vai redefinir o potencial humano
Excerto do livro "110 Vozes sobre IA Generativa, Bots, Agentes e Robôs", com a curadoria do ISCTE Executive Education, para o qual foram convidados a escrever líderes de grandes empresas e startups, académicos, juristas, entre outros, com o desafio de pensar a IA a partir de vários ângulos
Da universalidade da escola
Hoje PHDA, amanhã autismo, depois de amanhã depressão e, no futuro mais próximo, qualquer tipo de perturbação neurológica ou mental ou até mesmo física – enfiada num bloco dentro da escola, mas lá longe
Prémio Laranja amarga para o Governo à deriva na armadilha que criou
Pela sua incapacidade estratégica e medíocre apego a uma mera governação de subsistência, Luís Montenegro merece o Grande Prémio Laranja Amarga da edição nº 100 de 2026 do Diário do Governo, por conduzir o País para um beco de difícil inversão de marcha e levar o PSD a caminho do suicídio
Se a nossa geração está perdida, quem nos perdeu?
Como é que esperam que uma geração arrisque se lhe ensinam desde cedo que falhar tem uma nota associada?
A IA não tira empregos. Tira o fingimento
Se uma parte significativa do dia é ocupada por tarefas rotineiras que podem ser automatizadas, é preferível reconhecer essa realidade agora. A tecnologia não vai esperar que estejamos preparados
Narcisismo nas relações íntimas e o impacto na saúde mental
Nem sempre a teia começa por um sinal de perigo. Pode começar por um sentimento de exceção: elogios, confidências e promessas fazem a mulher sentir que, finalmente, alguém a vê. Chama-se love bombing à profusão de afeto usada para conquistar influência e manipular. O entusiasmo inicial, por si só, não prova abuso. Mas, quando existe engodo, este apresenta-se com a linguagem do afeto. Confiar não é um defeito: a responsabilidade pela mentira pertence a quem mente
Somos todos NAZA
O primeiro-ministro israelita pediu a identificação e a investigação criminal dos militares entrevistados em NAZA. Nada que surpreenda. Aliás não prevejo longa vida para os realizadores. Não imediatamente, mas dentro duns anos serão decerto vítimas dum acidente qualquer. O poder quando desafiado, não perdoa
Advogados: os direitos dos outros, os deveres de sempre
Sobre a CPAS, a desproteção social e a estranha ideia de que quem defende direitos não precisa de os ter
Passos Coelho e as virtudes que não o obrigam a nada
Em 2011, Passos Coelho reconheceu a falta que Diogo Vasconcelos faria ao País, aquando do último adeus, na Sala dos Retratos da Igreja da Lapa, no Porto. Quinze anos depois, ao elogiar André Ventura e defender um entendimento com o Chega, obriga-me a regressar àquelas palavras e ao homem que tive a honra e o privilégio de conhecer
Passos Coelho quer mesmo muito ser primeiro-ministro
Percebe-se bem de onde vem a pressa. O tempo passa e nem Montenegro cai nem ele almoça. A esperança numa intervenção do PGR parece ter esmorecido. E, mesmo que o escândalo fosse grande, era capaz de jurar que o primeiro-ministro só se demitiria se saísse algemado de São Bento. Seguro, esse, tratava de se esconder debaixo de uma mesa qualquer
Firmas do mal
Os jovens não abandonam as “firmas” porque um adulto lhes diz para o fazer. Saem quando encontram uma alternativa credível ao que o grupo lhes dava: identidade, rendimento, proteção e reconhecimento
"Dói-me um dente. Preciso de um antibiótico?" Opinião de um dentista
Compreendo a expectativa de quem chega a uma consulta de urgência. Está com dor, quer uma solução, e uma receita é algo concreto: leva-a consigo, vai à farmácia, sente que começou imediatamente a tratar-se. Ouvir que o antibiótico não está indicado é facilmente interpretado como ter recebido menos
Quando as bibliotecas se tornam espaços de cidadania
Na Austrália, bibliotecas públicas e universitárias são espaços de conhecimento, convivência e cidadania. Uma experiência em Sydney leva um professor brasileiro de Direitos Culturais a repensar o lugar que estes equipamentos ocupam na sociedade
E se parar também fosse avançar?
Adiar por um ano um mestrado, um estágio ou o primeiro emprego pode facilmente ser interpretado como um atraso no percurso, sobretudo quando estamos habituados a medir cada etapa pelo que acrescenta à seguinte. No entanto, nem tudo aquilo que fazemos precisa de ter um resultado imediato ou de servir diretamente o próximo passo
E se Ronaldo fosse bolseiro? Opinião de uma advogada
Para se ter uma noção das proporções, e sem nenhum reparo ao dinheiro que é dele e de quem lho paga, a Forbes calcula que Ronaldo tenha ganho 300 milhões de dólares no último ano, mais de 700 mil euros por dia, ao passo que um doutorando português recebe do Estado pouco mais de 1.300 euros por mês, de maneira que os quatro anos de bolsa de quem anda à procura de um planeta ou de uma vacina valem pouco mais de duas horas do capitão
Vivemos em apneia
Não temos tempo para respirar entre uma emergência e a seguinte. Reagimos. Corrigimos. Anunciamos. Regulamos. Criamos medidas. Respondemos à urgência
Recusar o fait-divers: a distração também governa
Um país que discute tudo o que o entretém e se resigna perante o que o fere acaba por entregar aos outros o comando da própria vida
O mapa invisível das redes de cocaína. Por um especialista em Segurança Pública
Portugal é uma das portas de entrada da droga na Europa. É também um dos países onde essa porta está a ser aberta