Luis Garcia trabalha há vários anos na área da cibersegurança, com uma forte ligação à formação e à educação. Doutorado em Informática, interessou-se desde cedo por tecnologia e pela forma como esta se cruza com a vida das pessoas, experiência que moldou a abordagem clara e acessível com que hoje explica temas complexos.É formador nas áreas da cibersegurança, inteligência artificial, redes, e formação de formadores. Mais do que transmitir regras técnicas, dedica-se a explicar riscos digitais de forma humana, prática e próxima, recorrendo a exemplos do quotidiano.
Nunca fomos tão digitais, mas também nunca fomos tão vulneráveis. A diferença entre saber usar tecnologia e compreendê-la
Durante demasiado tempo confundimos competência digital com literacia digital, como se fossem sinónimos. Não são. A competência permite utilizar a tecnologia. A literacia permite compreendê-la, questioná-la e reconhecer os seus limites
As suas férias podem estar a ajudar um cibercriminoso. O alerta e a explicação de um especialista em cibersegurança
Os cibercriminosos sabem algo que muitos utilizadores ainda ignoram: quanto mais informação tiverem sobre uma pessoa, mais fácil será criar uma fraude convincente. Se souberem onde trabalha, onde está de férias, quem faz parte da sua família ou quais são os seus interesses, terão mais ferramentas para construir mensagens aparentemente legítimas
O perigo à espreita nas redes de Wi-Fi públicas
Quando os dados móveis não são ilimitados ou perto disso, é “normal” chegar a um centro comercial, café ou restaurante e aceder a uma rede de Wi-Fi disponível. De volta ao mundo online, responde-se a e-mails, dá-se uma volta pelas redes sociais ou até se aproveita um pequeno compasso de espera para pagar uma conta através da app do banco. Um cenário rotineiro? Sem dúvida. Seguro? Nem por isso…
O ataque ainda não aconteceu. Mas o risco já lá está
m ficheiro enviado para a pessoa errada. Uma palavra-passe demasiado simples. Um clique apressado numa ligação suspeita. Uma configuração incorreta. Pequenos gestos, aparentemente inofensivos, podem ter consequências significativas
Os ataques online estão mais inteligentes e a culpa também é nossa
As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de partilha. São também enormes bases de dados comportamentais. E quanto mais informação entregamos, mais fácil se torna construir ataques convincentes, credíveis e difíceis de detetar.
Cibersegurança: duas perguntas que explicam quase tudo
Embora os conceitos pareçam abstratos, fazem parte da vida quotidiana de qualquer utilizador da Internet
Do smishing ao vishing, passando pelo quishing, o phishing não invade computadores. Convence pessoas
Mas importa ter presente que o phishing já não vive apenas no e-mail. Adaptou-se às plataformas onde as pessoas estão mais distraídas, mais rápidas e emocionalmente mais disponíveis. É aqui que entram o smishing e o vishing
O clique acontece primeiro na mente
um ataque de engenharia social dificilmente começa com lógica. Começa com emoção. Os atacantes sabem que emoções fortes reduzem o pensamento crítico e aceleram reações impulsivas
Isto começa sempre da mesma forma. E ninguém repara
A maioria das pessoas imagina que os ataques digitais acontecem através de falhas tecnológicas sofisticadas. Mas a realidade é bem mais simples. Os ataques acontecem quando alguém aceita fazer algo que não devia: clicar, confiar, ignorar um sinal
O maior hacker não está no computador, está na nossa cabeça
Muitos dos ataques mais eficazes não são, portanto, obra de um génio adolescente, fechado numa cave, com borbulhas no rosto, a “hackear” apenas pela notoriedade, nem de cibercriminosos altamente sofisticados. Um exemplo simples é a conhecida fraude “Olá pai, olá mãe”, que não depende de código avançado nem de falhas complexas em software. Depende de algo muito mais simples e previsível: a forma como pensamos e reagimos