Luis Garcia trabalha há vários anos na área da cibersegurança, com uma forte ligação à formação e à educação. Doutorado em Informática, interessou-se desde cedo por tecnologia e pela forma como esta se cruza com a vida das pessoas, experiência que moldou a abordagem clara e acessível com que hoje explica temas complexos.É formador nas áreas da cibersegurança, inteligência artificial, redes, e formação de formadores. Mais do que transmitir regras técnicas, dedica-se a explicar riscos digitais de forma humana, prática e próxima, recorrendo a exemplos do quotidiano.
Do smishing ao vishing, passando pelo quishing, o phishing não invade computadores. Convence pessoas
Mas importa ter presente que o phishing já não vive apenas no e-mail. Adaptou-se às plataformas onde as pessoas estão mais distraídas, mais rápidas e emocionalmente mais disponíveis. É aqui que entram o smishing e o vishing
O clique acontece primeiro na mente
um ataque de engenharia social dificilmente começa com lógica. Começa com emoção. Os atacantes sabem que emoções fortes reduzem o pensamento crítico e aceleram reações impulsivas
Isto começa sempre da mesma forma. E ninguém repara
A maioria das pessoas imagina que os ataques digitais acontecem através de falhas tecnológicas sofisticadas. Mas a realidade é bem mais simples. Os ataques acontecem quando alguém aceita fazer algo que não devia: clicar, confiar, ignorar um sinal
O maior hacker não está no computador, está na nossa cabeça
Muitos dos ataques mais eficazes não são, portanto, obra de um génio adolescente, fechado numa cave, com borbulhas no rosto, a “hackear” apenas pela notoriedade, nem de cibercriminosos altamente sofisticados. Um exemplo simples é a conhecida fraude “Olá pai, olá mãe”, que não depende de código avançado nem de falhas complexas em software. Depende de algo muito mais simples e previsível: a forma como pensamos e reagimos