Encontramos Diego González Rivas, 52 anos, nascido na Corunha, em Espanha, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. A manhã é de grande entusiasmo. O bloco operatório está cheio de gente enquanto o cirurgião espanhol – junto com Javier Gallego, o reputado cirurgião cardíaco da Cruz Vermelha – opera uma mulher com cancro de pulmão.
O tórax alaranjado – por causa dos antissépticos cirúrgicos aplicados na pele – não parece sequer humano, mas é a vida da mãe de alguém, avó de alguém, filha de alguém, amiga de alguém, que os dois têm nas mãos. Através de um pequeno orifício de menos de cinco centímetros, aberto naquele torso de mulher, entram uma câmara de vídeo de alta definição e uma série de instrumentos cirúrgicos, das pinças aos bisturis, das tesouras aos agrafadores. Ao fim de algum tempo, sai, pelo mesmíssimo orifício, uma massa preta que mais parece uma víscera – é o tumor.
A cirurgia é um sucesso e, em 48 horas, a doente poderá regressar a casa. Vai com as forças necessárias para enfrentar os tratamentos que se seguem, sem ter de desperdiçar energias do corpo cansado a recuperar de uma operação dolorosa. Numa sala perto do bloco operatório, outro grupo de profissionais de saúde, que viu tudo pelo ecrã de uma televisão, começa a dispersar. Diego e Javier estão prontinhos para o merecido almoço.
Diego González Rivas é uma estrela dos blocos. Não só nestas paragens, mas pelo mundo inteiro. Formado num tempo em que chegava a ser preciso partir costelas para se aceder aos pulmões, em cirurgias de peito aberto, aprendeu nos Estados Unidos as técnicas das cirurgias minimamente invasivas, já comuns neste século XXI, mas numa época em que ainda se faziam três ou quatro buracos para se introduzirem dentro do corpo humano todos os utensílios necessários à operação. De regresso a Espanha, Diego desenvolveu uma técnica agora usada em todo o mundo, mas ainda limitada a quem a domina: o Uniportal VATS só abre um orifício.
Entre o bloco operatório e as suas viagens por países menos desenvolvidos, onde realiza cirurgias de graça, Diego passa a vida a dar formação a outros médicos. O programa no Hospital da Cruz Vermelha, em parceria com a NOVA Medical School, mostra-nos como se faz o futuro da medicina, cheio de braços robóticos, câmaras e ecrãs. Já não se vê o interior de um corpo humano, ali aberto, em cima de uma mesa de operações. E ainda bem para os doentes, já que a tecnologia os beneficia, sobretudo a eles.
Diego González Rivas tem andado a desbravar novos caminhos e é um pioneiro de várias cirurgias que deixam o mundo espantado. Como aquela que fez a oito mil quilómetros de distância do doente, ele na China e o paciente na Roménia, nada que o impedisse de operar, em tempo real, mais um tumor nos pulmões. Sobre este admirável mundo novo falamos na entrevista, pontuada de espanto pelas maravilhas da Ciência, agora de casamento firme com a mais disruptora tecnologia.
O que é que o levou a escolher a especialidade de cirurgia torácica?
A minha mãe era enfermeira e levava-me para o hospital com ela. Eu ficava fascinado quando via que, graças aos seus cuidados, os pacientes melhoravam. Eu só queria que as pessoas não sofressem, ver a dor delas afetava-me muito, tinha essa inquietude. Foi esse sentimento que me fez seguir Medicina. A especialidade de cirurgia torácica parecia-me uma especialidade nova, inovadora, interessante.
Quais eram os grandes desafios na altura e o que o fez tentar algo diferente?
Comecei a especialidade no Hospital da Coruña numa altura em que se fazia cirurgia aberta em quase todos os hospitais, não existia praticamente a cirurgia minimamente invasiva. Eu via que os pós-operatórios eram muito duros, os pacientes sofriam bastante porque eram incisões muito grandes, agressivas, dolorosas. Isso gerava-me um sentimento de frustração. Sempre fui muito inquieto desde pequeno, na busca de tentar encontrar algo melhor, de mudar as coisas. Em 2007, fui para os Estados Unidos da América, para o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, para aprender a técnica de videocirurgia tradicional (VATS). Lá já se operava fazendo quatro incisões no peito do doente.
Ainda assim, achou que quatro incisões era demasiado…
Sim. Voltei para Espanha e começámos a fazer isso, ao fim de um ano já tínhamos a técnica bem aperfeiçoada. Depois voltei aos Estados Unidos, aprendi a operar através de três incisões num outro hospital de Nova Iorque e voltei a Espanha, onde fui reduzindo o número de incisões, concebendo pinças mais finas e curvas. E fui o primeiro cirurgião da Europa a operar na área do cancro do pulmão apenas com duas incisões.
Mas não ficou por aí.
Quando já estava bem confortável com as duas incisões, percebi que se colocasse tudo numa só incisão, os instrumentos, a câmara, tinha uma visão mais direta. Foi uma intuição. Então, em junho de 2010, fiz a primeira cirurgia do mundo ao cancro de pulmão por uma incisão. Assim nasceu a técnica Uniportal VATS. A partir daí, fomos melhorando a técnica. Mas houve muitos obstáculos, tinha todo o mundo contra mim, incluindo o meu chefe, que não queria que eu desenvolvesse a técnica porque era algo inovador e ele perdia protagonismo. Mas eu seguia em frente, apesar de me chamarem louco e de duvidarem da segurança da operação com o Uniportal VATS.
Hoje em dia, quem está na medicina tem de aprender continuamente sobre tecnologia, robótica, Inteligência Artificial… A medicina vai de mão dada com a tecnologia. A cirurgia tem de saber até de redes sociais!
Considera que na medicina ainda há muitas forças conservadoras opostas à inovação?
Claro, isso é algo natural não só na medicina, mas na Humanidade. Toda a inovação é sempre criticada. Durante a evolução da História, todas as pessoas que pensavam diferente tiveram problemas e foram criticadas. No meu caso, foram muitos anos a lutar, mas no final conseguimos.
Para irmos até ao fim contra forças opostas, é preciso ter uma certeza absoluta de que estamos certos e de que a inovação funciona…
Não há certezas nenhumas. Nunca. O que há é uma atitude na vida: acreditar em algo e lutar por isso. A vida é assim e está cheia de histórias de superação. Como tantos grandes empresários que se tornaram milionários, se arruinaram e se levantaram de novo.
Sim, mas os grandes empresários não têm uma vida de alguém literalmente na mão. A diferença entre viver e morrer.
Claro, mas o que quero dizer é que, no final, na vida, os caminhos não são fáceis. Como se costuma dizer, um marinheiro não se faz em águas calmas, faz-se quando tem dificuldades. Eu vi os obstáculos como oportunidades e não como problemas. E até me davam mais força. Portanto, a toda a gente que me disse ‘não’ eu estou agradecido. Por outro lado, enquanto ia fazendo este caminho fui com muito cuidado, tinha vidas nas mãos, como sublinha. Qualquer falha no início, morria o paciente e morria a técnica. Mas eu acreditava no que fazia e seguia em frente. Depois expandi a técnica pelo mundo. Comecei a viajar, a ensinar, a publicar. Hoje é a técnica mais usada, é o futuro da cirurgia. Todos os robots de agora já vão fazer uniportais com a minha técnica.
Além de ser muito benéfica para o paciente, no sentido da recuperação (já não é preciso afastar costelas para se chegar aos pulmões), tem alguma implicação no desenvolvimento da doença?
Quanto menos invasiva for no tórax, melhor. Porque o tórax é a parte do corpo que mais dói, é onde estão os nervos intercostais. A diferença já foi abismal quando passámos da cirurgia aberta para a cirurgia minimamente invasiva e voltou sê-lo quando se passou de três incisões para uma. Falo ao nível da dor da recuperação, mas também do risco de infeções. Com esta técnica, o paciente tem alta em 24 ou 48 horas. E com uma recuperação incrível. Com efeitos também na capacidade para combater a doença, pois o paciente fica com a imunidade mais forte, o corpo não está a desperdiçar tanta energia na recuperação da operação. Porque nós tiramos o tumor, mas o tratamento tem de continuar, não acaba aí, e é importante que o paciente esteja recuperado rapidamente para continuar a lutar.
E mudou alguma coisa na forma como se chega ao tumor, ou seja, permitiu chegar a certos tumores que antes eram inoperáveis?
Sim, permitiu, por exemplo, chegar a lugares muito profundos. Porque, com a câmara de vídeo e com a robótica, chegamos e vemos melhor, a visão 4k é melhor do que os nossos olhos. Por outro lado, também permite que pacientes com cancro, que estão frágeis ao ponto de não serem candidatos a uma cirurgia aberta, pois é muito agressiva, sejam candidatos à cirurgia através desta técnica. Até conseguimos operar pacientes sem os entubar. Em 2014, fomos pioneiros no mundo em operar pacientes sem entubação, ou seja, com o doente a respirar normalmente.
As inovações continuaram…
Sim, em 2021, durante a pandemia, tive a ideia de criar a técnica Uniportal Robótica. Porque tinha o Da Vinci (o robot frequentemente utilizado nas cirurgias minimamente invasivas) no meu hospital, e tinha muito tempo livre, então comecei a brincar com os braços do robot e questionei-me se poderia colocar todos os braços por uma única incisão. Porque a técnica robótica com o Da Vinci são cinco incisões no tórax, o que é muito doloroso. Mas se conseguirmos colocar três braços por uma única incisão… [Na Uniportal VATS, o cirurgião opera em pé e controla os instrumentos; na Uniportal com robot, o cirurgião está sentado à frente de uma consola que controla os braços robóticos articulados].
Já me disse que a sua motivação era poupar as pessoas à dor. Mas noto que tem aí uma paixão pela tecnologia, não apenas pela medicina.
Hoje em dia, quem está na medicina tem de aprender continuamente sobre tecnologia, robótica, Inteligência Artificial… A medicina vai de mão dada com a tecnologia, não é só ter conhecimentos médicos, temos de ter conhecimentos de como as coisas funcionam, o robótico, os sistemas virtuais, a reconstrução, tudo. A cirurgia tem de saber até de redes sociais! Para divulgar as suas técnicas, para dar formação, etc.
Criou uma fundação com o seu nome e o lema “Impossible is nothing”. Também é uma forma de divulgar o seu trabalho?
A fundação tem outra motivação. Criámo-la há quatro anos com a ideia de conseguir recursos para operar pessoas em países em desenvolvimento. Há muitos anos que vou a África operar e encontro sempre grandes dificuldades por falta de material. Já operei em 40 países africanos com a técnica minimamente invasiva. Então a fundação surgiu para ter fundos para criar o quirófano móvel, um camião transformado em bloco operatório ultratecnológico, com câmaras de alta definição e sistema satélite. É uma unidade autossuficiente, que viaja por vários países e permite à equipa realizar cirurgias de alta complexidade diretamente no terreno. Tem uma equipa médica permanente. Ainda há um mês, salvámos a vida a sete pacientes porque ninguém ia operá-los, estavam à espera de morrer.
Como é que as pessoas têm acesso ao quirófano?
Há muita gente que nos escreve. Com a fundação, viajo por todo o mundo para operar pessoas sem recursos. Faço-o sem ganhar nada com isso, por altruísmo. Estive recentemente no Peru a operar uma paciente, vim agora Síria. Estive no Paquistão, no Afeganistão, ando por muitos lugares. Isso tudo graças aos donativos que são feitos à fundação, porque é tudo muito caro – só mover a unidade móvel de cirurgia de um país para o outro custa 30 mil euros. Há muitos obstáculos para atravessar fronteiras, não é fácil, porque levar o quirófano implica sempre registá-lo no novo país como hospital. Por isso, preparamos as missões com meses de antecedência. Já para não falar do material de cirurgia, sem os donativos não é possível continuar a fazer missões.
Antes da fundação e do hospital móvel, já tinha grande experiência de operar nos locais mais complicados…
Nem pode imaginar. Uma vez, no meio de uma operação no Burkina Faso, foi-se a luz. Tive de terminar às escuras. Operei em Gaza no meio da guerra. Ou no Congo, onde operei uma menina de 12 anos que tinha engolido uma chave que acabou por se alojar no pulmão. Andava com a chave ali há dois anos já.
Aproveita as suas experiências de voluntariado para dar formação nos países que visita?
Sempre. Operamos e damos formação. De facto, nós criámos escola em África, continente onde não se fazia a cirurgia minimamente invasiva. Formamos médicos, damos cursos…
Entre a gestão da fundação e a formação aos médicos, que dá pelo mundo todo, ainda tem o gosto do bloco operatório?
Claro. Uma parte da minha atividade é feita em Xangai, fico ali seis meses por ano, dirigindo o maior centro de cirurgia torácica do mundo, o Uniportal Internacional. E vêm cirurgiões de todo o mundo formar-se comigo. É um hospital enorme, operamos 150 cancros do pulmão por dia. A técnica já está expandida por toda a China e o Shanghai Pulmonary Hospital é a meca.
O cancro do pulmão ainda é o que mais mata no mundo. Sobrevive-se mais, mas os números ainda são muito baixos. A tecnologia vem trazer revoluções neste aspeto?
Sem dúvida. Agora temos imunoterapia, temos muitos novos fármacos que vão aumentar a sobrevivência do cancro do pulmão. Então, combinando a cirurgia com a imunoterapia, radioterapia, etc., a sobrevida ganha mais anos. E também é muito importante a tecnologia na área da deteção precoce, os programas de screening, por exemplo, com TACs de baixa dose, que detetam o tumor numa fase inicial e sem risco para o paciente. Aí pode-se operar com muito mais eficácia porque chegamos cedo.
Eu estava na China, em Suzhou, e o paciente com cancro no pulmão estava em Bucareste. Fiz uma lobectomia pulmonar a oito mil quilómetros de distância, manipulando o robot em tempo real, sem delay, a primeira uniportal transcontinental do mundo
Também lhe chegam casos que não consegue mesmo operar, nem com a sua técnica?
Sim, é muito triste. Eu opero muitos casos que outros não operam normalmente, por falta de experiência, mas é que eu opero muito. Em Xangai faço 1100 cirurgias por ano, quando a média de um cirurgião torácico é de 100. A minha experiência dá-me então a oportunidade de resolver casos mais difíceis, tenho bastante experiência em casos complexos. Mas acontece chegar-me um caso que não consigo operar. Fico bastante frustrado e tento sempre encontrar uma solução. Seja com a técnica minimamente invasiva ou com a cirurgia tradicional, o importante é a vida do paciente.
Extraiu há pouco tempo um tumor de quatro quilos.
Foi em Espanha. Era um tumor muito agressivo, conseguimos tirá-lo, mas o paciente acabou por morrer, pois o cancro voltou. Fizemos tudo o que pudemos, foi uma cirurgia muito radical, mas era mesmo muito agressivo. Há tumores que, por muito que se faça, não conseguimos chegar a uma cura.
O cancro tem uma componente forte de influência dos estilos de vida, sobretudo o do pulmão, com o tabaco. Mas nota que as alterações no meio ambiente estão já a afetar a doença de alguma forma?
Há muitos fatores que não conhecemos. Meio ambiente, hábitos tóxicos, como o tabaco, álcool, comida ultraprocessada, que tem muito mais risco de cancro do que a comida mais natural… O ambiente onde vivemos, se há radão, se há amianto, a forma de cozinhar nas brasas, a comida fumada… E a carga genética, que é fundamental. E há coisas que não controlamos. Temos de tentar minimizar os riscos, mas não ficar obcecados com isso.
A Inteligência Artificial veio trazer um admirável mundo novo à medicina. De que forma a incorpora na sua prática?
Estamos a desenvolver novos robots em Xangai. Tenho colaborado com o robot Shurui SP (Single-Port Surgical Robot), que é o robot cirúrgico mais avançado do mundo, verdadeiramente revolucionário, com os braços em forma de serpente. Os quatro braços abrem através de uma incisão de apenas dois centímetros. E fizemos as primeiras cirurgias transcontinentais do mundo, em abril de 2025.
Como é que se faz uma cirurgia intercontinental?
Eu estava na China, em Suzhou, e o paciente com cancro no pulmão estava em Bucareste. Fiz uma lobectomia pulmonar a oito mil quilómetros de distância, manipulando o robot em tempo real, sem delay, a primeira uniportal transcontinental do mundo. [Utilizando uma autoestrada de dados encriptada via 5G e canais de fibra ótica, o atraso entre o movimento da mão do médico e a reação do robot foi reduzido para menos de 150 milissegundos, parecendo instantâneo]. É uma cirurgia que abre caminhos porque o cirurgião pode estar aqui, em Lisboa, a operar um paciente em qualquer parte do mundo. É o começo de uma nova era, muda tudo.
Os cirurgiões são uma profissão que pode ficar obsoleta?
O cirurgião não será necessário, isso é óbvio, é só uma questão de tempo. Creio que, daqui a 30 anos, os robots vão operar sozinhos, tendo toda a informação para resolver problemas na hora, sabendo todos os passos para prevenir ou resolver uma complicação que surja durante a operação. Apenas com a supervisão de um cirurgião.
Haverá especialidades a desaparecer?
Sim, claro. A radiologia, a dermatologia… Um robot já tem muito mais precisão a calibrar instrumentos, mas ainda não tem a informação toda para resolver situações inesperadas. Quando, no futuro, tiver a informação toda, é lógico pensarmos que muitas especialidades serão feitas por máquinas. A Inteligência Artificial é uma das maiores revoluções na História da Humanidade. E estamos apenas no começo.
Fica mais entusiasmado com isso ou mais preocupado?
Há que ser otimista. A tecnologia faz-nos bem, mas temos de saber usá-la bem. E é preciso regulá-la, senão torna-se algo perigosa.
O que é que os pacientes lhe ensinaram?
Ensinaram-me que são como nós. Não são pessoas estranhas, qualquer pessoa pode estar naquele lugar amanhã. Por isso, temos de saber entendê-los, ser mais empáticos com eles. É muito importante colocarmo-nos no lugar do paciente para saber o que ele sente. E para lhe dar apoio, ânimo, carinho. Eu sou muito próximo, todos os meus pacientes têm o meu WhatsApp. Podem escrever-me e eu gosto de estar em contacto com eles. Sentem-se mais cuidados, mais queridos, mais protegidos. A atividade médica não é apenas o tratamento científico médico. A atividade humana é fundamental. O estado psicológico do paciente é quase a metade do tratamento.
Que conselhos daria aos estudantes de hoje que vão ser os protagonistas da medicina do futuro?
Que tenham muita paixão pelo que fazem. Que trabalhem duro, pois tudo se consegue com trabalho e dedicação. O talento é uma parte muito pequena do sucesso, cerca de 10%. Os restantes 90% são trabalho, sacrifício e dedicação. É muito importante dedicar-se, lutar pelo que se quer. E ter paixão, vontade de fazer as coisas. Que a sua profissão se torne o seu hobby é maravilhoso. Eu viajo por todo o mundo a operar e a fazer o que mais gosto. Gosto de interagir com culturas, gosto de ajudar. Outra coisa que eu digo é que é preciso tentar sempre mudar, procurar algo diferente, algo para melhorar. Há sempre uma forma de tornar as coisas melhores.