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O privilégio de não ser imigrante

As perguntas sobre benefícios raramente são dirigidas a quem chega com rendimentos elevados. Apenas o imigrante trabalhador continua sentado no banco dos réus

Manuela Niza Ribeiro
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O bode expiatório do costume

Num país onde um em cada cinco contribuintes da Segurança Social é estrangeiro, culpar os imigrantes pela falta de médicos de família é uma explicação fácil para um problema muito mais antigo

Manuela Niza Ribeiro
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O medo voltou ao trabalho

Os trabalhadores calam-se. Os cidadãos afastam-se. As organizações tornam-se menos transparentes. Os erros deixam de ser denunciados. Os abusos deixam de ser questionados. E a democracia empobrece

Manuela Niza Ribeiro
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Reforma do Estado: O silêncio do ministro e a agonia da Administração Pública

Como o medo bloqueou o Estado

Manuela Niza Ribeiro
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Mais detenção, menos dignidade: o rumo preocupante da política migratória

Criou-se, de forma pouco inocente, uma confusão entre nacionalidade e autorização de residência. São processos distintos, com requisitos e impactos completamente diferentes. A nacionalidade representa um passo final de integração, enquanto a autorização de residência é uma condição essencial para viver legalmente no País. Misturar estes dois planos apenas contribui para desinformar a opinião pública e desviar o foco dos problemas reais

Manuela Niza Ribeiro
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Vade retro

Quando uma sociedade começa a aceitar a ideia de que “antes é que era”, sem questionar o que esse “antes” implicava, abre caminho a regressões silenciosas. E essas regressões não começam de forma abrupta. Instalam-se gradualmente: em discursos aparentemente técnicos, em revisões seletivas da História, na normalização do excecional

Manuela Niza Ribeiro
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O triunfo dos porcos

As recentes notícias sobre despesas em refeições por autarcas de Matosinhos e Oeiras são um exemplo quase caricatural. Episódios amplificados, descontextualizados e transformados em escândalo mediático, apesar de envolverem responsáveis amplamente reconhecidos pela sua competência e impacto positivo na gestão autárquica

Manuela Niza Ribeiro
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O Governo quer dificultar a nacionalidade para esconder o caos que criou

Esta lei não é sobre nacionalidade. É sobre um Estado que não consegue gerir a imigração, não consegue responder a tempo e, sobretudo, não tem a coragem de assumir falhas

Manuela Niza Ribeiro
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Punir as falhas do Estado: o erro das novas políticas migratórias

Mais do que endurecer políticas, talvez seja tempo de corrigir o que não está a funcionar — e reconhecer que, por detrás de cada processo, existe uma pessoa, uma história e, muitas vezes, uma vida já construída em Portugal

Manuela Niza Ribeiro
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I am the king of the world

A guerra não é um jogo. Não é um gesto simbólico. Não é uma demonstração de força para consumo mediático. A guerra é dor. É o silêncio depois da explosão. É o choro de uma criança que já não chama por ninguém. É uma mãe a segurar um corpo pequeno, demasiado leve, demasiado imóvel

Manuela Niza Ribeiro
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O Presidente, a guerra e o interesse nacional

Perante um contexto internacional em que as guerras regionais podem escalar rapidamente e produzir efeitos globais, o interesse nacional exige uma diplomacia prudente, capaz de apoiar os aliados, sim, mas sem abdicar da defesa dos princípios do direito internacional e da estabilidade regional

Manuela Niza Ribeiro
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A próxima crise migratória não será surpresa. Será consequência

O maior perigo para a Europa já não é militar. É político e social. Se novas vagas migratórias coincidirem com inflação persistente, desigualdade social e insegurança energética, o continente poderá entrar numa transformação profunda: menos integração, fronteiras mais rígidas e um renovado impulso nacionalista

Manuela Niza Ribeiro
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Epstein: Poder, impunidade e a obsessão da eternidade

Epstein tornou-se mais do que um nome próprio. Tornou-se um símbolo das fragilidades institucionais de uma era marcada por desigualdade extrema. Símbolo de um sistema onde riqueza pode funcionar como amortecedor judicial. Símbolo de uma cultura que se deslumbra com o poder e hesita em confrontá-lo

Manuela Niza Ribeiro
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Quem vai reconstruir Portugal?

Portugal precisa de reconstruir — casas, estradas, florestas e comunidades — e reconstruir exige pessoas. Transformar a imigração num tema de medo ou rejeição não protege o País, apenas o enfraquece.

Manuela Niza Ribeiro
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O regresso improvável: como António José Seguro redesenhou o mapa político

O País acorda hoje com novos equilíbrios, novas ambições e uma evidência difícil de ignorar: aquele que durante anos foi visto como “ o patinho feio da política” tornou-se, contra quase todas as previsões, a figura central da República

Manuela Niza Ribeiro
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Kristin: Um teste à governação em tempo de crise

Enquanto outros países investem em prevenção estruturada, Portugal insiste no improviso como virtude nacional e alimenta a ideia perigosa de que a resiliência popular compensa a ausência do Estado. Todos somos Ronaldo — até ao momento em que o improviso falha e os Ronaldos se lesionam.

Manuela Niza Ribeiro
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Proteger as crianças migrantes é um dever democrático

O ódio não começa com violência explícita. Começa com a normalização da indiferença. Começa quando aceitamos que certas crianças podem esperar mais, ter menos, valer menos

Manuela Niza Ribeiro
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Entre o medo e a memória

Num tempo em que o mundo enfrenta crises humanitárias profundas, Portugal escolheu afastar-se — enquanto continua a proclamar, nos discursos e nos textos legais, um humanismo que já não encontra correspondência nos atos

Manuela Niza Ribeiro
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Quem vota? A influência da IA e do algoritmo

A obsessão pelas sondagens transformou as campanhas num exercício de contenção. As tracking polls funcionam como um eletrocardiograma eleitoral: qualquer flutuação provoca correções imediatas, silêncios estratégicos, mudanças de tom ou campanhas de ataque pessoal ao adversário

Manuela Niza Ribeiro
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Venezuela: O 51ª estado dos EUA

Com efeito, se a lógica da substituição do Direito pelo direito da força prevalecer, o mundo tornar-se-á mais fragmentado, mais imprevisível e mais propenso a crises regionais com impacto global, o que para países como o nosso e, muitos membros da CPLP, é um cenário particularmente preocupante

Manuela Niza Ribeiro
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A infância em guerra: quando o Natal não existe

Na República Centro Africana ou no Sudão, o dia de Natal começa com a procura de alimento ou água em poços improvisados onde a única água disponível é turva e esconde outras ameaças

Manuela Niza Ribeiro