Carolina de Araújo

Estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Opinião

O fim do desconforto como critério educativo

Quando a escola deixa de tornar obrigatório um autor que ensina a desconfiar do óbvio, não está apenas a reorganizar conteúdos. Está, silenciosamente, a redefinir o tipo de pensamento que considera essencial. Menos inquieto, menos crítico, mais adaptado. Mais capaz de funcionar dentro daquilo que já está definido do que de questionar aquilo que nunca foi realmente escolhido

Opinião

Uma geração chamada a liderar, sem espaço para pensar

Confunde-se presença com participação, opinião com reflexão e exposição com influência, quando participar implica compreender o que está em causa, reconhecer a complexidade e ter critérios para sustentar posições, algo que exige mais do que visibilidade

Opinião

A responsabilidade na guerra híbrida

As vidas humanas já não se perdem apenas no campo de batalha tradicional. Perdem-se também numa realidade exponencialmente mais rápida e potencialmente mais devastadora

Atualidade

A centralidade impotente dos direitos humanos

Os direitos humanos são frequentemente mobilizados depois do dano consumado, para denunciar, qualificar e lamentar. Raramente funcionam como critério efetivo no momento da decisão. Tornam-se linguagem do depois, não do antes. Não previnem, descrevem. Não vinculam, comentam

Ainda que conheça estas cinco palavras, tem a certeza que as sabe usar (e porque se usam)?
Opinião

A desigualdade que se instala no direito à palavra

Talvez uma das formas mais eficazes de controlo não seja negar a liberdade, mas concedê-la sob condição. Uma liberdade tolerada enquanto não rompe, enquanto não perturba, enquanto não obriga a redistribuir o risco.

Opinião

Quando a expressão vira estratégia: A manipulação silenciosa do pensamento

A chamada “liberdade de pensamento” surge hoje moldada pela velocidade da informação e pela pressão para reagir antes de refletir. Não nos impedem de pensar; empurram-nos a pensar depressa. As narrativas chegam antes das perguntas, as conclusões antes dos factos

Opinião

O diplomata na era das redes e das fake news

O diplomata moderno vive a solidão de decisões que poucos compreendem e muitos criticam, sempre consciente de caminhar sobre terreno instável

Opinião

Carta aberta de uma estudante de Direito: Gaza e o Direito Internacional

Surge então o dilema: como reconhecer o Estado da Palestina se o seu governo efetivo está ligado a uma força armada que não respeita o Direito Internacional Humanitário? Mas, ao mesmo tempo, como não reconhecer um território que, historicamente, sempre lhe pertenceu?