Opinião
Senhores deputados, por favor!
Sejamos sinceros, já algum de nós foi impactado negativamente pelo hastear de uma bandeira colorida? Já vos feriu os olhos? Ou já alguém vos obrigou a mudar de género? Como é óbvio, não. Isto não é um problema real nem relevante para o dia a dia dos portugueses
A alma de Cabo Verde em 120 minutos
O futebol tornou-se numa indústria dominada pelos milhões, pelo marketing e pelo valor do mercado dos jogadores. Foi preciso um veterano cabo-verdiano chegar ao maior palco do mundo para nos abanar e acordar. Vozinha e Cabo Verde acordaram o mundo
Que América temos após 250 anos? Opinião de Miguel Baumgartner
A América nunca foi inocente. Mas foi, durante muito tempo, indispensável. A questão é saber se continuará a sê-lo como farol ou apenas como força
Houston, temos um problema. Opinião de Sofia Santos Machado
O que ganha a Europa em aceitar a construção de data centers de big techs americanas?
Os monstros do nosso inconsciente coletivo. Opinião da escritora Safaa Dib
Somos confrontados com vagas de calor assustadoras para as quais não estamos preparados, num mundo em que reinam sistemas políticos económicos que sabem o que está em jogo e continuam a escolher o lucro
Primeiro, deixamos de olhar
Celebramos quem chega longe, mas raramente perguntamos quem levou alguém consigo. Admiramos quem alcançou reconhecimento, mas esquecemo-nos de quem despertou consciências. Porque aquilo que verdadeiramente permanece quase nunca é mensurável
Carlos Queiroz, o homem a quem Portugal deve mais do que gosta de admitir
Esta madrugada, no Gana–Colômbia, o velho professor volta a entrar em campo como selecionador do país africano e contra o esquecimento português. E nós, que tanto gostamos de celebrar vitórias, talvez devêssemos aprender a agradecer a quem nos ensinou que era possível ganhá-las — e sermos como os grandes do futebol. Mesmo que leiam esta crónica amanhã, ela continua a ser fundamental
O que é uma equipa?
A tendência para atribuir sucessos de um coletivo ao talento de um único indivíduo pode alterar a forma como percebemos uma equipa e desvalorizar o esforço e o contributo de cada um que tornam esse sucesso possível
Prémio Laranja Amarga para o Governo que tem vergonha dos bons resultados do emprego
Por insistir em fantasias populistas e retrógradas e nem celebrar os bons resultados do emprego, nem da segurança, Rosário Palma Ramalho é reincidente no prémio Laranja Amarga
Inventário do Eclipse: Identidade suspensa, pela escritora Filipa Mota Nesbitt
A vida é um romance com tendência dramática que se escreve diariamente, se revê, se corrige, se reescreve, e não termina até que esteja pronto. E só termina no fim. No fim da nossa vida
O cisma e a vontade de cismar
Uma excomunhão dói a todos os católicos; ou pelo menos devia doer, impor reserva. Ou, não sendo possível reserva, ao menos parcimónia. Ou, não sendo possível parcimónia, ao menos justeza. Mas isto seria pedir demais a quem já decidiu previamente a função narrativa dos personagens
O povo ainda cabe na Democracia? Crónica de Margarida Davim
Após 40 anos a sermos esmagados pela ideia da impossibilidade e da escassez, precisamos de voltar a acreditar que somos tão capazes de construir um país melhor como o foram os nossos pais e avós naqueles anos depois de Abril
Comprar casa: os cinco riscos que não aparecem nas fotografias, por uma advogada
A pressa é, muitas vezes, inimiga da prevenção jurídica. E no mercado imobiliário, os problemas descobertos tarde podem custar muito mais do que uma análise feita a tempo
Será que o conforto excessivo está a acelerar o envelhecimento?
Num mundo que nos convida constantemente a procurar facilidade, talvez seja útil recordar que o crescimento raramente acontece sem algum grau de desafio
“Mínimos e os Monstros”: a América faz 250 anos e Portugal fica no buraco 18
Entre a estreia de Mínimos e os Monstros, criaturas amarelas que querem fazer cinema, monstros que escapam do ecrã e Donald Trump a descobrir Portugal pelo green, o 4 de Julho chega-nos este ano como uma superprodução de Hollywood dobrada em diplomacia recreativa
“Send them back”
Ninguém grita “send them back” ao investidor que compra o visto dourado, ao reformado abastado do norte da Europa, ao nómada digital que abre um café de matcha e faz subir as rendas do bairro. O cântico nunca é para esses. É sempre para o outro, o que veio de barco, o que limpa os hospitais e levanta as paredes. Não é que não queiram imigrantes. Só os querem de um certo tipo, por uma certa porta, e de preferência sem direitos. Querem o trabalho. Não querem a pessoa.
Este calor não é o de sempre
Fingir que não damos pelo que está a acontecer ao planeta não nos salva das consequências
Justiça, o problema mais complexo – e o caso Odair
Tem piorado imenso a imagem de credibilidade da Justiça e dos magistrados, em especial do Ministério Público (MP). O que bem se compreende, desde logo a partir da sua incompreensível ou lamentável ação ou inação em muitos casos
Os relatórios sobre as escolas e os silêncios graves
Nunca se mediu tanto. Nunca se escreveu tanto sobre educação. E, no entanto, permanece uma pergunta desconfortável: sabemos realmente o que se passa dentro das escolas?
O Governo e os evangelistas televisivos mentem ou são ignorantes?
Qualquer especialista em migrações poderá explicar a Leitão Amaro que, havendo emprego, não há fronteira capaz de impedir que as pessoas procurem uma vida melhor
O triângulo amoroso
André Ventura fez uma cena e, no próprio altar em que se celebrava a aprovação do pacote laboral, disse “não”. Logo no dia seguinte, Luís Montenegro fugiu para a cama da “outra”, para fazer aprovar a reforma da Prestação Social Única