Inês Pina

Diretora técnica de uma IPSS e formadora
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Uma casa

Talvez seja isso que esteja em causa. Não apenas saber quantas casas conseguimos construir, quantos milhões conseguimos executar ou quantas metas conseguimos cumprir. Mas saber se continuamos a ser capazes de construir um país onde trabalhar permite, pelo menos, sonhar com uma casa

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Opinião | As famílias estão cansadas

As famílias estão cansadas de fazer contas para perceber se sobra mês no fim do salário ou salário no fim do mês

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Opinião | Nada nem ninguém nos obriga a ir a jogo?

Quanto de desigualdade pode uma democracia suportar sem começar a comprometer a própria ideia de igualdade? Ou talvez a questão seja outra: e se o problema for termos deixado de acreditar que podemos mudar as regras?

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Onde começa e acaba a coerência?

Acredito que as pessoas são muito do que fazem. Mas o que faz Netanyahu não é o mesmo que faz um cidadão israelita que compra frutas e legumes e tenta sobreviver à espuma dos dias

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Opinião | Será que alguém pode preocupar-se em governar?

Um Governo não deveria ser avaliado apenas pela sua capacidade de sobreviver a polémicas. Deveria ser avaliado pela capacidade de transformar o País

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O medo de parar

Será que trabalhamos assim tanto porque queremos? Ou porque aprendemos a romantizar o excesso de trabalho? Vendem-nos o sucesso associado às agendas cheias, às noites longas, às reuniões ao domingo e à frase “eu não paro”. Como se parar fosse sinal de pouca ambição

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Opinião | 89 mulheres!

Uma mulher pode ser conservadora. Pode defender o aborto ou ser contra ele. Pode ter convicções religiosas ou políticas diferentes das minhas. A liberdade permite-o. E é precisamente por isso que é tão importante recordar que muitas das mulheres que hoje podem discutir estas matérias em público só o podem fazer porque outras, antes delas, fizeram o caminho das pedras

Opinião

A Justiça é igual para todos. Será?

Quando uma grande empresa vai para tribunal, não vai sozinha. Leva advogados, fiscalistas, economistas, peritos e capacidade financeira para sustentar uma disputa durante anos. O cidadão comum leva uma carta das Finanças

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O país que fotografamos nas férias e esquecemos no resto do ano

O país que fotografamos em agosto é exatamente o mesmo que esquecemos em outubro. E talvez a forma como tratamos o interior quando termina o verão diga muito mais sobre o país que somos do que todas as fotografias bonitas que publicamos durante as férias

Opinião

Errar, demitir-se e não aprender

Criámos uma ideia muito portuguesa de responsabilidade: quem erra deve sair. E, quanto mais rápida for a demissão, maior parece ser a demonstração de dignidade política. Mas raramente perguntamos quem fica para resolver o problema

Opinião

Não deixemos cair aquilo que prometemos às pessoas

Estamos a falar de milhares de lugares que poderão nunca chegar às pessoas se não houver capacidade política para encontrar soluções. Estamos a falar de investimentos iniciados porque existiu um compromisso público. E quando o Estado convida as instituições a investir, também assume a responsabilidade de criar condições para que esse investimento se concretize

Opinião

Não desistam da floresta. Não desistam do interior

Fomos aceitando que a gestão da floresta fosse uma preocupação sazonal. Fala-se dela quando arde. Depois regressa ao silêncio. Mas uma floresta não se constrói entre junho e setembro. Constrói-se durante décadas

Opinião

O acesso à saúde não devia ser um teste de persistência

Por vezes, fica a sensação de que o cidadão tem de se apresentar perante o sistema quase em tom de desculpa: "Peço desculpa por incomodar, mas estou doente. Será que me podem ajudar?" Ora, os cuidados de saúde não constituem um favor. Constituem um direito. E os direitos perdem significado quando o seu exercício se torna excessivamente difíci

Opinião

Fiscalizar o vizinho ou fiscalizar o poder?

O objetivo central deveria ser saber como promover a autonomia das pessoas, quebrar ciclos de pobreza, aumentar a participação no mercado de trabalho e reforçar a inclusão social. No entanto, uma parte significativa do debate concentra-se na identificação de potenciais abusos

Opinião

Cuidar não é ocupar tempo

A inclusão social dos beneficiários de prestações é um objetivo legítimo. Mas o cuidado não pode ser tratado como moeda de troca. Porque cuidar não é apenas ocupar tempo. Cuidar é uma profissão. E uma das mais importantes para o futuro coletivo

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Gish Gallop

Enquanto comentadores discutem se Passos exagerou ao associar imigração e insegurança, outros debatem se ele está apenas a verbalizar preocupações reais da população. Entretanto, o ciclo mediático já avançou para outra frase polémica. O resultado é uma democracia permanentemente reativa, emocional e cansada

Opinião

Autonomia no setor social: Cooperar não é subordinar

Cooperar não pode significar apenas identificar falhas, exigir relatórios ou criar novos procedimentos. Cooperar exige diálogo, proximidade e humildade institucional para reconhecer que ninguém conhece melhor determinados problemas do que aqueles que convivem diariamente com eles

Opinião

A política está vazia! Encheu-se de ruído

O excesso de ruído tem consequências. Quando os cidadãos sentem que a política é apenas conflito, espetáculo ou troca de acusações, cresce o afastamento em relação às instituições e aumenta a desconfiança. A participação diminui porque muitos deixam de acreditar que a política possa representar uma verdadeira ferramenta de mudança

Opinião

As IPSS que sustentam a ação social

As IPSS estão cansadas de burocracias criadas por quem raramente conhece a realidade de um lar às sete da manhã, de uma creche à hora de entrada ou de um apoio domiciliário num dia de chuva

Hackers cibersegurança
Opinião

O tráfico de droga já não é rentável!

A burla digital explora o bem mais vulnerável da atualidade: a confiança

Faça este teste e veja se é um verdadeiro fascista
Opinião

Fascismo, nunca mais! Olá neofascismo!

Se há lição a retirar, é que o combate a este fenómeno não pode ser feito apenas com memória histórica ou indignação moral. Exige compreensão profunda, capacidade crítica e, sobretudo, a reconstrução de confiança nas instituições democráticas. Porque o maior risco do neofascismo não é a sua visibilidade — é precisamente a sua capacidade de parecer normal