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Quando o futuro deixa de nos abrigar. Opinião de José Paulo Santos
A falta de confiança no futuro altera a forma como olhamos para os outros. Quando a esperança se estreita, uma promessa de castigo pode começar a parecer uma solução. Uma antiga narrativa budista ajuda-nos a compreender o que perdemos quando já só conseguimos reconhecer a nossa própria sede
Cancro da mama: o que os números não nos dizem. Por um investigador
Os avanços que hoje permitem salvar tantas vidas resultam de décadas de investigação. E as perguntas que ainda permanecem sem resposta mostram-nos por que razão esse trabalho tem de continuar. Porque não basta saber quantas pessoas sobrevivem. Precisamos também de compreender porque é que algumas não sobrevivem.
Os europeus estão a pagar duas vezes pela mesma seca
A Europa deve tornar economicamente compensadora a recuperação dos solos, da água e dos ecossistemas para os agricultores. Hoje, pede-se-lhes que suportem o custo da resiliência enquanto o dinheiro público continua a favorecer práticas que a fragilizam
As grandes reformas da saúde na Europa: cinco caminhos para o mesmo desafio
Conseguiremos um pacto para a saúde num tema tão politizado, que tem sido arma de arremesso na conquista de votos sem escrúpulos e sem olhar para a realidade da saúde no País?
As tendas nas praças e a Desobediência Civil de Thoreau: quando a lei tem casa e a justiça dorme na rua
Do Rossio à Praça D. João I, a crise da habitação saiu dos gabinetes e instalou-se no espaço público. A intervenção da PSP, esta madrugada de 20 de outubro, trouxe de volta uma pergunta com quase dois séculos: quando o Estado não consegue garantir um direito, até onde pode ir o cidadão para o reclamar? Henry David Thoreau talvez tivesse alguma coisa a dizer
Duas manifestações, uma mesma exigência: o direito a viver com dignidade
O Porto saiu inicialmente à rua para dizer que a habitação não pode continuar a ser um privilégio. E voltou a fazê-lo para mostrar que uma reivindicação justa não desaparece com a retirada de tendas nem se resolve com bastões policiais, atitude que depois se estendeu a várias outras cidades
“A crueldade tornou-se um negócio rentável e o sofrimento, simples mercadoria”
Durante dias, Paula Lebre assistiu, impotente, à narrativa dos média sobre a morte da filha, assassinada aos 22 anos por rejeitar um colega de mestrado. Agora, escreveu um livro sobre Beatriz, com o propósito de lhe dar um rosto para lá do que se escreveu nas notícias, mas também para apontar o dedo ao sensacionalismo de que foi alvo. Pré-publicação de um capítulo de Beatriz – Uma Melodia Interrompida
Identidades: o futebol e o nós
Não se trata de um símbolo, mas de um anti-símbolo. Ele não nos liga ao que somos, mas ao que desejaríamos se
Opinião | Isto é mesmo gozar com quem trabalha
Não basta cada partido escolher o seu culpado: para uns, são os imigrantes; para outros, os fundos, a lei ou o Governo. A contestação deve obrigar-nos a discutir o conjunto das causas e das soluções, em vez de ser usada como confirmação automática de agendas partidárias
Quando casais que já se separaram continuam a viver juntos porque o crédito os mantém presos à mesma casa
Existe nos nossos dias um fenómeno que tem até já nome nos tribunais de família portugueses, mas quase nenhuma menção na imprensa: a coabitação forçada. Casais que decidem separar-se, mas continuam a viver debaixo do mesmo teto – não por vontade, mas porque nenhum dos dois consegue sozinho suportar os custos de compra da casa que compraram juntos
Muda aos cinco, acaba aos dez | Luís Gonçalves: "Neste caso de Ronaldo saem todos a perder"
Na estreia na VISÃO do podcast "Muda aos cinco, acaba aos dez", o jornalista António Pires fala com o treinador português Luís Gonçalves
A beleza das pequenas demolições quotidianas
O leitor pode julgar que este “ca-trchh” é apenas o som de uma embalagem a ser esmagada. Engana-se. Aquele “ca-trchh” é o som da alma do vasilhame a ser libertada pela máquina do Volta. E o som do nosso modesto júbilo. Depois do primeiro, queremos outro. E outro. E outro. A certa altura, já não vamos à máquina para nos vermos livres das garrafas, mas guardamos as garrafas para as podermos levar à máquina
Combustíveis: estamos a escolher o preço mais baixo ou o desconto mais alto?
Os descontos podem ajudar a reduzir a despesa com combustível. Mas a campanha mais agressiva nem sempre corresponde ao abastecimento mais barato. O que interessa é o preço final, depois de fazermos as contas aos benefícios que realmente conseguimos utilizar
Hackers éticos e Direito Penal: não punibilidade?
Ora, apesar de muito bem-intencionada a concretização legal da não punibilidade dos Hackers Éticos, por interesse público de cibersegurança, afigura-se-nos ser extremamente difícil de preencher, em concreto, todos os requisitos legais, pelo que prevemos uma reduzida aplicação prática
Rendas, tendas e bastões: a resposta à habitação foi a repressão
É preciso estar profundamente desesperado, e com medo da convulsão social, para responder a tendas já desarmadas com carga policial
Não deixemos morrer a VISÃO, senão ficamos cegos
Como cronista da VISÃO, sinto orgulho e honra por colaborar com esta revista. Cada texto que nela publico é acolhido num espaço cuja credibilidade foi conquistada pelo trabalho de muitas mulheres e muitos homens. Essa honra impede-me de permanecer calado
O ChatGPT já consegue estimar a nossa personalidade. Isso aproxima-o da consciência?
Uma conversa aparentemente banal pode funcionar como um teste psicológico não declarado. Ao longo de centenas de interações, revelamos o que valorizamos, como resolvemos conflitos, quanto risco toleramos
"Mesmo que eu não existisse devido à escolha de abortar, afirmo que é necessário que essa escolha esteja do lado da mulher"
A escritora Paola D’Agostino em entrevista à VISÃO
Brasil, a última grande trincheira da América Latina?
É insuficiente observar a eleição apenas através das velhas categorias de esquerda e direita. A pergunta é também geopolítica. Que relação o próximo governo estabelecerá com os EUA? Como se posicionará entre Washington e Pequim?
Quo vadis, Brasil? Educação, ressentimento e a crise do mundo comum
Se queremos compreender o que está a acontecer no Brasil, não basta perguntar quem ganhou ou perdeu, mas questionar a razão para, numa sociedade que conheceu uma extraordinária expansão da escolarização, o conhecimento não ter produzido, por si só, maior capacidade de resistência à polarização, ao ressentimento e às narrativas políticas que transformam o adversário em inimigo
Venham os camaradas galácticos
Os multimilionários alienados estão empenhados em condenar os restantes 99% à miséria, depois de terem extraído do planeta Terra todos os recursos necessários, tornando cada vez mais impossível a vida humana devido ao colapso total do planeta