Contra a Corrente
Vexames nacionais. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
A sensação que dá é que se trata da tentação de apresentar resultados, apesar de se saber que os mesmos estarão, com grande probabilidade, errados, fruto das diversas vicissitudes ao longo do processo
Quo vadis, Portugal?
Durante décadas, Portugal foi o típico país dos “remendos”, tendo-nos nós acostumado a políticas de mal menor
Não, não deve
A senhora deputada tem todo o direito de contar a sua história? Claro que sim, quanto mais não seja ao abrigo do direito à liberdade de expressão. Deve fazê-lo, naqueles termos, quando se discute um tema tão sensível quanto os apoios a doentes com incapacidade grave? Creio que não.
Português Suave
Aqui chegados, mais do que a lista de alvos, que ademais peca pela manifesta incoerência, o que importa reter é que não se pode nem normalizar nem diminuir a gravidade este tipo de atuação, principalmente quando é encabeçado, como se disse, por quem nos deve defender
Sobre o designado pacote laboral e a PSU
Dito isto, aquando da discussão, convém que não estejamos distraídos com jogos e cromos de caderneta. O Mundial de Futebol, que muitas alegrias nos pode dar, não se nega, acaba. A agenda deste Governo, apoiado muitas vezes na Iniciativa Liberal e no Chega, é que parece não ter fim à vista
Somos ratos de laboratório? Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Enquanto estivermos adormecidos, nesta sonolência que nos aparta da vida, os verdadeiros donos disto tudo seguem o seu caminho
O estranho caso da mãe que abandonou três filhos como reflexo de uma sociedade doente. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Uma mãe que deixa os seus filhos naquela (ou noutra qualquer...) situação é, necessariamente, desprovida de qualquer capacidade de o ser e dos princípios mais básicos, não podendo tal deixar de merecer a necessária sanção do Direito
O simplex legislativo do Governo
Parece, pois, mais do que demonstrado que, contrariamente aos demais simplex, estes só visam uma única coisa: facilitar a vida a quem está no poder ou quem almoça com ele
Foi bonita a festa mas não basta
Houve demasiada gente prejudicada pela Ditadura para que não se perceba os ventos que começam a surgir com cada vez mais força e para que nos limitemos a combatê-los num único dia do ano
(Des)empacotar o designado pacote laboral
Para além das licenças de amamentação, dos motivos e prazos da contratação a termo e do banco de horas individual, parece-me que ainda há mais aspetos na dita pretensa reforma que carecem de ser discutidos com a seriedade que quem trabalha merece
O estranho caso das reformas fraudulentas versus as juntas médicas
O foco da atenção deveria estar menos numa situação em concreto do que na forma indigna como a Segurança Social trata os que, tendo trabalhado a vida toda e feito os correspondentes descontos, veem a sua situação analisada por burocratas que apenas querem mostrar serviço
A banalização do mal
Portugal, anteriormente conhecido por ser um país de brandos costumes, eventualmente até demasiado brando, passou a um simulacro de campo de batalha, em que a revolta de um povo que se sente, e algumas vezes com toda a razão, enganado se passou a expressar através de um discurso de ódio que nunca foi o nosso e de uma cultura do cancelamento
O que é a designada Inteligência Artificial? (E porque considero não devermos estar tão dependentes dela...)
O endeusamento acrítico que é feito deste tipo de desenvolvimento causa-me calafrios porque gosto de conhecer as regras do jogo
E o Sporting é o nosso grande amor...
Perante o atual estado de coisas, com guerras absolutamente infundadas que se refletem no bolso de cada um de nós, alheios a tais inusitadas tomadas de decisão, quando os nossos governantes nos deixam cair a troco de patacos ou, pelo contrário, prometem com palavras vãs o oposto do que praticam, o que nos resta já não é, apenas, assistir pacificamente no sofá, enquanto proferimos palavras de protesto
Opinião: (Não) vale tudo
A resposta à pergunta que deixei aqui só pode ser uma: não. Não vale tudo. Nunca valeu tudo e é isso que distingue pessoas de bem de outras, independentemente destas últimas poderem ir à missa todos os domingos e solicitarem perdão pelos seus múltiplos pecados
Não há coincidências (ou porque não devemos aceitar o designado “Pacote Laboral” – breve súmula)
Analisado todo o anteprojeto não se vislumbra uma única medida em que possa encontrar uma melhoria das condições para a parte mais frágil numa qualquer relação de trabalho
O advogado do Diabo
Um advogado com medo não defenderá bem o seu cliente, como nunca o fez noutros tempos em que o medo era imposto pela ditadura, sendo que, nos tempos que correm, parece que se procura obter o mesmo resultado mas pela via financeira
Fiesta- O Sol nasce sempre
O Sol nasce sempre. Não tem que ser sempre uma festa, principalmente como as descritas no livro que dá o título, mas garante-nos que a dias piores se seguem manhãs soalheiras. Por mais que num momento de desespero possamos não acreditar, a um momento difícil segue-se sempre um melhor
(Ainda também) sobre o passado ato eleitoral: ganhou, acima de tudo, a decência
O Chega está feito à semelhança das patranhas de Ventura, é composto pelos elementos que afirma querer banir e usa os mesmos métodos, com a mentira descarada e a deslealdade à cabeça