Educação em Portugal: quando a escola deixa de ser prioridade
No fim de todas as estatísticas, reformas, plataformas e comunicados, há uma verdade simples que não podemos esquecer: cada aluno só tem uma infância, uma adolescência e uma oportunidade de construir o seu futuro
A IA pode aumentar a produtividade. A questão é quem fica com os ganhos
A pergunta não é como travar a IA — é como impedir que ela seja só mais uma forma de concentrar riqueza e poder nas mesmas mãos de sempre
Pagar a fatura
Quando a democracia deixa de oferecer respostas materiais às pessoas, aparecem sempre aqueles que oferecem culpados e, em vez de nos centrarmos em porque é que trabalhar deixou de ser suficiente para viver dignamente, discutimos quem merece menos direitos
Reforma do Código de Processo Penal: entre a promessa de rapidez e a certeza de uma Justiça menos garantista
Uma Justiça forte não é aquela que condena mais rápido. É aquela que consegue decidir rapidamente sem deixar de ser justa
O mundo está um local perigoso
Estará, por ventura, na altura de pensarmos no que está a acontecer e nos revoltarmos. O que aconteceu ao vizinho ao lado, por exemplo, despedido porque substituído por uma qualquer máquina, fatalmente bater-nos-á à porta e nessa altura pode ser tarde demais
Vexames nacionais. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
A sensação que dá é que se trata da tentação de apresentar resultados, apesar de se saber que os mesmos estarão, com grande probabilidade, errados, fruto das diversas vicissitudes ao longo do processo
Quo vadis, Portugal?
Durante décadas, Portugal foi o típico país dos “remendos”, tendo-nos nós acostumado a políticas de mal menor
Não, não deve
A senhora deputada tem todo o direito de contar a sua história? Claro que sim, quanto mais não seja ao abrigo do direito à liberdade de expressão. Deve fazê-lo, naqueles termos, quando se discute um tema tão sensível quanto os apoios a doentes com incapacidade grave? Creio que não.
Português Suave
Aqui chegados, mais do que a lista de alvos, que ademais peca pela manifesta incoerência, o que importa reter é que não se pode nem normalizar nem diminuir a gravidade este tipo de atuação, principalmente quando é encabeçado, como se disse, por quem nos deve defender
Sobre o designado pacote laboral e a PSU
Dito isto, aquando da discussão, convém que não estejamos distraídos com jogos e cromos de caderneta. O Mundial de Futebol, que muitas alegrias nos pode dar, não se nega, acaba. A agenda deste Governo, apoiado muitas vezes na Iniciativa Liberal e no Chega, é que parece não ter fim à vista
Somos ratos de laboratório? Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Enquanto estivermos adormecidos, nesta sonolência que nos aparta da vida, os verdadeiros donos disto tudo seguem o seu caminho
Quem nos guarda dos guardas?
O papel do juiz, importa relembrar, é ser completamente independente, o que, como agora se vê, não corresponde ao que Carlos Alexandre escreve
O estranho caso da mãe que abandonou três filhos como reflexo de uma sociedade doente. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Uma mãe que deixa os seus filhos naquela (ou noutra qualquer...) situação é, necessariamente, desprovida de qualquer capacidade de o ser e dos princípios mais básicos, não podendo tal deixar de merecer a necessária sanção do Direito
O simplex legislativo do Governo
Parece, pois, mais do que demonstrado que, contrariamente aos demais simplex, estes só visam uma única coisa: facilitar a vida a quem está no poder ou quem almoça com ele
Foi bonita a festa mas não basta
Houve demasiada gente prejudicada pela Ditadura para que não se perceba os ventos que começam a surgir com cada vez mais força e para que nos limitemos a combatê-los num único dia do ano
(Des)empacotar o designado pacote laboral
Para além das licenças de amamentação, dos motivos e prazos da contratação a termo e do banco de horas individual, parece-me que ainda há mais aspetos na dita pretensa reforma que carecem de ser discutidos com a seriedade que quem trabalha merece
O estranho caso das reformas fraudulentas versus as juntas médicas
O foco da atenção deveria estar menos numa situação em concreto do que na forma indigna como a Segurança Social trata os que, tendo trabalhado a vida toda e feito os correspondentes descontos, veem a sua situação analisada por burocratas que apenas querem mostrar serviço
A banalização do mal
Portugal, anteriormente conhecido por ser um país de brandos costumes, eventualmente até demasiado brando, passou a um simulacro de campo de batalha, em que a revolta de um povo que se sente, e algumas vezes com toda a razão, enganado se passou a expressar através de um discurso de ódio que nunca foi o nosso e de uma cultura do cancelamento
O que é a designada Inteligência Artificial? (E porque considero não devermos estar tão dependentes dela...)
O endeusamento acrítico que é feito deste tipo de desenvolvimento causa-me calafrios porque gosto de conhecer as regras do jogo