Duas manifestações, uma mesma exigência: o direito a viver com dignidade
O Porto saiu inicialmente à rua para dizer que a habitação não pode continuar a ser um privilégio. E voltou a fazê-lo para mostrar que uma reivindicação justa não desaparece com a retirada de tendas nem se resolve com bastões policiais, atitude que depois se estendeu a várias outras cidades
Advogados: os direitos dos outros, os deveres de sempre
Sobre a CPAS, a desproteção social e a estranha ideia de que quem defende direitos não precisa de os ter
A Justiça não é uma linha de montagem
O problema começa quando se esquece que, no processo penal, nem tudo o que é incómodo é abusivo, nem tudo o que é improcedente é manifestamente infundado, nem tudo o que consome tempo é tempo perdido
Quando não conseguimos ver a dor do outro. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
É verdade que, quando alguém está internado, ligado a aparelhos, ou perdeu uma função física, há sinais que tornam a doença visível e, como tal, compreensível aos olhos dos outros. Já no que concerne ao sofrimento psicológico é diferente. Uma pessoa pode levantar-se, trabalhar, conversar, sorrir e, ainda assim, estar a atravessar um período de enorme desespero, decorrendo daí a extrema dificuldade em reconhecê-lo
Educação em Portugal: quando a escola deixa de ser prioridade
No fim de todas as estatísticas, reformas, plataformas e comunicados, há uma verdade simples que não podemos esquecer: cada aluno só tem uma infância, uma adolescência e uma oportunidade de construir o seu futuro
A IA pode aumentar a produtividade. A questão é quem fica com os ganhos
A pergunta não é como travar a IA — é como impedir que ela seja só mais uma forma de concentrar riqueza e poder nas mesmas mãos de sempre
Pagar a fatura
Quando a democracia deixa de oferecer respostas materiais às pessoas, aparecem sempre aqueles que oferecem culpados e, em vez de nos centrarmos em porque é que trabalhar deixou de ser suficiente para viver dignamente, discutimos quem merece menos direitos
Reforma do Código de Processo Penal: entre a promessa de rapidez e a certeza de uma Justiça menos garantista
Uma Justiça forte não é aquela que condena mais rápido. É aquela que consegue decidir rapidamente sem deixar de ser justa
O mundo está um local perigoso
Estará, por ventura, na altura de pensarmos no que está a acontecer e nos revoltarmos. O que aconteceu ao vizinho ao lado, por exemplo, despedido porque substituído por uma qualquer máquina, fatalmente bater-nos-á à porta e nessa altura pode ser tarde demais
Vexames nacionais. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
A sensação que dá é que se trata da tentação de apresentar resultados, apesar de se saber que os mesmos estarão, com grande probabilidade, errados, fruto das diversas vicissitudes ao longo do processo
Quo vadis, Portugal?
Durante décadas, Portugal foi o típico país dos “remendos”, tendo-nos nós acostumado a políticas de mal menor
Não, não deve
A senhora deputada tem todo o direito de contar a sua história? Claro que sim, quanto mais não seja ao abrigo do direito à liberdade de expressão. Deve fazê-lo, naqueles termos, quando se discute um tema tão sensível quanto os apoios a doentes com incapacidade grave? Creio que não.
Português Suave
Aqui chegados, mais do que a lista de alvos, que ademais peca pela manifesta incoerência, o que importa reter é que não se pode nem normalizar nem diminuir a gravidade este tipo de atuação, principalmente quando é encabeçado, como se disse, por quem nos deve defender
Sobre o designado pacote laboral e a PSU
Dito isto, aquando da discussão, convém que não estejamos distraídos com jogos e cromos de caderneta. O Mundial de Futebol, que muitas alegrias nos pode dar, não se nega, acaba. A agenda deste Governo, apoiado muitas vezes na Iniciativa Liberal e no Chega, é que parece não ter fim à vista
Somos ratos de laboratório? Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Enquanto estivermos adormecidos, nesta sonolência que nos aparta da vida, os verdadeiros donos disto tudo seguem o seu caminho
Quem nos guarda dos guardas?
O papel do juiz, importa relembrar, é ser completamente independente, o que, como agora se vê, não corresponde ao que Carlos Alexandre escreve
O estranho caso da mãe que abandonou três filhos como reflexo de uma sociedade doente. Opinião da advogada Rita Garcia Pereira
Uma mãe que deixa os seus filhos naquela (ou noutra qualquer...) situação é, necessariamente, desprovida de qualquer capacidade de o ser e dos princípios mais básicos, não podendo tal deixar de merecer a necessária sanção do Direito
O simplex legislativo do Governo
Parece, pois, mais do que demonstrado que, contrariamente aos demais simplex, estes só visam uma única coisa: facilitar a vida a quem está no poder ou quem almoça com ele
Foi bonita a festa mas não basta
Houve demasiada gente prejudicada pela Ditadura para que não se perceba os ventos que começam a surgir com cada vez mais força e para que nos limitemos a combatê-los num único dia do ano