O estranho caso das reformas fraudulentas versus as juntas médicas
O foco da atenção deveria estar menos numa situação em concreto do que na forma indigna como a Segurança Social trata os que, tendo trabalhado a vida toda e feito os correspondentes descontos, veem a sua situação analisada por burocratas que apenas querem mostrar serviço
A banalização do mal
Portugal, anteriormente conhecido por ser um país de brandos costumes, eventualmente até demasiado brando, passou a um simulacro de campo de batalha, em que a revolta de um povo que se sente, e algumas vezes com toda a razão, enganado se passou a expressar através de um discurso de ódio que nunca foi o nosso e de uma cultura do cancelamento
O que é a designada Inteligência Artificial? (E porque considero não devermos estar tão dependentes dela...)
O endeusamento acrítico que é feito deste tipo de desenvolvimento causa-me calafrios porque gosto de conhecer as regras do jogo
E o Sporting é o nosso grande amor...
Perante o atual estado de coisas, com guerras absolutamente infundadas que se refletem no bolso de cada um de nós, alheios a tais inusitadas tomadas de decisão, quando os nossos governantes nos deixam cair a troco de patacos ou, pelo contrário, prometem com palavras vãs o oposto do que praticam, o que nos resta já não é, apenas, assistir pacificamente no sofá, enquanto proferimos palavras de protesto
Uma nova VISÃO, à qual não se pode tapar os olhos
O jornalismo (a) sério exige, já agora assim como o exercício da advocacia, exige, acima de tudo, coragem, honestidade e independência, mesmo do poder económico. Se calhar, principalmente deste
Opinião: (Não) vale tudo
A resposta à pergunta que deixei aqui só pode ser uma: não. Não vale tudo. Nunca valeu tudo e é isso que distingue pessoas de bem de outras, independentemente destas últimas poderem ir à missa todos os domingos e solicitarem perdão pelos seus múltiplos pecados
Não há coincidências (ou porque não devemos aceitar o designado “Pacote Laboral” – breve súmula)
Analisado todo o anteprojeto não se vislumbra uma única medida em que possa encontrar uma melhoria das condições para a parte mais frágil numa qualquer relação de trabalho
O advogado do Diabo
Um advogado com medo não defenderá bem o seu cliente, como nunca o fez noutros tempos em que o medo era imposto pela ditadura, sendo que, nos tempos que correm, parece que se procura obter o mesmo resultado mas pela via financeira
Fiesta- O Sol nasce sempre
O Sol nasce sempre. Não tem que ser sempre uma festa, principalmente como as descritas no livro que dá o título, mas garante-nos que a dias piores se seguem manhãs soalheiras. Por mais que num momento de desespero possamos não acreditar, a um momento difícil segue-se sempre um melhor
(Ainda também) sobre o passado ato eleitoral: ganhou, acima de tudo, a decência
O Chega está feito à semelhança das patranhas de Ventura, é composto pelos elementos que afirma querer banir e usa os mesmos métodos, com a mentira descarada e a deslealdade à cabeça
Pergunta para os indecisos entre Seguro e Ventura: a qual dos dois compraria um carro usado? Tem aí a sua resposta
Um voto em André Ventura não se destina a escolher o Presidente da República mas é um meio para se procurar impor um caminho ainda mais xenófobo, racista, discriminatório e indiferente ao sofrimento, seja ele humano ou animal
A cor do dinheiro
Optei deliberadamente por não fazer uma pausa na reflexão sobre a segunda volta das Presidenciais após uma conversa com um amigo, politicamente bastante longe da extrema direita, na qual este, de forma inesperada, me anunciou que iria votar Ventura, não porque o ache minimamente apto para o cargo mas, ao invés, porque considera que a sua eleição poderia, perante o âmbito de competências que lhe passaria a caber, consubstanciar um mal menor e a médio prazo poderia mesmo radicar na extinção do Chega
Animal Farm: As presidenciais vistas sob outro prisma
Aceitar que os maus tratos possam fazer parte de uma sociedade civilizada, fazendo tábua rasa de toda e qualquer medida que pudesse mudar o estado das coisas, enquanto se fazem vídeos numa conhecida rede social a dizer que se gosta muito de “bichos”, no momento atual, corresponde a uma enorme mentira e a um retrocesso social
Sobre (re) começos
Ao contrário do que usualmente se diz, 2026 não é um livro em branco. Trazemos sempre as nossas vivências e memórias porque a vida não se apaga num segundo. Contudo, acredito que podemos e devemos sempre usar o fizemos para melhorar. Para recuperar a humanidade, no que foi o seu sentido mais puro