Lisboa, 23 Mar (Lusa) – O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, manifesta-se “100 por cento de acordo” com a regra 6+5, norma que a FIFA projecta implementar mas que tem recebido a rejeição da Comissão Europeia.
A regra 6+5 pretende obrigar os clubes a alinharam com, pelo menos, seis jogadores seleccionáveis para os países onde actuam, mas a ideia contraria, segundo a Comissão Europeia, a livre circulação no espaço europeu.
Gilberto Madaíl reconheceu à Agência Lusa que, face a este impasse, a regra 6+5 “pode ser difícil de implementar”, mas coloca-se ao lado do projecto da FIFA, “em defesa dos interesses das selecções nacionais”.
“Quanto mais os campeonatos defenderem a identidade dos respectivos países, menos difícil se torna a tarefa dos seleccionadores, facilitando também o trabalho de formação e a ascensão dos jovens às camadas seniores”, sublinhou o presidente da FPF.
Gilberto Madaíl lembra que o fenómeno da imigração também se reflecte nos campeonatos juniores e que, face às directivas europeias em vigor, “é impossível as federações regulamentarem sobre essa matéria”.
“A regra 6+5 representa uma boa ideia e uma boa solução, mas temos também de respeitar as regras que regulam o espaço em que estamos inseridos”, salvaguardou o dirigente.
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