Pensar
Sintra é o ensaio. Washington já é o poder
Não é preciso importar um movimento inteiro para importar a sua gramática. Basta começar por repetir os seus códigos, transformar diferenças culturais em batalhas morais
A Defesa, a inovação e o progresso económico
O investimento em Defesa não deve ser visto exclusivamente como uma despesa destinada à proteção do território e da soberania nacional. Pode e deve ser também entendido como investimento na capacidade tecnológica do País
A educação do sentimento poético e a formação dos professores hoje
Quando as aulas, a pretexto de exames por demais infantis, simplistas, americanoides, fáceis ao pontoda idiotia, condicionam a prática letiva, o modo como as aulas se pensam, a educação transforma-se em embuste
Quando o bar é mais do que um bar
Em muitos bares académicos, o álcool tende a ser mais barato do que no circuito comercial convencional. Para estudantes com recursos limitados, essa diferença faz efetivamente a diferença
Da China a Trump, quem define hoje a missão do Ensino Superior?
A questão já não é apenas económica ou estratégica. É também cultural e política. Quem define o conhecimento socialmente legítimo? Quem decide o que deve ser ensinado? Quem estabelece quais as narrativas históricas, culturais e identitárias que merecem reconhecimento institucional?
Don’t be weird about this. Opinião da escritora Safaa Dib
As reações estranhas de todos nós, e as questões que serão levantadas de agora em diante, serão tão relevantes quanto as escolhas de Ocasio-Cortez: pode uma mulher solteira e sem filhos tornar-se Presidente?
A terra que veio agarrada à mão
O carbono que fica na floresta é o que assegura a floresta seguinte, a que resiste ao fogo. Toda a nossa política pública assenta em retirá-lo e entregá-lo aos interesses da celulose e da energia da biomassa
Jean Monnet no mundo de Trump
A União Europeia descobriu como construir sem contar histórias. Donald Trump descobriu o poder de contar histórias. O futuro europeu dependerá da capacidade de fazer as duas coisas ao mesmo tempo
Para que serve o Ministério da Educação?
A questão decisiva não é saber se o Ministério deve ser maior ou menor. É saber que capacidades deve conservar o Estado para garantir o direito à educação
A violência que o sistema resiste em ver. Opinião, a quatro mãos, de um advogado e um psicólogo
A violência psicológica é expressivamente mais elevada do que a violência física, ou até mesmo a violência sexual. Contudo, o sistema vive orientado para os hematomas, as escoriações, as equimoses
Cem anos depois, Giverny volta a contar a história de Monet
O Monet que ressurge no centenário não é o mito, mas o homem – o que, para continuar a pintar, teve de aceitar que o pincel nem sempre pagava o pão
A Deloitte e a implosão do Ministério da Educação
Porque precisa um dos maiores ministérios do Estado de recorrer sucessivamente a uma consultora privada para se reorganizar, redesenhar processos e apoiar decisões estratégicas?
Viagem a Portugal. Crónica de Luís Leite
Voltar também assusta. Temos medo de descobrir que o país que deixámos já não existe. Que as ruas continuam iguais, mas já não nos reconhecem
A longevidade não se improvisa
Prepararmo-nos para a longevidade não é comprar um seguro de saúde. Não é fazer uma lista de suplementos. É exigir cidades que permitam envelhecer com dignidade
Transdisciplinaridade e dependências
O processo do conhecimento não surge só a partir da curiosidade humana, mas sobretudo da necessidade de respostas que amenizem ou façam desaparecer os seus diversos sofrimentos
O falso digital dos exames nacionais
O Estado não deveria gastar recursos, energia institucional e ansiedade coletiva em remendos tecnológicos que apenas tornam mais pesado um processo antigo
Lisboa, a cidade que expulsa os seus próprios filhos
Os jovens portugueses não estão a sair por capricho. Estão a fazer contas – e Espanha, com reformas laborais reais e salários mais competitivos, está a ganhar
O “Titanic” da Educação Portuguesa: Música no salão enquanto o casco rasga o futuro
Os icebergues são visíveis: manifestam-se na crise da atenção, na erosão da leitura, no desgaste dos professores, na fragilidade emocional dos jovens e na crescente dependência tecnológica
Importa, afinal, o que somos?
Antes de perguntarmos a alguém o que quer ser quando for grande, devíamos ajudá-lo a descobrir quem realmente é. Afinal, a maior missão da educação nunca foi apenas ensinar-nos a ganhar a vida,mas ensinar-nos a compreender a vida
Silêncios que gritam
O sistema tem de mostrar que quer saber das vítimas, porque se não o fizer, as vítimas deixam de mostrar que confiam nele
Violência doméstica: Sair de casa não pode significar ficar ao deus-dará
Fugir pode ser sobrevivência. Mas sobreviver não é o mesmo que estar segura. A pergunta essencial não é se a vítima saiu de casa. É se, depois de sair, deixou de viver sob ameaça