Pensar
Silêncios que gritam
O sistema tem de mostrar que quer saber das vítimas, porque se não o fizer, as vítimas deixam de mostrar que confiam nele
Violência doméstica: Sair de casa não pode significar ficar ao deus-dará
Fugir pode ser sobrevivência. Mas sobreviver não é o mesmo que estar segura. A pergunta essencial não é se a vítima saiu de casa. É se, depois de sair, deixou de viver sob ameaça
Como se forma um professor na era da IA?
A questão central da formação docente no século XXI talvez não seja tecnológica, mas antropológica. Que tipo de profissional precisa de ser formado para educar outros seres humanos num mundo onde o conhecimento já não é escasso, mas excessivo
Pode haver vinho sem álcool? Sim. Mas só valerá a pena se houver verdade
Durante muito tempo, a abstinência era lida como recusa. Hoje é, muitas vezes, apenas gestão. Não beber álcool numa determinada ocasião deixou de significar rejeitar a convivialidade. Pode significar conduzir, treinar de manhã, tomar medicação, estar grávida, trabalhar à tarde ou simplesmente não querer beber
Da América Latina para Lisboa: a resposta da PSP à nova criminalidade organizada
A investigação demonstrou que os suspeitos privilegiavam locais como a Avenida da Liberdade, restaurantes, hotéis e estabelecimentos frequentados por clientes de elevado poder económico, sobretudo turistas estrangeiros
Educação em Portugal: A quem convém tudo isto?
Há um acordo tácito no sistema educativo: a tutela finge que exige, os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem
Opinião | Roma e Bruxelas, entre a palavra e o silêncio
A Magnifica Humanitas faz pela Inteligência Artificial aquilo que a Rerum Novarum fez pela Revolução Industrial. A diferença é que, desta vez, é Roma quem chega primeiro
Opinião | Orwellianos são os outros
Onde está o queixume ensurdecedor, onde estão os prantos efusivos e o rasgar de vestes pelo ocaso da liberdade? Será que a sua ausência é fruto de falta de leitura ou de falta de interesse?
Quanto mais inteligentes as máquinas, mais precisamos dos professores
Talvez o verdadeiro legado da revolução da IA não seja a substituição dos professores. Talvez seja a redescoberta daquilo que eles representam.
A escola ferida: autoridade, silêncio e violência num tempo sem escuta
Neste tempo dominado por algoritmos, velocidade e virtualidade, talvez o gesto mais radical da educação seja simples: parar, escutar, estar. Criar, enfim, um espaço onde ninguém precise de recorrer ao desespero, à violência, para existir
Uma epidemia que a medicina ignora. Opinião de um cientista biomédico
Portugal tem uma escolha a fazer. Pode ser um membro que passa dois anos a emitir declarações diplomáticas. Ou pode ser um membro que usa este lugar para dizer as verdades difíceis
Apostas fora de jogo. Os perigos dos "sites ilegais"
Os riscos dos “sites ilegais” não se resumem às fraudes e à infração da lei. Existe um verdadeiro problema de segurança para os utilizadores
A outra face da moeda
Há pais e mães que mentem, fabricam factos, apresentam queixas falsas, a fim de prejudicar o outro mundo da criança. Sabem o mal que estão a fazer ao outro progenitor, mas ignoram o mal que provocam à criança
A Defesa de que Portugal precisa não se compra. Constrói-se
Não se trata de quanto Portugal vai investir em Defesa, mas do que ficará depois desse investimento
Fraternidade na decadência
Entre a exigência impossível de excelência e a imposição de uma docilidade quase servil, o professor passou de pilar da sociedade a figurante de um sistema que exige tudo e devolve pouco
Quem ficará em Portugal?
Os sinais de maior mobilidade entre algumas comunidades estrangeiras levantam uma questão decisiva para o futuro do País: como reter população numa Europa que compete cada vez mais por trabalhadores e talento?
Será o Papa Leão XIV mais um perigoso esquerdista?
A questão real é perceber como chegámos ao ponto de uma parte crescente da direita considerar esquerdismo tudo aquilo que não cabe dentro da gramática política do trumpismo
Opinião | União Europeia: O pináculo da civilização
Às vezes, parece que nos esquecemos de olhar para o óbvio e mais importante: não há outra grande geografia (que tem 450 milhões de habitantes) no mundo onde se viva melhor de forma sustentável do que a União Europeia
Saramago e a identidade nacional
Falar de José Saramago é entrar num terreno onde literatura e política se cruzam de forma particularmente intensa: o da identidade nacional. Poucos escritores portugueses contemporâneos suscitaram uma rejeição tão persistente por parte da direita radical e da extrema--direita. Essa hostilidade não se explica apenas por divergências ideológicas. Ela revela uma disputa mais profunda sobre o que é Portugal − e sobre quem tem autoridade para o definir
Guia turístico das hesitações masculinas
O corpo, que primeiro conservara a memória dele com uma nitidez quase ofensiva, começou a ceder terreno à razão, que acabava por impor ordem às extravagâncias da carne
Aqueles que têm Sánchez como alvo e nunca o trumpismo. Opinião de Gonçalo Ribeiro Telles
Apequenámo-nos. Importámos guerras culturais, onde o importante já não é a dimensão dos factos e do que foi apurado, mas a tribo a que pertencem os protagonistas