Filipe Luís
Um desordeiro chamado António José. Opinião de Filipe Luís
O PR quer receber os manifestantes. Importa-se de repetir? Seguro vai mesmo dialogar com desordeiros? Em vez de os mandar prender? De quantos guarda-costas precisará António José Seguro para se proteger de tão perigosos “delinquentes”?…
Deves bater na zona dos rins e na boca do estômago
O caso não éo de um motim organizadopor motoqueiros embriagados, o que poderia suscitar a reação imediata da PSP, sem mais delongas: o caso é político. Há cidadãos em protesto, a interpelar o Governo. E o Governo não dispõe de guardas pretorianas
Quem armou esta barraca?
Concluir que o objetivo dos que protestam seria o de importar formas de violência é estar a dar ideias. Montenegro devia era ter falado com eles, antes de qualquer intervenção policial e de alguma infiltração de grupos violentos (a não ser que a desejasse...)
Um regresso passo a Passos
Passos nunca perdeu eleições e foi apeado do poder por um arranjinho parlamentar feito à medida para o expulsar e que talvez nunca tivesse ocorrido se o então primeiro-ministro fosse outra pessoa qualquer. Estas circunstâncias fazem dele uma figura formidável, à direita, com uma legitimidade “natural” que não se esgotou como seu abandono de cena
Montenegro pôs os portugueses a aquecer
Montenegro está preocupado pelo impacto que a saída inopinada de Cristiano da Seleção terá na imagem do País. Não o preocupa o impacto que tem, na imagem do País, Portugal ser o Estado da UE que mais regrediu nos índices de qualidade da democracia
As gémeas atacam de novo. Opinião de Filipe Luís
O MP assume que os serviços públicos, em Portugal, estão permeáveis a esta influência [política] (repare-se, não se fala de um pedido ou de uma ordem direta...) – quando o normal seria assumir que não estão
Eu censuro, tu censuras, ele censura, eles continuam
Com esta moção, o Chega quis segurar Luís Neves: agora é que Montenegro não podia demiti-lo. Isto para garantir que haverá mesmo uma CPI que ponha a nu as tensões internas da PJ, uma das poucas forças policiais onde ainda não terá a influência que deseja
Como o Chega está a "segurar" Luís Neves
Depois disto, mesmo que passasse pela cabeça de Montenegro demitir o ministro, nos próximos tempos, já não pode fazê-lo, sob pena de dar a imagem de estar submetido ao Chega. E Ventura sabe isso perfeitamente
A privatização das pensões e os “lesados do Bravo”
Enquanto a CGA é uma responsabilidade financeira do Estado, a Segurança Social vive do sistema contributivo. Se misturássemos tudo, então também não podia haver aumentos de idade de reforma e outros ajustes como penalizações nas reformas: o Orçamento do Estado teria de se responsabilizar
O ano em que a política não foi de férias
A intenção do atento Carneiro é politicamente óbvia: insinuar uma nuvem de opacidade em torno do negócio da REN, a juntar à imagem de opacidade de Montenegro, relativamente aos seus negócios. Juntamente com o caso das fragatas, este bem poderá ser um dos grandes temas da rentrée
Belém, a hora do spin
Seguro dominou os noticiários, fingiu ser interventivo e obrigou o primeiro-ministro e o ministro Luís Neves a virem dar explicações. Explicações aliviadas a propósito de um ataque que ignorou o essencial
Portugal a horas ou aquilo que já sabíamos
O mito da alegada “geração mais qualificada de sempre” desfaz-se em pó: “Os adultos, em Portugal, com Ensino Superior, apresentam competências de literacia inferiores às dos adultos apenas com Ensino Secundário na Finlândia ou na Suécia”
O regresso dos casos e casinhos
O leitor resolveu construir uma casa em cima de uma falésia em risco de derrocada? Parabéns! Arriscou! O senhor ministro autorizou o seu motorista a pisar o pedal e atropelou mortalmente um trabalhador na autoestrada? Felicitações! Arriscou!
A difícil empreitada de Luís Neves
Neste momento, Luís Neves sabe o que sentiram muitos dos investigados pela sua ex-polícia, em situações que sugerem ressonâncias evidentes com o caso em apreço: o seu caso
O triângulo amoroso
André Ventura fez uma cena e, no próprio altar em que se celebrava a aprovação do pacote laboral, disse “não”. Logo no dia seguinte, Luís Montenegro fugiu para a cama da “outra”, para fazer aprovar a reforma da Prestação Social Única
A verdadeira razão porque Ventura pede a baixa da idade da reforma
Há, aqui, uma agenda. Deliberadamente, o Chega quer destruir, ou, pelo menos, afetar, o sistema público de pensões e, assim, servir objetivamente os interesses de quem defende a privatização desse sistema
O referendo suíço e o Mundial dos migrantes
Com dois terços do plantel composto por filhos de imigrantes, a seleção da Suíça até podia ter como guarda-redes um cidadão de origem portuguesa, também nascido naquele país: um tal Diogo Costa…
PS imergente, Passos emergente
A argumentação do PS de que o partido “não é visado” nesta investigação não tem pés nem cabeça. Claro que o PS, como pessoa jurídica coletiva, não é visado – só faltava essa! Mas o PS é, do ponto de vista político, completamente visado
Ninguém emigra para a Roménia
Vale a pena registar qual foi o país que se atravessou à nossa frente e nos impediu de levar a medalha de ouro, no “ranking” do aumento do salário médio: terá sido a Alemanha? A Finlândia? A Dinamarca? Não: foi a Roménia
A resposta que Paulo Rangel não pode dar
Portugal não está em posição de recusar nada aos EUA. Pode, quando muito, disfarçar. Até que um qualquer Marco Rubio desbocado, sem qualquer sentido de Estado nem noção das “filigranas diplomáticas” que regem as relações entre países, põe a boca no trombone e deixa o pequeno aliado de calças na mão
Três breves indignações
Os abusos cometidos por efetivos policiais da esquadra da PSP no Rato, além de constituírem um crime, são contrários a qualquer definição de autoridade