Nesta areia democrática
Naturalmente, existem praias onde se encontram mais garrafões ou cervejas levadas na geleira e outras onde predominam os gins e os dirty martinis servidos em bandeja de prata debaixo das sombrinhas de palha. Mas o princípio está lá: não há leis que impeçam qualquer pessoa de frequentar umas e outras
Bienal de Veneza: O tempo das borboletas
Alexandre Estrela e Pedro Cabrita Reis são os grandes nomes portugueses em Veneza, numa bienal de arte respigada pelo estado atual do mundo. Não há como ficar igual depois de ver as suas obras naqueles armazéns gigantes de uma perpétua faina fluvial. Mergulhemos neles
As licenças para matar
Não se trata aqui de clamar por uma justiça popular nem sequer de defender um aumento da moldura penal. Mas no intervalo que vai da pena mínima à pena máxima, muitos sinais têm os juízes dado à sociedade. Na violência doméstica prevalecem as penas suspensas ou o trabalho comunitário
Figuras de Cabo Verde: Retratos de uma comunidade histórica em Portugal
Durante décadas, foram a maior comunidade imigrante em Portugal. Laços marcados por exclusão, trabalho duro e pobreza. O afeto dos portugueses ficava, afinal, no reino da ilusão. Nove grandes exemplos de cabo-verdianos que rasgaram os véus da invisibilidade
Pobretes mas alegretes
Para quem não sabe o que é a fome – não o ter fome antes de ir ao frigorífico, mas a fome, não ter o que comer nem perspetivas de o arranjar –, a neurociência explica algumas coisas
Comportamento: Já entrámos na era do pós-vergonha?
Já lhe chamam sem-vergonhismo, como se fosse uma corrente política. Aquilo que antes era constrangedor e reprimido socialmente é hoje gritado em público com a boca cheia de orgulho. Como mandar as mulheres para a cozinha ou os negros para a sua terra. Uma reação ao politicamente correto ou a entrada definitiva na “era da pós-vergonha”?
A sombra dos socialistas
Dos “boys” aos “polvos”, passando pelas “cabalas”, nada tem minado tanto a democracia e alimentado tanto os populismos como a ideia de que “eles só querem ‘mama’” ou a de que “todos roubam
Há razões para temer uma nova pandemia?
Os surtos de hantavírus e de ébola trouxeram os medos de uma nova epidemia. Embora estes vírus não se propaguem à velocidade de um SARS-CoV-2, o facto é que o mundo está ainda menos preparado do que há meia dúzia de anos
Os protetores das mulheres
É o Senhor das Moscas versão homens contra mulheres. Onde falha a empatia, sobra a necessidade de afirmar superioridade e domínio, algo tão presente no movimento “red pill”, a corrente de afirmação da masculinidade dominante e altamente tóxica, que tem vindo a ganhar lastro nas gerações de homens jovens
A era da atenção fugaz: O que diz a ciência sobre a rapidez com que perdemos a concentração
O tempo médio da nossa concentração, rodeados que estamos de estímulos por todos os lados, tem vindo a diminuir ao longo deste século para escassos segundos e os culpados sabemos bem quem são. Este declínio tem implicações muito para lá da produtividade – a saúde mental e as relações afetivas também estão em causa. Ainda vamos a tempo de reclamar de volta o foco ou o cérebro já se moldou irreversivelmente à era da dispersão?
João Peça: “A capacidade fundamental de manter e suster a atenção continua lá”
O nosso cérebro está a alterar-se a nível biológico ou perdemos o foco mais facilmente por causa do excesso de estímulos? As respostas do investigador em neurociências João Peça
A cultura tem partido?
Há visões estratégicas difíceis de explicar. Qual será a razão pela qual a EGEAC dá 75 mil euros por ajuste direto a um Chic-Nic?
Dos tempos artesanais à linha de montagem, esta é a história de como o trabalho do homem se adequou à máquina
A organização do trabalho tornou-se uma ciência dentro das fábricas e a palavra "produtividade" uma estrela da constelação capitalista
António Sampaio: "Aquela frase 'se eu não gostar de mim, quem gostará?' é absurda, porque muitas pessoas não gostam de si próprias e são amadas"
Mestre em Neurociências pela Universidade de Londres, doutorado pela Universidade de Lisboa, o médico psiquiatra deixa-nos aqui uma importante reflexão sobre o papel dos afetos e da forma como nos relacionamos com os outros na saúde mental
Cérebro: As novas e surpreendentes descobertas da Ciência
Enquanto a Humanidade volta outra vez à Lua, aqui na Terra uma das últimas grandes fronteiras da biologia continua com muito por explorar. Ainda assim, nos últimos tempos, a Ciência tem avançado de forma extraordinária não só na compreensão mas também no tratamento de doenças como o Alzheimer. Uma viagem aos meandros da nossa mente e à forma de melhor a cuidar
Conversa VISÃO: "Estamos num tempo em que toda a verdade é inconveniente"
Na Feira Insólita, no Largo da Graça, em Lisboa, discutiu-se o papel do jornalismo independente em tempos sombrios
A Graça que resiste
Um bairro histórico de Lisboa luta pela identidade tentando travar o vento com as mãos: preservar os locais da vida em comunidade contra a onda avassaladora do turismo de massas que transforma tudo em brunches e sunsets. Roteiro de uma Graça genuína nos dias da resistência
Graça: uma feira com conversas insólitas para pensar em comunidade
A VISÃO associa-se à Feira Insólita, no Largo da Graça, em Lisboa, com uma conversa sobre a democracia e o jornalismo livre
"Há uma grande pressão para nos adaptarmos a uma sociedade anormal que vai contra a natureza humana básica. Claro que as pessoas vão ter todos os tipos de problemas mentais!"
O médico e autor best-seller Gabor Maté em entrevista à VISÃO
É a democracia, Viktor!
Depois desta noite, a vida até pode seguir dificílima como tem sido, com a economia estagnada, a enorme dependência energética da Rússia e os combustíveis a custarem os olhos da cara. Mas os húngaros sentiram que precisavam de respirar porque a ideia de liberdade é alimento primordial. Que Péter Magyar saiba estar à altura dela
Vingança: Porque temos prazer em magoar os outros
A vingança é uma inutilidade. O sofrimento de quem nos magoou não nos mata a fome, não nos torna mais ricos, não nos proporciona sucesso social nem profissional. E, no entanto, desejamo-lo ardentemente. Qual a origem de um sentimento que move todo o tipo de violências até às mais extremas, como o genocídio e a guerra? E podemos controlá-lo?