Editorial
A sobrevivência também se aprende
Ninguém sabe quando será a próxima catástrofe, mas sabemos que a probabilidade de ela ocorrer está a aumentar. É preciso, por isso, transformar a proteção civil numa disciplina viva e comunitária
Ganhar o mundo sem ter de vencer o Mundial
Cabo Verde, com o seu espírito solidário e coletivo, ganhou o respeito global, mesmo perdendo com o campeão do mundo. Já Trump, com a sua ânsia de controlar o Mundial, perdeu o pouco respeito que ainda lhe restava no resto do mundo
As leis da atração
Mais do que procurar fechar fronteiras, é preciso saber como as abrir. Em vez de expulsar pessoas, precisamos de saber como as atrair
A irresponsabilidade paga-se caro
Há dez anos, agora completados, o referendo que aprovou o Brexit foi o sinal perfeito do que acontece a um país quando se deixa iludir pelo canto dos populistas, quando passa a acreditar que pode ser mais forte se fechar as suas fronteiras e se se libertar dos “ditames” de Bruxelas
Para que queremos a realidade se a simulação rende mais?
Quem ganha não é obrigatoriamente quem obtém os melhores resultados, mas aqueles que conseguem desenvolver uma narrativa ilusória, que promete muitos lucros no futuro
O golo é uma arma contra o populismo?
Os populistas isolacionistas sabem jogar com as palavras, mas na verdade não percebem nada do jogo que importa: o do desenvolvimento e do progresso, com oportunidades para todos
O verão mais perigoso de sempre?
A perspetiva de um verão perigoso, depois de um inverno terrível, devia ser o impulso para nos prepararmos, a sério, para o desafio das alterações climáticas
Queremos continuar a ser humanos na era da IA?
Na discussão do pacote laboral, há uma frase de Leão XIV que deveria ser levada à mesa da concertação: “É necessário conceber sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho”
Os duros não dançam, mas levam baile
Carlos III e Xi demonstraram como se deve falar com Trump e a atual Administração dos EUA: ditaram as regras, selecionaram as palavras que mais pesam e ignoraram qualquer pose intimidatória do oponente. Ou seja, dançaram a música que escolheram para ser posta a tocar
Esperança efémera
Um pouco por todo o mundo, os políticos deparam-se com o mesmo problema: a incapacidade de dar resposta, rápida e eficaz, aos principais desafios que as sociedades enfrentam
Irremediavelmente atrasados
O excesso de burocracia não pode ser justificação para que se atrase a limpeza das matas, antes de mais um verão em que, com toda a probabilidade, vamos ser assolados por novas ondas de calor
Duas perplexidades e um (quase) funeral
Como é que o mau funcionamento da Justiça, em especial nos processos mais emblemáticos, continua a ser recebido com um encolher de ombros pelos decisores políticos?
A urgência da memória
A batalha pela preservação da memória do 25 de Abril não é um sintoma de saudosismo, mas sim um plano para salvaguardar o futuro
Trump tornou-se um ativo tóxico
Enfrentar Trump, no plano político, passou a ser uma medalha de bons serviços. Aceitar ser seu súbdito significa perder duas vezes: primeiro, a honra e, depois, os eleitores
Atacar, confundir e perder
Já se percebeu que Trump não tem um plano para o pós-guerra. É bom que a Europa prepare o seu
É proibido esquecer o esquecimento
Num mundo em que os algoritmos cavam e lucram com as divisões, em que se volta a instituir, no plano internacional, a lei do mais forte, e em que crescem os sentimentos de rejeição em relação aos “outros” – sejam eles quais forem –, é mais do que nunca necessário voltarmos a ligar-nos ao território em que habitamos, aos lugares que formaram as nossas memórias
Donald Trump faltou às aulas de História
O problema não é Trump decidir por instinto, com base na ignorância e sem uma avaliação correta dos riscos. O que preocupa mesmo é o muro de silêncio que ele conseguiu erguer à sua volta
33 anos com os olhos abertos
Vamos continuar no mesmo caminho – sempre de olhos abertos, com total transparência e convictos de que, mais tarde ou mais cedo, a VISÃO, que hoje completa 33 anos, vai ser dos jornalistas que a fazem. O tempo não volta para trás
O caminho faz-se de olhos abertos
Vamos continuar no mesmo caminho – sempre de olhos abertos, com total transparência e convictos de que, mais tarde ou mais cedo, a VISÃO vai ser dos jornalistas que a fazem. O tempo não volta para trás
Insensibilidade e falta de senso
Milhões de pessoas ficam mais alarmadas com o aumento de 20 cêntimos no preço do gasóleo do que com a morte de mais de uma centena de crianças no bombardeamento de uma escola
O absurdo poder absoluto
Se ficámos a saber, desde a “perda” do Nobel, que Trump deixou de pensar na paz, agora subsistem muitas dúvidas sobre se ele pensa sequer acerca das guerras que inicia