Joana Pinheiro

Psicóloga clínica e responsável pelos conteúdos de saúde mental da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública
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O que nos aproximou há um ano não foi o apagão, foi o que fizemos com ele

Quantas vezes dizemos que não conseguimos estar mais com quem gostamos, mas passamos horas em piloto automático fazer scroll no telemóvel, a saltar entre tarefas, ecrãs e urgências que amanhã já nem nos lembramos?

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Isto é para ti, que estás ao lado de uma mulher forte. Posso contar-te uma coisa?

Às vezes chego ao fim do dia com a sensação de ter resolvido cem detalhes que ninguém viu. Não porque não sejam importantes, mas porque alguém tinha de os segurar. E demasiadas vezes sou eu

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O que fica quando a água secar?

O que se perde não é apenas material. Perde-se segurança, rotina, a ideia de futuro tal como era conhecido. Tudo fica suspenso entre o antes e o depois

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Estamos mesmo a pôr a tristeza no calendário?

Talvez o convite, depois deste “dia mais triste do ano”, não seja aprender a estar sempre bem, mas deixar de fingir que isso é possível

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Que ninguém precise de se apagar para continuar a informar

Em saúde mental, sabemos isto: viver demasiado tempo em alerta, sem segurança e sem reconhecimento, cobra um preço. Não imediato, mas profundo. Um desgaste que não se vê nas palavras publicadas, mas que se acumula por dentro

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O Natal antes do Natal. O peso invisível da pressão de estar feliz

Como se não bastasse a exigência emocional, dezembro acrescenta outra: a obrigação de estar feliz. Clinicamente, chamamos-lhe dissonância emocional, quando o que sentimos não combina com o que achamos que devíamos sentir

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O tempo muda e nós também

Quando a tristeza se prolonga, o isolamento cresce, o prazer desaparece e o corpo começa a sentir o peso de tudo, aí sim, é importante procurar ajuda. Porque a tristeza sazonal é passageira, mas a depressão não espera pela primavera para passar

E de repente
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Há amizades que esgotam (e não é por falta de afeto)

Nem sempre é porque houve uma discussão. É porque, aos poucos, o que devia ser um espaço de conforto tornou-se num lugar de desgaste

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Quando a cabeça “não dá para mais”

Setembro, rotinas e a sensação de que tudo pesa mais do que devia. O cérebro não foi feito para a sobrecarga constante

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Quantas vezes chamámos perdão… ao medo de ficar sozinhos?

Perdoar não é fazer reset. Não é engolir mágoas com um copo de água e continuar como se nada fosse. É possível perdoar e, ainda assim, sair de cena. Não porque somos frios, mas porque aprendemos

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Também tem dificuldade em desligar a cabeça à noite?

Quantas vezes damos por nós a tentar adormecer… e a mente parece acender-se? Repassamos conversas, criamos cenários que nunca vão acontecer, lembramo-nos de tudo o que esquecemos durante o dia. É como se o corpo pedisse descanso, mas a cabeça estivesse no turno do dia

ansiedade
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E se o que dizem sobre nós for mais importante do que quem somos?

Este fenómeno ficou conhecido como Efeito Rosenhan. Mostra como um diagnóstico (ou a suspeita dele) pode condicionar a forma como os outros nos veem e como passamos a ver-nos

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5 microdesafios para reduzir a ansiedade diária, por uma psicóloga

Quantas vezes sente que o dia começa antes de estar pronto para ele?

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Quando o corpo fala mais alto: A pressão invisível de uma campanha eleitoral

Campanhas eleitorais são maratonas emocionais. A exposição constante, os horários imprevisíveis, a pressão para convencer, os debates acesos, a exigência de estar sempre em cima do acontecimento - tudo isto ativa o sistema de alerta do corpo

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O apagão que iluminou o essencial

Não é que a tecnologia seja o problema. O problema é quando ela ocupa o lugar de tudo o resto

Está desesperada/o para encontrar o Amor?
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Quando ceder deixa de ser paz e passa a ser prisão

O que se observa, na prática, é uma tendência para manipular sem o fazer de forma óbvia. Uma chantagem emocional disfarçada. Uma culpabilização subtil. Um jeito de fazer parecer que contrariar é errado, desleal ou injusto. Não é violência. Mas é uma pressão constante, que vai corroendo devagar a vontade dos outros.

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Manual de sobrevivência para conversas de elevador, por uma psicóloga

Há quem evite festas por não saber como iniciar conversas. Quem adie telefonemas porque não quer parecer invasivo. Quem pratique mentalmente o que vai dizer ao funcionário da padaria. Não se trata de timidez, mas de uma sensibilidade social que merece ser compreendida. O desconforto em interações pequenas não é fraqueza, é biologia

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Aos pais que não ficam e aos que nunca partem

Ser pai não é sobre biologia, nem sobre um apelido partilhado. É um compromisso diário, um laço que se constrói na presença e não na ausência

Pode parecer egoísmo, mas a ciência diz que não
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O impacto da instabilidade política na saúde mental

Quando vivemos numa realidade volátil e incerta, como é o caso da política atual, a amígdala – a estrutura responsável pelo processamento do medo – entra em sobrecarga. O resultado? Uma sensação constante de inquietação, mesmo quando não há uma ameaça imediata à nossa vida

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Se tirasse a máscara agora, o que restaria?

A sociedade ensinou-nos a disfarçar sentimentos como um ator que domina a sua personagem. Desde cedo ouvimos comandos como “não chores”, “sê forte” ou “mantém-te firme”. Criamos, assim, um repertório de expressões socialmente aceites, ensaiamos sorrisos e contemos gestos, como se a vulnerabilidade fosse um erro a corrigir

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Quase amor, quase nada: os desafios emocionais das relações sem rótulos

Se por um lado há quem se sinta mais autêntico ao fugir dos rótulos, por outro, há quem se perca na incerteza do que é ou não real. Afinal, se tudo é livre e fluído, como sabemos onde estamos emocionalmente? Se não há um "nós", o que fazer quando surgem expectativas, inseguranças ou até aquela coisa terrível chamada sentimentos?