Uma concentração rara de casos de cancro ocular está a intrigar médicos e cientistas norte-americanos. Este tipo de melanoma, que acontece a seis em cada milhão de pessoas, foi diagnosticado em mais de 50 pessoas em duas localidades próximas, nos EUA. Huntsville, na Caronlina do Norte, e Auburn, no Alabama, distam cerca de 600 quilómetros, mas têm uma anormal aglomeração de pacientes com esta doença. Principalmente Auburn, em cuja universidade, entre 1983 e 2001, andaram 38 destes doentes. De acordo com a reportagem da CNN, pelo menos quatro morreram.
O melanoma ocular desenvolve-se nas células que produzem o pigmento melanina de cor escura, que se encontra na pele, cabelo e olhos. Os sintomas variam, mas incluem visão desfocada, manchas no campo visual e perda de visão.
Juleigh Green terá sido a primeira aluna a quem foi diagnosticado cancro ocular, em 1999. Um ano mais tarde teve de tirar o olho esquerdo e, desde então, não houve recaídas.
De acordo com os médicos, e embora as pessoas possam pensar que está relacionado com o melanoma da pele, não há nenhum tratamento específico para o melanoma ocular.
Em 50% dos casos, o cancro, sobre o qual não se conhece a causa, mestastisa-se para o fígado e apenas 20% dos doentes nesta situação sobrevive mais de um ano.
As autoridades estão a trocar informações e a contactar os alunos que frequentaram a universidade de Auburn durante aquele período, mas até agora não há causas comuns entre os casos já conhecidos.
Uma das antigas alunas que ficou doente refere que haver tantos casos num único sítio não pode ser só coincidência e, juntamente com outros ex-alunos e investigadores, estão a arranjar fundos para investigar se há alguma causa ambiental que tenha provocado o malenoma ocular.