A vergonha tem de mudar de lado
Onde estão os Joaquins Letrias? De que estamos à espera para nos juntarmos TODAS a esta revolução?
As ruas de Lisboa deixaram de ser de quem habita a cidade. A cidade deixou de ser habitada por quem dela cuida ou nela cresce. Quem ali cresce não vê possibilidade de construção de uma vida digna no lugar onde aprendeu e sonhou. Vimos à cidade tratar de legalidades, estudar, trabalhar, mas não podemos morar, namorar, viver nela
Ninguém é virgem num governo que nos fode a todos
Estamos a adoecer. O nosso modo de vida está a ruir, e por vezes pergunto-me: Será que quem tem casas, e agora as arrenda por preços astronómicos, quando se deita na sua segunda, ou terceira casa, tem pesadelos à noite com a penúria e a desgraça dos seus pares?
O mundo encolhe, como o meu útero
O corpo que já não responde como antes, o dinheiro que nunca chega, o mundo que parece ter enlouquecido e a sensação de que estamos sempre a tentar recuperar o controlo de qualquer coisa que já nos escapou das mãos. Diz-me lá, minha amiga, como é que se recupera o ânimo?
Tanta distância entre a intenção e o gesto
Mais uma carta de Patrícia Portela dirigida a Cláudia Lucas Chéu
Atirar este modo de vida para o galheiro!
Pergunto-me o que andamos por aqui a fazer quando choramos na casa de banho, escondemos dos filhos as nossas mágoas e os convencemos de que está tudo bem, ou militamos numa ideia de felicidade conjugal ou realização pessoal. Mais uma carta de Patrícia Portela dirigida a Cláudia Lucas Chéu
Saber ganhar, saber perder
Carta de Cláudia Lucas Chéu dirigida a Patrícia Portela
De Cristiano Ronaldo a Manuel Alvess
Mais uma carta de Patrícia Portela dirigida a Cláudia Lucas Chéu
To AI or not to AI? That is not the question. Carta de Patrícia Portela para Cláudia Lucas Chéu
Uma autora premiada com o mais alto galardão literário e talvez por isso, com múltiplas traduções e vendas consideráveis dos seus livros, diz estar exausta e que se vai dedicar a escrever contos porque já ninguém lê nada aprofundadamente
Quem inventou o despertador? Quem nos rouba as horas?
Mais uma carta de Cláudia Lucas Chéu, dirigida a Patrícia Portela
Quero uma Europa com mais visão e menos Eurovisão
Carta de Patrícia Portela dirigida a Cláudia Lucas Chéu
Fugir à polícia
A verdade é que já há muito tempo que não me sinto à vontade ao dirigir-me a um polícia. Há uns anos, aconteceu-me um episódio surreal com um agente de trânsito
Viva a “revolução miserável”!
Cresci, em miúda, com um dilema que ainda não resolvi: pode-se dizer tudo mas não se pode fazer tudo? Ou pode-se fazer tudo, mas não se pode dizer tudo?
Não batam mais no ceguinho
A falta de noção de algumas figuras públicas não deveria ter mais atenção mediática do que certos atos de líderes políticos. Parece que tudo vale o mesmo, que a vida se tornou uma salada russa difícil de destrinçar da maionese
"We love you from the moon" mas de perto não apreciamos as tuas curvas
Passamos os dias a gerir pequenas vergonhas que acabam por nos transformar e por definir a sociedade que construímos, enquanto assistimos, não sem pasmo, mas ainda assim com algum grau de permissividade, às atrocidades e às escolhas que se praticam em nosso nome e sem vergonha nenhuma
O estigma da loucura
Mais uma carta da rubrica "A vergonha tem de mudar de lado", desta vez de Cláudia Lucas Chéu, dirigida a Patrícia Portela
Proteção de menores, o tanas
Mais uma carta da rubrica "A vergonha tem de mudar de lado", desta vez de Cláudia Lucas Chéu, dirigida a Patrícia Portela
Que fizemos de errado para os nossos filhos votarem Cotrim?
Carta de Patrícia Portela para Cláudia Lucas Chéu
A liberdade é uma questão de estilo? Mais uma carta de Patrícia Portela para Cláudia Lucas Chéu
Tenho vergonha, Chéu, e a leve sensação de estar a contribuir para sistemas e para ações que abertamente condeno nas conversas que tenho mas acabo por promover de cada vez que faço uma leitura imediata (e preconceituosa) dos estilos e dos vícios das outras
Quando a família vem com um código de barras
A carta de Cláudia Lucas Chéu dirigida a Patrícia Portela, na rubrica A Vergonha Tem de Mudar de Lado