Um relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), publicado esta quinta-feira, mostra como na semana passada, até 7 de março, a maioria dos países da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) não utilizou a totalidade de vacinas para a Covid-19 que recebeu. Ao todo, são cerca de 11 milhões e 567 mil vacinas que ficaram por ser administradas.
Até à semana de 7 de março, a UE e o EEE tinham recebido mais de 54,2 milhões de vacinas. No entanto, só foram administradas 42,6 milhões de doses, ficando, por isso, mais de 11 milhões de vacinas por chegar aos seus cidadãos.
Dos cerca de 30 países que constituem o relatório, apenas a Lituânia tinha administrado 100% das doses que recebeu, seguindo-se a Dinamarca, que tinha utilizado cerca de 97%, não sendo nenhum destes países um dos que mais vacinas recebe. Esse pódio encontra-se entregue à Alemanha, que já recebeu mais de 10 milhões de vacinas contra a Covid-19, só tendo, no entanto, administrado mais de 7 milhões, o que constitui 74% das doses que recebeu. Quando analisada a quantidade de doses por cada 100 habitantes, é a Hungria o país que mais vacinas recebeu, com cerca de 25 doses por cada 100 habitantes, o que corresponde a mais de dois milhões de doses, administrando apenas cerca de 65% destas doses.
Já Portugal conta com mais de um milhão e 189 mil vacinas, o que corresponde a 13,8 doses por cada 100 habitantes. Destas vacinas, foram administradas um milhão e 32 mil, ficando assim, até ao final da semana passada, 153 mil doses por utilizar.
Quanto aos países que menos vacinas administram, o primeiro lugar está entregue ao Principado do Liechtenstein, localizado no centro da Europa, entre a Austrália e a Suíça, que apenas administrou pouco mais de 56% das vacinas que recebeu. Este é também um dos que menos doses recebe, segundo o relatório, só tendo recebido cerca de cinco mil doses. Seguem-se os Países Baixos, que contam apenas com 63% das duas milhões e 578 mil doses que receberam administradas. Quando analisada a quantidade de doses por cada 100 habitantes, é a Bulgária que menos vacinas recebeu, com cerca de 6,4 doses por cada 100 habitantes, o que corresponde a mais de 369 mil doses, administrando cerca de 78% destas doses.
O relatório dá ainda conta da percentagem distribuída por cada fabricante, sendo a vacina da Pfizer a mais distribuída nos 30 países. Em Portugal, a Pfizer constitui cerca de 71% das doses de vacinas que o País recebeu, seguindo-se a AstraZeneca, com cerca de 22% e a Moderna, com 7 por cento. A ECDC analisa ainda a média em 23 países, dos quais Portugal faz parte, de quantas pessoas acima ou igual a 80 anos já tinha a vacinação completa, que corresponde a 1,.7 por cento. Já na mesma faixa etária, a percentagem de pessoas com uma dose tomada é de 43,7 por cento. Quanto aos adultos com 18 anos ou mais, nos 30 países, verifica-se uma média de 3,7% com a vacinação completa e 8,2% com uma dose já tomada. Em Portugal, 8,6% dos adultos com 18 anos ou mais já tinha, na semana passada, uma dose tomada, sendo que com 80 anos ou mais a percentagem sobe para os 46 por cento. Quanto à vacinação total, apenas 10% das pessoas com 80 anos ou mais estavam já vacinadas e com 18 anos ou mais apenas 3,4 por cento.