ApressadaMente

Crescer é aprender a despedir-se. Um dia, tudo acontece pela última vez

Chamamos-lhes lutos não reconhecidos. São perdas que não têm funeral, flores ou minutos de silêncio. Não geram licença no trabalho nem mobilizam mensagens de condolências, mas exigem que nos reorganizemos por dentro

Joana Pinheiro
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Quantas tragédias ainda cabem dentro de nós?

O nosso cérebro foi desenhado para responder ao perigo, não para assistir continuamente ao perigo dos outros. Sempre que vemos imagens repetidas de destruição, sofrimento ou perda, ativamos parte dos mesmos circuitos neuronais envolvidos na perceção da ameaça. O cérebro não faz uma distinção perfeita entre aquilo que vivemos e aquilo a que assistimos repetidamente

Joana Pinheiro
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O que nos aproximou há um ano não foi o apagão, foi o que fizemos com ele

Quantas vezes dizemos que não conseguimos estar mais com quem gostamos, mas passamos horas em piloto automático fazer scroll no telemóvel, a saltar entre tarefas, ecrãs e urgências que amanhã já nem nos lembramos?

Joana Pinheiro
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Isto é para ti, que estás ao lado de uma mulher forte. Posso contar-te uma coisa?

Às vezes chego ao fim do dia com a sensação de ter resolvido cem detalhes que ninguém viu. Não porque não sejam importantes, mas porque alguém tinha de os segurar. E demasiadas vezes sou eu

Joana Pinheiro
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O que fica quando a água secar?

O que se perde não é apenas material. Perde-se segurança, rotina, a ideia de futuro tal como era conhecido. Tudo fica suspenso entre o antes e o depois

Joana Pinheiro
ApressadaMente

Estamos mesmo a pôr a tristeza no calendário?

Talvez o convite, depois deste “dia mais triste do ano”, não seja aprender a estar sempre bem, mas deixar de fingir que isso é possível

Joana Pinheiro
ApressadaMente

Que ninguém precise de se apagar para continuar a informar

Em saúde mental, sabemos isto: viver demasiado tempo em alerta, sem segurança e sem reconhecimento, cobra um preço. Não imediato, mas profundo. Um desgaste que não se vê nas palavras publicadas, mas que se acumula por dentro

Joana Pinheiro
ApressadaMente

O Natal antes do Natal. O peso invisível da pressão de estar feliz

Como se não bastasse a exigência emocional, dezembro acrescenta outra: a obrigação de estar feliz. Clinicamente, chamamos-lhe dissonância emocional, quando o que sentimos não combina com o que achamos que devíamos sentir

Joana Pinheiro
ApressadaMente

O tempo muda e nós também

Quando a tristeza se prolonga, o isolamento cresce, o prazer desaparece e o corpo começa a sentir o peso de tudo, aí sim, é importante procurar ajuda. Porque a tristeza sazonal é passageira, mas a depressão não espera pela primavera para passar

Joana Pinheiro
E de repente
ApressadaMente

Há amizades que esgotam (e não é por falta de afeto)

Nem sempre é porque houve uma discussão. É porque, aos poucos, o que devia ser um espaço de conforto tornou-se num lugar de desgaste

Joana Pinheiro
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Quando a cabeça “não dá para mais”

Setembro, rotinas e a sensação de que tudo pesa mais do que devia. O cérebro não foi feito para a sobrecarga constante

Joana Pinheiro
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Quantas vezes chamámos perdão… ao medo de ficar sozinhos?

Perdoar não é fazer reset. Não é engolir mágoas com um copo de água e continuar como se nada fosse. É possível perdoar e, ainda assim, sair de cena. Não porque somos frios, mas porque aprendemos

Joana Pinheiro
ApressadaMente

Também tem dificuldade em desligar a cabeça à noite?

Quantas vezes damos por nós a tentar adormecer… e a mente parece acender-se? Repassamos conversas, criamos cenários que nunca vão acontecer, lembramo-nos de tudo o que esquecemos durante o dia. É como se o corpo pedisse descanso, mas a cabeça estivesse no turno do dia

Joana Pinheiro
ansiedade
ApressadaMente

E se o que dizem sobre nós for mais importante do que quem somos?

Este fenómeno ficou conhecido como Efeito Rosenhan. Mostra como um diagnóstico (ou a suspeita dele) pode condicionar a forma como os outros nos veem e como passamos a ver-nos

Joana Pinheiro
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5 microdesafios para reduzir a ansiedade diária, por uma psicóloga

Quantas vezes sente que o dia começa antes de estar pronto para ele?

Joana Pinheiro
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Quando o corpo fala mais alto: A pressão invisível de uma campanha eleitoral

Campanhas eleitorais são maratonas emocionais. A exposição constante, os horários imprevisíveis, a pressão para convencer, os debates acesos, a exigência de estar sempre em cima do acontecimento - tudo isto ativa o sistema de alerta do corpo

Joana Pinheiro
ApressadaMente

O apagão que iluminou o essencial

Não é que a tecnologia seja o problema. O problema é quando ela ocupa o lugar de tudo o resto

Joana Pinheiro
Está desesperada/o para encontrar o Amor?
ApressadaMente

Quando ceder deixa de ser paz e passa a ser prisão

O que se observa, na prática, é uma tendência para manipular sem o fazer de forma óbvia. Uma chantagem emocional disfarçada. Uma culpabilização subtil. Um jeito de fazer parecer que contrariar é errado, desleal ou injusto. Não é violência. Mas é uma pressão constante, que vai corroendo devagar a vontade dos outros.

Joana Pinheiro
ApressadaMente

Manual de sobrevivência para conversas de elevador, por uma psicóloga

Há quem evite festas por não saber como iniciar conversas. Quem adie telefonemas porque não quer parecer invasivo. Quem pratique mentalmente o que vai dizer ao funcionário da padaria. Não se trata de timidez, mas de uma sensibilidade social que merece ser compreendida. O desconforto em interações pequenas não é fraqueza, é biologia

Joana Pinheiro
ApressadaMente

Aos pais que não ficam e aos que nunca partem

Ser pai não é sobre biologia, nem sobre um apelido partilhado. É um compromisso diário, um laço que se constrói na presença e não na ausência

Joana Pinheiro
Pode parecer egoísmo, mas a ciência diz que não
ApressadaMente

O impacto da instabilidade política na saúde mental

Quando vivemos numa realidade volátil e incerta, como é o caso da política atual, a amígdala – a estrutura responsável pelo processamento do medo – entra em sobrecarga. O resultado? Uma sensação constante de inquietação, mesmo quando não há uma ameaça imediata à nossa vida

Joana Pinheiro