Os testes da Universidade De Montfort, em Leicester, incidiram sobre tecidos de poliéster, mistura de poliéster com algodão e 100% algodão e concluíram que é o poliéster o que apresenta maior risco.
Para o estudo, ainda à espera de revisão pelos pares, os investigadores usaram um coronavírus semelhante ao responsável pela Covid-19. Depois de colocar partículas sobre vários tipos de tecido, cada material foi monitorizado durante 72 horas.
No caso do poliéster, o vírus continuava presente três dias depois e ainda com capacidade para se transferir para outras superfícies. No tecido 100% algodão, a sobrevida foi de 24 horas, e apenas de seis na mistura dos dois materiais.
A microbióloga Katie Laird, responsável pelo programa de investigação de doenças infecciosas da universidade, sublinha que aquele tipo de tecidos é usado em grande parte das fardas e batas envergadas pelo pessoal médico (nas zonas hospitalares onde o equipamento de proteção individual não incluiu proteção de corpo inteiro), o que faz com que médicos e enfermeiros que levem essa roupa para casa corram um risco acrescido.
Os investigadores acrescentam que o vírus foi completamente eliminado quando o tecido foi lavado com detergente a uma temperatura acima, e só acima, de 67 graus.