José Teixeira, 60 anos, presidente do grupo de engenharia e construção DST, gosta da arte que dá trabalho a descascar. “Eu não dou pão com a manteiga a ninguém”, vai dizendo, a propósito das obras que vamos encontrando pelo Muzeu – Pensamento e Arte Contemporânea DST, que será inaugurado no dia 25 de abril. A exposição de arranque, que é possível visitar até 23 de outubro de 2027, tem logo este título provocador: Sejamos Realistas, Exijamos o Impossível, lema dos movimentos estudantis do Maio de 68.
“Eu não quero coisas simples, coisas óbvias, já descascadas. Tenho aqui na empresa aulas de Filosofia há sete anos, todas as semanas, onde estudamos os autores mais complexos, os fenomenologistas, a estética filosófica de Adorno, do Wittgenstein, e todos os trabalhadores entendem. As pessoas gostam de coisas difíceis, é um desafio. Com a arte é a mesma coisa”, continua, enlevado.
