“As zaragatoas efetuadas nos últimos 10 dias mostram uma carga viral, em termos quantitativos, absolutamente infinitesimal em comparação com os testes levados a cabo há um ou dois meses”, anunciou este domingo Alberto Zangrill à RAI.
Itália tem o terceiro número de mortos mais elevado do mundo, com mais de 33 mil mortos desde o início do surto de Covid-10 na região da Lombardia, a 21 de fevereiro, e mais de 233 mil infetados, o que deixa o país na sexta posição a nível mundial.
O número de novos casos caiu, no entanto, ao longo do mês de maio, e o responsável pelos cuidados intensivos do Hospital de São Rafael acredita que alguns especialistas têm sido “demasiado alarmistas” sobre a probabilidade de uma segunda vaga de infeções.
“Temos de voltar a ser um país normal”, defende Zangrillo, instando as forças políticas a ter em conta esta nova realidade que, nas suas palavras, citadas pela agência Reuters, é que o SARS-CoV-2 perdeu força e letalidade.
À ANSA, a agência de notícias italiana, um outro médico do norte de Itália, corrobora esta teoria e garante que o vírus está a enfraquecer. “A força que o vírus tinha há dois meses não é a mesma força que tem hoje”, assegura Matteo Bassetti, diretor da clínica de infecciologia do Hospital de San Martino, em Génova. “É claro que a Covid-19 é hoje uma doença diferente.”