Olhar crítico
Que país é este?
Não se trata de escolher entre Cristiano Ronaldo e os problemas dos portugueses. Essa é uma falsa questão. Podemos celebrar os nossos campeões e, simultaneamente, exigir respostas para os problemas estruturais do País
A vida está mais cara. E agora?
Perante esta realidade, falar apenas de aumentos salariais é insuficiente. Um salário pode crescer 2%, 3% ou 4% e, ainda assim, uma família fica pior se as despesas fundamentais crescerem significativamente mais
Igreja de Válega, uma obra de arte que merece ser descoberta
Num país onde procuramos frequentemente destinos turísticos longe de casa, talvez seja tempo de olhar com mais atenção para aquilo que temos tão perto
O direito de estudar não pode depender da carteira
Quando o preço de um quarto atinge valores que absorvem uma parte incomportável do orçamento familiar, a escolha deixa de ser entre uma universidade e outra, ou entre um curso e outro. Passa a ser, simplesmente, entre estudar ou não estudar
O drama do acesso tardio aos cuidados paliativos
Investir em cuidados paliativos não é investir na morte. É investir na qualidade de vida até ao último instante. É afirmar que aliviar o sofrimento tem tanto valor como prolongar a existência quando isso é clinicamente possível. É reconhecer que a dignidade humana não termina quando termina a possibilidade de cura
O Nobel disse o que ninguém quer ouvir
O Nobel não ofendeu Portugal, prestou-lhe um serviço público. Colocou-nos um espelho à frente. A questão é saber se teremos coragem para olhar para ele ou se, como tantas vezes acontece, preferiremos partir o espelho para não vermos refletidas as nossas próprias falhas
O Governo que chumbou no exame da governação
Um ministro forte transmite confiança mesmo quando enfrenta dificuldades. Um ministro fragilizado limita-se a gerir danos. E foi essa imagem que ficou, a de um governante incapaz de dominar o dossiê mais sensível do seu ministério, deixando escolas, professores, alunos e famílias entregues à incerteza
Opinião | A epidemia silenciosa da intolerância
Talvez a principal lição da pandemia tenha sido rapidamente esquecida. Durante aqueles meses difíceis, percebemos que a vulnerabilidade é uma condição partilhada por todos, precisávamos uns dos outros e reconhecíamos essa necessidade sem constrangimentos. Hoje, quando o mundo parece ter regressado à normalidade, seria importante recuperar parte dessa consciência coletiva
Portugal perante o desafio da sobrevivência demográfica
A imigração, por si só, não resolve todos os problemas demográficos. É essencial promover políticas eficazes de integração e, simultaneamente, criar condições para que os cidadãos portugueses possam concretizar os seus projetos familiares
Quando a escola perde autoridade
A escola pública não pode transformar-se num espaço onde o professor tem receio de repreender, avaliar com rigor ou impor disciplina. Um docente não é um animador social
O grito de um país cansado
Os portugueses têm razões legítimas para o descontentamento, mas não devemos ignorar que o risco começa quando esse descontentamento se transforma em apatia coletiva ou em descrença absoluta nas instituições democráticas
Opinião | Um SNS em ruína e um governo sem respostas
Durante décadas, o acesso universal à saúde foi apresentado como uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. Hoje, esse princípio está a ser lentamente corroído, pois quando mais de um milhão de pessoas não têm médico de família, deixa de existir igualdade efetiva no acesso aos cuidados de saúde
Entre o volante elétrico e a bomba de combustível, o novo mapa da mobilidade em Portugal
Portugal encontra-se, assim, num ponto de inflexão. Entre o volante elétrico e a bomba de combustível, desenha-se um novo mapa da mobilidade. A forma como o percorremos dirá muito sobre o País que queremos ser, mais verde, sim, mas também mais justo e coeso