O segundo aniversário da invasão russa da Ucrânia coincide com um duplo alarmismo na Europa, inteiramente justificável, embora não necessariamente votado ao fatalismo.
O primeiro resulta da insistência de Donald Trump em desvitalizar politicamente a NATO, recusando validar o princípio da segurança coletiva, base da sua fundação e durabilidade, indispensável à coesão entre os membros e ao efeito de atração, consolidando assim um espaço geográfico de estabilidade e de paz, imprescindível, por exemplo, a que o processo de integração na União Europeia tenha tido a história que teve até então. Pôr tudo isto em causa é um contributo à anarquia continental e ao bullying bilateral, lógica transacionável que muitos na América validam, achando que a sua segurança nacional fica assim garantida.