A sentença é de Trump, que está de volta – «paguem ou saio da NATO! Ajudar a Ucrânia? Esqueçam». Mas voltemos ao Assad, que se foi. Sem alarido. Sem luta. De repente, sem darem conta, os rebeldes chegaram a Damasco. Assim. Sem mais.
Como é que um oftalmologista londrino virou um ditador sanguinário? À sombra de um czar moderno. Putin. Mas o czar cedeu. Ordenou a retirada da Síria. Equipamento. Tropas. Tudo. Feito em silêncio. Pela calada. E o que aconteceu? Informação viral no «X» e no «Telegram»: «Avancem. Damasco está deserta.»
Corrida sem travões. Estrada de Damasco. Quem chegou primeiro saqueou. Palácios? Vazios. Residências? Devastadas. A fazer lembrar o corrupio de cadeiras, tapetes e cortinas pelas ruas de Bagdad. Em 2003.
A queda foi instantânea. Dá para suar: a Kadyrov da Chechénia, e a Lukashenko, em Minsk. E com razão. Estão apavorados. Amedrontados. Instabilizados.
A Síria era um trunfo estratégico. Para Moscovo. Para Putin. Servia para conter Israel. Limitava os EUA. Mas sem recursos militares, a aliança ruiu. A tutela desfez-se. E Assad desapareceu, madrugada dentro. Foi-se, com um sopro. Apenas.
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