Não sendo treinador de bancada, nem comentador desportivo, nem coisa nenhuma nesta área, irrita-me profundamente esta estratégia furada de Fernando Santos. Por que raio não colocou em campo, desde o início, a equipa dos últimos 20 minutos do jogo com a Bélgica, e por que não exigiu uma pressão permanente sobre a equipa belga, como vimos na hora da aflição?
Este Euro foi o exemplo de uma estratégia ultrapassada e fracassada do treinador nacional. É demasiado calculista e contido, para não dizer outras coisas, para jogos decisivos. Passámos a esta fase em terceira posição, à tangente, com uma derrota estrondosa com a Alemanha, e estava à vista que Fernando Santos não colocava em jogo, e no lugar certo, os nossos melhores jogadores. Bruno Fernandes, o melhor jogador da Liga britânica, foi mal-usado, e o mesmo aconteceu com outros. Tanto talento esbanjado, mal aproveitado. Isto é exasperante. Desesperante.
Sim foi a equipa que não conseguiu, sim temos um treinador que ganhou o Euro de 2016, mas no final, espremendo tudo, fomos abaixo no primeiro jogo do tudo ou nada. A Bélgica foi excecional? Nem de longe. Estava completamente ao nosso alcance, e não fomos lá. Porque a equipa era a errada, calculo.
Assim não dá. Isto até nos ajudava a passar um pouco melhor a 4ª vaga pandémica, e agora vem de lá a equipa, frustrada, mais os milhares de portugueses que assistiram, e festejaram durante o dia, acompanhados, certamente, de outros tantos milhares de vírus. Uma coisa, salvo seja, era ser levemente contagiado, mas com uma vitória inquestionável, e outra, bem diferente, é ter corrido esse imenso risco para coisa nenhuma.
Que falhanço. Caímos, campeões europeus, ao quarto jogo. Acho que Fernando Santos também tem de cair, de pé, e por vontade própria. Estaremos eternamente gratos pelo que fez.