Culturando na Lusofonia

Identidades: o futebol e o nós

Não se trata de um símbolo, mas de um anti-símbolo. Ele não nos liga ao que somos, mas ao que desejaríamos se

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A Vénus em cada Mulher. O mito do quotidiano em Joana Vasconcelos

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

“O Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu”. Eclipse: ecos antigos de medos apocalípticos

Ironicamente, a ciência consolidou-se, repetindo o que possivelmente Tales terá feito pela primeira vez, ao prever um eclipse, mas o temor esvaneceu-se, sem que tenham lugar quaisquer tréguas. Aliás, já nem os Jogos Olímpicos para isso servem....

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

4 de agosto de 1578. D. Sebastião, Ceuta: a vida complexa dos símbolos

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Ulisses (Odisseus), a natureza do caminho

Nesta força imensa de querer remeter as origens para Grécia e Roma, várias cidades portuguesas formularam os seus gentílicos com nomes derivados da onomástica latina (escalabitanos, egitaniense, entre outros). Mas o caso mais enigmático, pelo que de inverosímil tem, é o de Lisboa com o mito de origem do nome em Ulisses

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe”. Para lá dos rótulos e das supostas identidades, a liberdade de Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro, além de nos dar boa música, lembra-nos que o humano apenas é humano porque não se esgota na individualidade de cada um

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A Lusofonia como “Fratrimónio”. Manuel de Almeida Damásio, Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusófona

A Lusofonia só terá campo para se afirmar se for uma visão dos povos que falam português como uma procura do desenvolvimento, uma fuga à inevitabilidade de sermos pobres e periféricos. Que a língua una, e não separe

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Saramago fora das aprendizagens essenciais. Não conheço os argumentos (ditos técnicos), mas estou contra!

De facto, é verdade, quer a afirmação que diz que Saramago "é obviamente um escritor de referência", tal como também não é menos verdade que, "felizmente Portugal tem muitos". Com uma verdade, dita da forma certa, mentimos com o que julgamos esconder

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A inevitabilidade de uma teologia do Corpo (a inquietação d’'o lugar da incerteza' de Patrícia Reis)

Todo este o lugar da incerteza é um acumular de situação, centrais na definição de personagens, em que o corpo se impõe, entre no dia a dia, e diz estou aqui! Seja um cancro avançado, mostrando a iminência da morte, seja uma gravidez, ou seja o mais comum e normal desejo sexual, o corpo que pede outro corpo

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Hanuka. Do ódio ao amor, numa celebração do direito a ser

Em síntese, recebendo a luz que esta festa simboliza, falou-se de vida e de amor. Falou-se da liberdade e do respeito por todos os que desejam praticar publicamente a sua fé. Foi uma noite magnífica que a todos encheu de inspiração para nos focarmos no essencial e deixar o ódio no seu lugar

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Lugares esconsos da memória. As "2000 Crianças Judias Raptadas" em 1493

A par do chamado “massacre de 1506”, que teve lugar em Lisboa, na Páscoa de 1506, em que poderão ter morrido cerca de 4000 lisboetas, supostamente cripto-judeus, o roubo de cerca de 2000 crianças judias em 1493, tiradas à força aos seus pais, e enviadas em condições desumanas para São Tomé, onde morreram quase todas, é um dos eventos negros da nossa história que nunca ganhou lugar nos manuais escolares – pudera! Como é que a gloriosa gesta dos Descobrimentos poderia ser manchada?

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

"Que Mundo, Meu Deus!" Quando a rádio é parte importante na cidadania

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Goya Lopes, e a tessitura das identidades

Goya Lopes, artista baiana consagrada na área do têxtil, é o rosto mais sólido do trabalho lento que procura cerzir a investigação com a criatividade, dando material contemporâneo a quem queira beber no leite materno da cultura africana que construiu o Brasil

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

“A Cabeça de Santo” de Socorro Acioli

Este livro é isso mesmo: um texto que nos deixa despertos e incapazes de parar de ler. Numa prosa apelativa e elegante, com um enredo muito bem desenhado, Socorro Acioli leva-nos aos confins de uma religiosidade e de um misticismo popular que retrata de forma esplendorosa a forma de crer e de desejar milagres de muito da nossa sociedade

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Festas de Loucos e Carnavais, recuperando um poema de Maquiavel

É que, tal como o Carnaval, toda e qualquer atividade humana não se esgota numa das vertentes com que catalogámos a nossa vida nos dois últimos séculos. Não há social sem religioso, não há ideias sem cultura, tal como não há mentalidades sem política e normas que nos organizem

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A sede da perda, ou o “Co[r]po Vazio” de Natália Timerman

O copo vazio é a perfeita síntese deste livro de Natália Timerman, a história de uma perda, do fim de uma relação amorosa, que deixa esse vazio imenso que é um copo sem nada. Mas é uma perda, e esse é o drama da narrativa, que vai além da perda em si

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

"António Gedeão. Príncipe Perfeito", de Cristina Carvalho. Ensaios biográficos com “registo de interesse”

Nos mais pequenos detalhes do quotidiano, Cristina Carvalho procura encontrar os traços do génio, aquilo que o suportava, com rigor e exigência, num constante ritmo de trabalho

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Pompeu Martins, e a voragem de se ser

Pompeu Martins, neste seu livro A Utopia do Não Ser, presenteia cada um dos seus leitores com um arrojado exercício do confronto interior com o tempo, com a criança e com a materialidade do tempo dentro de nós, com os limites do nosso ser, e com a busca do que, afinal, somos

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

Emma Lazarus, a “velha” Era Dourada

Emma Lazarus, em finais do século XIX, numa época em que os EUA se debatiam também com imensas levas de refugiados e de migrantes, escrevia um texto que algum tempo depois foi escolhido para estar inscrito na base da Estátua da Liberdade

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A urgência da Fraternidade

No imaginário de muitos intelectuais, políticos e humanistas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é vista como fortemente inspirada pelos princípios iluministas e humanistas.

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto
Culturando na Lusofonia

A Cegueira a que nos convoca Mia Couto

Mia Couto coloca-nos perante a ironia de a abissal fratura entre uma civilização da escrita, com o que isso tem de controle, e uma outra do oral, com o que isso tem de ancestralidade e, em certa medida, de liberdade, terminar com uma situação em que ficam analfabetos os europeus cultos e poderosos, e dominam a escrita os africanos

Paulo Mendes Pinto
Paulo Mendes Pinto