No cérebro, onde está a nossa capacidade de atenção?
Existem várias regiões do cérebro que são particularmente importantes para conseguimos suster a atenção. Algumas já são conhecidas há vários anos, outras ainda estão a ser exploradas e a Ciência está a tentar perceber melhor qual é a sua importância neste processo. As zonas que são classicamente mais associadas ao processo de atenção passam, por exemplo, pelo córtex pré-frontal. É uma zona que amadurece de forma muito prolongada, demora muito tempo para cristalizar e estar perfeitamente definida. Na infância e na adolescência, o facto de o córtex pré-frontal não estar completamente formado pode levar a que exista uma certa impulsividade de comportamentos, por exemplo. Está situado no nosso lóbulo frontal e é uma zona muito rica em neurónios inibitórios, inibindo determinado tipo de ações. A inibição comportamental é um aspeto absolutamente crítico nos processos de atenção. Se queremos estar focados numa determinada tarefa, o nosso cérebro tem de estar “inibido” de dispersar a atenção por outros locais.
A atenção está, de facto, a diminuir?
A atenção não é um processo unitário, nós estamos expostos a ambientes extremamente complexos, cada vez mais. E é isso que pode levar a uma aparente diminuição da atenção. Não é que os seres humanos estejam a alterar-se na componente mecanística, mas sim o ambiente ao qual estamos expostos é que leva a que a nossa atenção seja “puxada” para múltiplos sítios.