Em março de 2014, Joel morreu depois de uma batalha contra o cancro. Tinha 5 anos. O pai, Ryan Green, eternizou-o de uma forma pouco convencional: criou um videojogo onde podemos percorrer a jornada do pequeno Joel contra a doença. Chama-se That Dragon, Cancer (em português: aquele dragão, cancro).
Ryan Green começou a trabalhar no jogo em 2013, quando o filho estava ainda vivo. Foi esta a forma que encontrou para lidar com os desafios de ser pai de uma criança que lutava contra uma doença. Green, programador freelancer, atirou-se de corpo e alma ao projeto e acabou por ser ajudado por escritores, compositores e programadores de jogos da sua cidade de Loveland, no estado norte-americano do Colorado. O projeto teve reconhecimento internacional depois de o site Kickstarter ter conseguido reunir 100 mil dólares (cerca de 91 mil euros) numa campanha de crowdfunding com vista ao desenvolvimento do jogo.
That Dragon, Cancer faz parte de um género emergente de jogos onde o foco é a experiência emocional e não o elementos interativos tradicionais, como dar tiros, saltar ou resolver puzzles. O jogo não tem objetivos específicos. Não há missões, inimigo para derrotar ou vitórias para alcançar. A intenção é a de nos mantermos com fé e conseguirmos criar empatia com a família Green. Vemos Joel e a família durante o diagnóstico inicial, vemos Joel na unidade de cuidados intensivos, vemos Joel e o seu frágil corpo ligado a equipamento médico. Vemos Ryan e a sua família a tentarem lidar lidar com a situação.
Amy Green, mãe de Joel, descreveu-o como sendo “mais uma peça de arte do que um videojogo”. “Nós queríamos que as pessoas percebessem como foi para nós amá-lo. Queríamos poder capturar aquilo que nos fazia sentir falta dele”, acrescentou.