Em S. João da Madeira uma fatia do orçamento da autarquia é destinada a projetos da população, pensados e votados pelos eleitores. É o que se chama um orçamento participativo.
Este ano, uma das ideias propostas pelos sanjoanenses chamava-se Fruta Social e comprometia-se a fazer a mediação entre a fruta que fica nos pomares por apanhar, ou por ser feia ou por estar demasiado madura, e a população mais carenciada.
“Os produtores sensibilizados para não continuar a desperdiçar comunicam connosco e agendamos a apanha. A participação da sociedade civil, numa postura proativa e organizada através do voluntariado recolhe, seleciona e distribui essa fruta, depois de receberem formação”, explicam os promotores.
Mas o projeto, que esteve em votação até finais de julho, é mais vasto do que isso. “Vamos ter uma oficina para criar um saco ecológico, iremos servir eventos sociais na comunidade, vamos produzir bens complementares, com a participação de pessoas em situação de desemprego e economicamente vulneráveis, e comercializar”.
Uma ideia aparentemente vencedora. Resta saber se convenceu os eleitores.