E, ao segundo dia, pelas sete e picos da manhã, subimos finalmente às enormes pedras de granito do Olhar do Guerreiro para ver de cima o vale e as aldeias de Covas do Barroso por onde tínhamos andado na véspera. O silêncio seria absoluto, não fosse o canto atrasado de dois ou três galos pouco profissionais, mais o chocalhar de uma carrinha de caixa aberta que adivinhamos lá em baixo. A vista é ampla, mas a neblina matinal embaça os campos, as casas e as serras a toda a volta.
“Vamos ter de esperar”, avisa a Lucília, pousando a máquina fotográfica.
