Taylor Swift é um dos 265 novos bilionários na lista anual da Forbes, atualizada esta semana com os dados de 2024, que elevam o total dos super ricos para um novo recorde. Existem agora 2781 pessoas (mais 141 do que em 2023) no mundo com fortunas acima de um bilião de dólares, o equivalente a 921 mil milhões de euros. A cantora norte-americana, de 34 anos, conquistou um lugar graças ao estrondoso sucesso da Eras Tour, que passará por Lisboa a 24 e 25 de maio, para dois concertos no Estádio da Luz. Magic Johnson, ex-basquetebolista da NBA, é outra das novidades, aos 64 anos.
Pela primeira vez na última década e meia, porém, nenhum dos multimilionários sub-30 integra a lista por mérito próprio, assinala a prestigiada revista: todos sem exceção herdaram as respetivas fortunas. É o caso da brasileira Livia Voigt, que aos 19 anos é a mais jovem de todos, depois de ter ficado com 3,1% da multinacional WEG, da qual o falecido avô foi cofundador. A sua riqueza é estimada pela Forbes em mil milhões de euros.
Nascida em julho de 2004 e estudante de psicologia, Livia destronou o italiano Clemente del Vecchio, um par de meses mais velho, no campeonato da precocidade. Após a morte do pai, em 2022, ele tornou-se um dos herdeiros do grupo franco-italiano EssilorLuxottica, que detém as marcas de óculos de sol Ray-Ban e Oakley. Dois dos seus cinco irmãos mais velhos, Leonardo Maria, de 28, e Luca, de 22, também integram a lista dos bilionários que ainda não entraram na casa dos 30 anos, tal como Dora Voigt de Assis, irmã de Livia, de 26 anos.
Entre os sub-30 mais abastados, ninguém supera os irmãos irlandeses Mistry, com fortunas a rondar os 4,5 mil milhões de euros, o que os coloca dentro dos 700 mais ricos do mundo. Firoz, de 27 anos, e Zahan, de 25, herdaram do pai, vítima mortal de um acidente de carro em 2022, 4,6% das ações da Tata Sons, a holding que controla o Grupo Tata, com sede na Índia, dono de marcas como a fabricante automóvel Jaguar Land Rover, a companhia de aviação Air India ou os chás Tetley.
Os restantes sete bilionários com menos de 30 anos têm em comum com os sete já mencionados o facto de terem herdado as suas fortunas (há mais um par de irmãs sul-coreanas e outro de irmãs norueguesas contempladas, por exemplo). Isto acontece pela primeira vez desde 2009, destaca a Forbes, apontando a falta de génios precoces e a transição da barreira dos 30 por parte de outros como explicações para esta nova realidade.
Os 14 sub-30 representados num universo de 2781 bilionários – cuja média de idades situa-se nos 66 anos – serão já um pequeno vislumbre, contudo, do que se antecipa para os próximos anos. Com o envelhecimento de uma grande quantidade das pessoas mais ricas do planeta, parece estar já em marcha o que na América se apelida de “Grande Transferência de Riqueza”, assim mesmo, em maiúsculas. É que um enorme volume de dinheiro, bens e ações, que constituem algumas das maiores fortunas conhecidas, vão mudar de mãos, para as gerações mais novas, a breve prazo. É a chamada lei da vida.