Gonçalo da Câmara Pereira reencaminhou para os seus contactos, esta sexta-feira, um longo texto que aposta na fragilização do presidente do Chega e que resulta da compilação de diversas notícias sobre a vida profissional e do currículo académico de André Ventura, desde 2019.
O fadista, que lidera o Partido Popular Monárquico (PPM) e que integra a Aliança Democrática (AD) com o PSD e o CDS, tem tido uma agenda marcada pelo afastamento da atividade pública – alegadamente, não por vontade própria, mas por imposição dos dois parceiros da coligação de direita (ainda que tenha estado no último dia de campanha eleitoral nas regionais dos Açores, onde se apresentou ao lado de Luís Montenegro, na pequena ilha do Corvo, como fez notar à VISÃO fonte da candidatura da AD).
O presidente do PPM mandou por WhatsApp, a meio da tarde, um longo texto que começa da seguinte forma “Quem desmente tudo isto? Ou mesmo só uma parte…? Já recebi por 3 vias! Recebi hoje este artigo acerca do líder do Chega. Estou a divulgá-lo de imediato para ajudar a que se torne assunto das redes sociais e dos média em geral, fazendo fé de que alguém em algum debate que lhe resta o confronte”. O que está em causa é algo que junta vários artigos sobre Ventura e que o associa ao caso Panama Papers (que revelou detalhes sobre como 214 mil empresas de todo o mundo sedeadas em paraísos fiscais).
Desde o dia 7 de janeiro, quando foi apresentada a AD, na Alfândega do Porto, com a assinatura de formalização da coligação, que Gonçalo da Câmara Pereira tem mantido uma atividade partidária muito tímida ou quase nula, alegadamente a pedido dos outros parceiros, PSD e CDS. Em causa estão não só declarações polémicas feitas no passado, consideradas misóginas e racistas, como as críticas que fez, antes de ter sido convidado para integrar a AD, contra Luís Montenegro e Nuno Melo.