Tal como é hábito, coube à veterana pivô Ri Chung-hee fazer o anúncio, em tom solene, do “bem-sucedido” lançamento que foi “autorizado e presenciado pessoalmente pelo líder” Kim Jong-un, o primeiro que o regime de Pyongyang leva a cabo após dois meses e meio.
O míssil foi disparado em direção a leste a partir da província de Pyongan do Sul, a cerca de 25 quilómetros da capital norte-coreana, Pyongyang, por volta das 03:17 (18:17 de terça-feira em Lisboa).
O projétil percorreu cerca de 960 quilómetros, atingindo uma altitude de mais de 4.000 quilómetros, antes de se despenhar no Mar do Japão (denominado de Mar do Leste nas Coreias).
Tal representa a máxima altitude alcançada até à data por um míssil norte-coreano e sinaliza um novo e perigoso avanço do programa norte-coreano.
O Pentágono tinha já adiantado a possibilidade de se ter tratado de um míssil balístico intercontinental (ICBM), pelo que este é o terceiro deste tipo disparado pela Coreia do Norte depois dos dois lançados no passado mês de julho.
Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão já reagiram ao mais recente lançamento, acordando impulsionar mais sanções internacionais contra Pyongyang.
Washington, Seul e Tóquio pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que pode realizar-se hoje mesmo em Nova Iorque.
com Lusa
América “tomará conta do assunto”, diz Trump
“Só vos digo que vamos tomar conta disso… é uma situação com a qual vamos lidar”, garantiu o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas, depois de a Coreia do Norte ter lançado mais um míssil intercontinental que voou quase mil quilómetros antes de cair no mar do Japão