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Os reguladores da aviação dos Estados Unidos e do Japão ordenaram a suspensão dos voos do Boeing 787 Dreamliner, em meados de janeiro, até os problemas detetados serem resolvidos, num passo rapidamente seguido por outras operadoras e entidades, incluindo a Agência Europeia de Segurança Aérea.
“A Boeing submeteu um requerimento para levar a cabo voos de teste com os 787, o qual está atualmente a ser avaliado pela FAA”, a agência norte-americana reguladora da aviação, indicou o porta-voz da Boeing, Marc Birtel, em declarações citadas pela AFP.
De acordo com a porta-voz do Gabinete de Segurança Nacional de Transportes dos EUA, Kelly Nantel, a investigação ao incidente ocorrido com as baterias de iões de lítio em meados de Janeiro “está a correr de forma célere, registando-se progressos diários”.
A decisão da FAA foi desencadeada por dois incidentes ocorridos em aviões 787 operados por companhias aéreas japonesas.
A FAA indicou, na altura, que “as falhas da bateria (de lítio) resultaram na libertação de electrólitos inflamáveis, estragos por calor e fumo nos dois aviões”.
A ANA (All Nippon Airways) tem 17 Dreamliners e a JAL (Japan Airlines) um total de sete – quase metade da frota de 50 aviões do modelo que actualmente operam em todo o mundo -, sendo que a Boeing tem mais de oito centenas de encomendas do seu novo modelo.
A United Airlines, a maior companhia aérea do mundo e actualmente a única operadora norte-americana que utiliza os 787, tem ao seu serviço seis Dreamliners.