Primeiro, a fórmula que melhor traduz a lógica do sistema bancário: 3/6/3. E a anedota: toma dinheiro a 3%, empresta-o a 6% e às 3 da tarde está no clube de golfe. A gozar o rendimento, claro.
Agora, a pergunta que se impõe: quando é que isto começou a correr mal? Quando o fluxo de circulação de dinheiro foi interrompido. Enquanto a banca teve onde ir buscar dinheiro, mais tinha para emprestar e mais rentabilidade obtinha. Dizem estar provado que uma sociedade que tem crédito cresce mais, e mais depressa, do que aquela que não tem.
Enquanto a banca teve crédito, nós, particulares e empresas, tivemos dinheiro. Comprámos casas, carros, fizemos férias e investimentos, construímos estádios de futebol e milhares de quilómetros de autoestrada, criámos empregos. O acesso ao dinheiro democratizou-se. Era fácil, barato e jorrava aos milhões.
Em 2008, com a falência do Lehman Brothers, soaram os alarmes, a torneira do dinheiro fechou-se. O sistema tremeu. A banca estava a viver acima das suas possibilidades? A crise financeira trouxe a desvalorização de muitos ativos, mas os nossos depósitos até aumentaram.
A banca mundial, mas principalmente a europeia, ameaçava um contágio tipo dominó. Novas exigências se impuseram à banca, como a de melhor ajustar os montantes emprestados ao valor dos depósitos captados. Havia que arrumar a casa, absorver perdas.
Desmaquilhada, a banca já não vai formosa. E está segura? Faça a sua própria leitura, com os dados que aqui lhe deixamos.