
Paulo Alexandrino
Os processos de trabalho são muitas vezes fascinantes. E, mesmo pensando que Domingos António de Sequeira (1768-1837) pode ter dado apenas os passos que era suposto dar (aqueles que aprendeu na academia), olham-se os seus estudos preparatórios e fica-se viciado num jogo de Descubra As Diferenças. Um jogo que, no caso, nos leva a conhecer melhor as obras Egas Moniz e a família diante do rei de Leão e D. Afonso V, armando seu filho cavaleiro na Mesquita de Arzila, perante o cadáver do conde de Marialva.
Ensina Alexandra Gomes Markl, comissária da exposição Domingos Sequeira Pintor de História, na Sala do Tecto Pintado, do Museu nas Janelas Verdes, em Lisboa, que ele foi treinado em Roma, entre 1791 e 1807, tendo abordado temas inspirados na história medieval portuguesa. E que ver os seus primeiros esquissos de registo de ideias, indo por aí fora até chegar aos estudos a óleo e, finalmente às composições, permite reconstituir o processo de trabalho que praticou.
Esta exposição é possível porque a produção gráfica foi sendo guardada por familiares, amigos e admiradores. E também, claro, porque o interesse pela obra do pintor cresceu desde a campanha Vamos pôr o Sequeira no Lugar Certo.
Domingos Sequeira Pintor de História > Museu Nacional de Arte Antiga > R. Janelas Verdes, Lisboa > T. 21 391 2800 > até 12 mar 2017, ter-dom 10h-18h