Era um fenómeno difícil de prever e uma surpreendente reviravolta na indústria musical no século XXI. Durante anos, desde a chegada massiva do CD, no final da década de 80, os velhos discos de vinil passaram a ser vistos como antiguidades prontas a entrar nesse grande baú da História reservado a invenções que ficam ultrapassadas, tecnologicamente obsoletas. Muitos melómanos apressaram-se a substituir as suas coleções de álbuns de vinil pelas mesmas gravações em pequenos discos digitais, popularizados como CD. Mas nunca deixou de haver especialistas em audiofilia a garantir – em intermináveis discussões… – que a qualidade do som obtida a partir das ranhuras analógicas do vinil era potencialmente muito superior (com os dispositivos certos) aos resultados da tecnologia digital.
Entretanto, o século XXI trouxe outra revolução, totalmente decisiva no modo como se passou a consumir (e, mesmo, a valorizar) música: a desmaterialização. Se durante anos a ideia de oferecer um disco como presente de Natal ou aniversário parecia sempre ótima, tudo mudou quando as canções se transformaram em ficheiros, comprimidas no formato MP3, prontas a circular entre computadores ou telemóveis e a chegar aos ouvintes em qualquer momento, em qualquer lugar… Como embrulhar um ficheiro MP3?!
Lentamente, os discos de vinil foram regressando. Primeiro em lojas especializadas, com uma grande secção de “usados”, que faziam as delícias dos mais nostálgicos; depois, nos últimos anos, chegando às grandes lojas e ocupando cada vez mais espaço, com muitas novas edições nesse formato. Em 2022, nos EUA, pela primeira vez desde 1987, as vendas de discos de vinil ultrapassaram as de CD. Em Portugal, essa inversão aconteceu logo em 2021 (quando os vinis representaram 58,5% das vendas de álbuns físicos).
Numa indústria hoje dominada pelo streaming, esse movimento é mundial: de 2022 para 2023, houve um aumento de 15% na comercialização global de discos de vinil. A conquista de um público mais jovem, que não se recorda dos tempos em que os vinis eram claramente dominantes, ajudou a impor esta tendência. A experiência estética, com as capas maiores dos álbuns a potenciarem mais o design gráfico e todos os rituais no momento de pôr um disco a tocar – com a mudança obrigatória de lado a meio da audição… – foi decisiva para este regresso triunfal e inesperado.
Novidades
Ohio Players The Black Keys

O estilo de rock cru e que vai direto ao assunto da guitarra de Dan Auerbach e da bateria de Patrick Carney combina bem com a era de ouro do vinil. É certo que os The Black Keys consumiram muita música girando a 33 ou 45 rotações por minuto antes de decidirem avançar para um primeiro disco, o que aconteceu já há 22 anos, com The Big Come Up (então só editado em CD). Os álbuns Brothers (2010) e El Camino (2011) abriram-lhes a porta do sucesso global. Neste 12.º álbum de estúdio mantêm-se fiéis à matriz de blues e rock que está na sua origem e contam com convidados como Beck e Noel Gallagher.
Live From the Royal Albert Hall Dua Lipa

Álbuns duplos com o registo de concertos memoráveis foram sempre um formato clássico quando os discos de vinil dominavam o mercado musical (um dos maiores êxitos de sempre dentro do género foi o disco The Concert in Central Park, da dupla Simon & Garfunkel, lançado em 1982). De alguma forma, a cantora anglo-albanesa Dua Lipa tenta recuperar aqui esse imaginário apresentando num disco duplo o registo da memorável noite de 17 de outubro deste ano em que tocou na mais prestigiada sala de Londres, acompanhada por uma orquestra de 53 músicos (The Heritage Orchestra), um coro de 14 vozes e a sua banda habitual, com sete elementos. O seu mais recente álbum, Radical Optimism, lançado em maio deste ano, esteve na base do concerto, que, claro, também revisitou êxitos anteriores.
The Collective (Deluxe Edition) Kim Gordon

É certo que este disco, lançado em março, vai aparecer em muitas listas dos melhores do ano. Aos 71 anos, a fundadora dos Sonic Youth apresentou um álbum cheio de energia, com elementos de eletrónica e batidas hipnóticas a colorirem as guitarras em distorção que associamos à sua sonoridade, e bem conectado com o nosso tempo de caos mais ou menos controlado e pós-verdades… Recentemente, Kim Gordon passou por Lisboa para apresentar, num esgotadíssimo Capitólio, estas canções. Para o final do ano, apelando ao espírito dos colecionadores, estava guardada esta edição especial, em vinil prateado, que inclui um single de sete polegadas com os temas Bangin’ on the Freeway e ECRP. Lançamento a 13 de dezembro
Mahashmashana Father John Misty

Josh Tillman, ex-Fleet Foxes, volta ao seu alter ego Father John Misty, como um romântico arrebatado que tanto parece uma personagem satírica e excessiva como um genuíno herdeiro das melhores canções sentimentais da história da pop (os fantasmas de Scott Walker e do ladies’ man Leonard Cohen pairam por aqui). Quando se insiste na mesma piada muitas vezes seguidas, o risco de falhar aumenta, mas Josh/Father John Misty assume-se como um genuíno artista que leva a farsa tão a sério que dele poderia dizer-se, citando Pessoa, que “chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. O disco tem colecionado críticas muito positivas desde foi lançado, no passado dia 22.
Joker BSO Vários

O filme em que Todd Phillips voltou a filmar Joaquin Phoenix no papel de Joker dividiu opiniões dos dois lados do Atlântico em 2024. Com uma estrutura muito próxima de um filme musical, e com uma estrela pop como Lady Gaga como coprotagonista, é natural que deste Joker, Folie à Deux tenha saído uma banda sonora marcante. Tudo começa com a voz inconfundível de Nick Cave em What the World Needs Now Is Love e segue com as interpretações de Phoenix e Lady Gaga de canções clássicas (como uma versão em inglês de Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel) e outras originais (Folie à Deux é uma composição da própria Lady Gaga, assinada com o seu nome verdadeiro: Stefani Germanotta).
From Zero Linkin Park

Regresso inesperado de uma banda que, depois da morte do vocalista Chester Bennington, em 2017, nunca mais será exatamente a mesma que, a partir da Califórnia, foi conquistando muitos fãs em todo o mundo desde o início do século XXI. Emily Armstrong é a nova vocalista e, depois da saída do membro fundador Rob Bourdon, também o novo baterista, Colin Brittain, tem ganhado protagonismo. As canções continuam orelhudas e gritadas ao microfone, falando, sobretudo, para uma geração que foi crescendo nos primeiros anos deste século. Mas há sempre uma boa dose de risco nestes comebacks de bandas muito populares com novos protagonistas, que podem não conquistar os fãs mais indefetíveis das glórias passadas – se for oferecer este disco, é mais seguro pedir um talão de troca…
Amelia Laurie Anderson

O sucessor de Landfall (de 2018) é, de alguma forma, aquilo a que se chama um disco conceptual, com um tema que percorre todas as suas 22 faixas. Laurie Anderson, artista multidisciplinar nascida em Chicago em 1977, dedica-se aqui a evocar Amelia Earhart, nascida em 1897, pioneira da aviação nos EUA que desapareceu sobre o Oceano Pacífico quando, em 1937, tentava ser a primeira mulher a concluir uma volta aérea ao planeta. Anderson inspirou-se em diários e telegramas da aventureira para este álbum, por vezes fantasmagórico e muito cinematográfico, no qual conta com participações de músicos como Anohni e Marc Ribot.
ReEncanto – Live at Union Chapel Mayra Andrade

Basta a voz de Mayra Andrade, com canções de várias épocas da sua carreira, e o violão de Djodje Almeida para fazer deste disco/concerto um momento especial, em estado de graça, no percurso da cantora cabo-verdiana nascida há 39 anos em Havana, Cuba. “Não se consegue fazer um concerto só de voz e violão se não estiver a acontecer ali algo de muito verdadeiro e especial”, dizia Mayra à VISÃO em outubro. “A ideia do ReEncanto foi-se revelando e foi ganhando uma espécie de aura. Apesar de vivermos numa era que valoriza muito o entretenimento, sinto que às vezes as pessoas estão cansadas e querem o verdadeiro, o mais simples, o cru, sem filtros, algo que permita sentir uma comunhão com quem está ao lado e com o artista.” Neste disco duplo está o registo de um desses momentos de comunhão, na Union Chapel, em Londres, em novembro de 2023.
Rome The National

Desde a sua estreia em palcos portugueses, que aconteceu em 2005 em Paredes de Coura, com um aclamado regresso em 2007 à Aula Magna, em Lisboa, os norte-americanos The National passaram a ser mais uma banda com uma relação muito especial com Portugal – onde já tocaram mais de 20 vezes. Podemos considerar Matt Berninger e os dois pares de irmãos, Dessner e Davendorf, velhos amigos. Quem quiser revisitar, em disco, as sensações intensas de um concerto dos The National tem neste registo gravado no Auditorium Parco della Musica Ennio Morricone, em Roma, em junho passado, uma excelente proposta, com canções de várias fases duma carreira iniciada em 1999. Lançamento a 13 de dezembro
Tropical Glaciar Lena d’Água

Em 2019, no álbum Desalmadamente, reencontrámos a voz de Lena d’Água, tal como nos lembrávamos dela, num punhado de excelentes canções saídas da pena prolífica de Pedro da Silva Martins. Tropical Glaciar é um regresso dessa equipa vencedora, com a fórmula afinada por uma relação de trabalho e de amizade que se foi consolidando nos últimos anos. “O Pedro conhece-me muito bem e já sabia que havia alguns assuntos que eu pretendia abordar”, disse a cantora à VISÃO. Um desses assuntos passa pela ecologia e a defesa do ambiente. Os singles de avanço mostraram duas dimensões desta nova Lena d’Água de sempre: festiva, bailarina e mordaz em Pop Toma e mais reflexiva, doce e melancólica em O Que Fomos e o Que Somos. Ao todo, são dez as novas canções escritas por Pedro da Silva Martins para a inconfundível voz de Lena d’Água.
Carminho at Electrical Audio Carminho

Disco improvável e irrepetível que sai por estes dias em vinil (no formato EP), depois de já estar disponível nas plataformas digitais. Resultou da visita, em 2023, da fadista Carminho ao estúdio do mítico produtor Steve Albini, referência nas sonoridades do rock mais alternativo desde os anos 90, que morreria em maio deste ano, com 61 anos. Foi no dia 10 de outubro de 2023 que Carminho e os seus músicos trabalharam com Albini no seu estúdio em Chicago. Ele nunca tinha gravado uma guitarra portuguesa, ela nunca antes tinha registado a sua voz em gravadores de fita magnética. O disco conta com quatro faixas gravadas nesse dia: Os Argonautas, Deixei a Minha Casa – Alexandrino da Ponte, Gota de Água e Não Olhes para os Meus Olhos – Fado da Espera. O tema Os Argonautas é um dueto com Caetano Veloso, que não esteve presente no Electrical Audio e teve a sua voz acrescentada depois. Para o futuro, este disco fica como uma pequena pérola, recordando o momento fugaz em que Carminho gravou fado tradicional com o produtor do último disco dos Nirvana, In Utero.
Songs of a Lost World The Cure

Para um verdadeiro fã dos The Cure, que acompanhe a banda inglesa desde os anos 80 (ou mesmo 70, pois tudo começou em 1976…), faz todo o sentido que o entusiasmo na descoberta de novas canções na voz de Robert Smith se faça abrindo uma grande capa quadrada e tirando, lentamente, um disco de vinil lá de dentro – isso ou uma cassete gravada… Havia algum risco neste regresso, 16 anos depois do último álbum de originais (o esquecível 4:13 Dream, de 2008). Com quase 50 anos de carreira, nunca foram banda de inventar novos caminhos e arriscar guinadas estilísticas. Quem gosta muito não consegue evitar a grande expectativa a cada disco novo, mas sabe sempre ao que vai. Neste Songs of a Lost World não se foge a essa regra. Não é preciso Robert Smith fazer-se ouvir (o que só acontece aos três minutos e 22 segundos da primeira faixa, Alone, quando ouvimos a sua inconfundível voz dizer: “This is the end of every song that we sing…”) para entrarmos no universo de sempre dos The Cure. Se for uma despedida (e é o que parece) é uma excelente forma de dizer adeus.
Nobody Loves You More Kim Deal

Aos 63 anos, Kim Deal lança o seu primeiro disco em nome próprio. É fácil ouvir neste Nobody Loves You More ecos das The Breeders (a banda que formou em 1989) e, de olhos fechados, também podemos ser transportados para o universo dos Pixies, onde Kim foi a carismática baixista, e ocasionalmente vocalista, ao lado de Black Francis. É um clássico álbum de canções (onze, no total, escritas ao longo de mais de uma década, depois da sua decisão, em 2013, de abandonar os Pixies), com algumas surpresas ao virar da esquina, sobretudo nas orquestrações clássicas, com cordas e sopros, no tema que dá título ao álbum. Como acontece com a outra Kim referencial no rock mais alternativo das últimas décadas (Kim Gordon, ex-Sonic Youth), que este ano apresentou um álbum em nome próprio (também presente nestas páginas), não há aqui nenhuma cedência à nostalgia, ousando-se desbravar novos caminhos, em saborosas aventuras de músicas com os pés bem assentes na terra, que tiveram tempo de apurar a sua identidade artística.
Reedições
Paris 1919 John Cale

Em 1973, cinco anos depois de ter saído dos Velvet Underground, John Cale lançou este Paris 1919 (com o título a fazer referência à Conferência da Paz que aconteceu em Paris nesse ano), que, com o passar dos anos, foi ganhando o estatuto de disco de culto. Com arranjos elegantes, este álbum anunciou um John Cale diferente, sofisticado e culto escritor de canções pop. Faz todo o sentido reencontrar esta obra-prima num disco de vinil, integrado num plano de cuidadas reedições dos seus primeiros álbuns a solo.
Rua da Emenda (LP Colorido) António Zambujo

Muito se passou na carreira de António Zambujo desde a edição deste Rua da Emenda, em 2014, que incluía uma das canções mais populares no seu percurso, depois de se distanciar do fado dos primeiros discos: Pica do 7. Este vinil amarelo pretende celebrar os dez anos da edição desse álbum que Zambujo viu como “um fim de ciclo” e que acabaria por chegar a disco de ouro – e só o facto de existir, apelando aos fãs que têm mais espírito de colecionadores de objetos fora do comum, mostra como o vinil se afirmou mesmo uma tendência nos últimos anos.
Discovery: Interstella 5555 Edition Daft Punk

Um daqueles casos em que uma reedição faz valer todo o potencial do formato vinil em termos de design e de ofertas apelativas. Aqui, regressamos ao segundo álbum dos franceses Daft Punk, que marcaram a cena da música eletrónica de dança no início do século, com temas com One More Time e Harder, Better, Faster, Stronger. Esta edição limitada recupera o grafismo da versão japonesa de Discovery, com ilustrações de Leiji Matsumoto, e inclui ainda autocolantes e a reprodução de um cartão “Daft Club” que, em 2001, era uma forma inovadora de, a partir de um suporte físico (o CD, que incluía esse cartão), levar o público para o site da banda, com acesso a versões alternativas e até a músicas que não estavam no disco. A nostalgia chegou ao universo dos Daft Punk. Lançamento a 13 de dezembro
On the Beach Neil Young

Reedição que celebra os 50 anos deste disco de Neil Young, um dos mais prolíficos autores de canções made in USA (apesar do seu nascimento em Toronto, no Canadá) nas últimas décadas, com uma sonoridade que associamos muito mais ao som quente, e por vezes com aqueles ruídos que o tornam único (há quem fale de “som de batatas a fritar”), do vinil do que à frieza perfeita do mundo digital. Numa discografia muito extensa, On the Beach, de 1974, ocupa um lugar especial, com Young a refletir com alguma melancolia sobre a ressaca dos loucos anos 60 e da fama. Esta reedição só está disponível num disco de vinil branco, em total contraste com o negro que associamos a estes objetos.
Viagens Pedro Abrunhosa & Os Bandemónio

O disco que este ano celebrou três décadas de vida foi escolhido, por um painel de 170 votantes de alguma forma ligados à música, por ocasião do 40º aniversário da revista Blitz, como o melhor álbum editado nos últimos 40 anos em Portugal. Em 1994, representou uma revolução na vida do músico do Porto, até então mais ligado ao jazz. Com êxitos como Não Posso Mais, Socorro, Tudo o que Te Dou e Lua, impôs uma sonoridade mais ligada à música soul e funk, a atirar-se ao hip-hop, que não era habitual nos tops portugueses de então. Uma edição comemorativa deste clássico, em vinil, chegou há pouco tempo às lojas, mas ainda haverá mais surpresas na senda do seu 30º aniversário: o músico anunciou uma nova versão de Viagens, com músicos convidados (entre eles, Jorge Palma, Sara Correia, Carolina Deslandes e Diogo Piçarra) a interpretarem à sua maneira as dez canções do disco.
Recomeçar Tim Bernardes

Foi lançado em 2017, mas neste regresso às lojas de discos surge já com a patine de um clássico. O disco de estreia a solo do brasileiro Tim Bernardes foi descoberto por muitos à boleia de Mil Coisas Invisíveis, lançado em 2022. Talvez pela melancolia que percorre todas as suas canções, dessa “coisa colorida pela saudade” de que falou em entrevista à VISÃO, a sua relação com o público português tem sido intensa (ainda este mês de novembro foi aqui que se despediu em palco da sua banda O Terno, que anunciou uma pausa por tempo indeterminado). Mas não foi só Portugal que se deixou seduzir pelo novo menino bonito da MPB, com ares de John Lennon, como prova a elogiosa citação, saída da revista New Yorker, que se pode ler nesta reedição em vinil. Um recomeço para Recomeçar.
1964 US Albums in Mono The Beatles

Não há Natal sem uma qualquer novidade saída do aparentemente inesgotável baú dos fab four (assim como, salvaguardadas as devidas distâncias, não há Natal sem um best of dos Abba ou dos Queen por perto…). Este ano, os beatlemaníacos vão salivar com esta caixa que revisita as edições norte-americanas dos discos dos Beatles – numa época em que, muitas vezes, a arrumação das canções em álbuns de 33 rpm variava de mercado para mercado, o que faz com que algumas edições raras exclusivas para países mais pequenos se tornem hoje preciosidades para os colecionadores. Aqui reúnem-se os discos tal como surgiram para o mercado norte-americano depois da febre por Lennon, McCartney, Harrison e Ringo ter atravessado o oceano. Por incrível que hoje nos possa parecer, entre fevereiro de 1964 e março de 1965 foram editados nos EUA sete “álbuns” dos Beatles (um deles duplo). Dentro desta caixa estão esses oito LP: Meet The Beatles!, The Beatles’ Second Album, A Hard Day’s Night, The Beatles Story (duplo), Something New, Beatles ’65 e The Early Beatles.