Em agosto, viveram-se semanas intensas de filmagens. Agora, António Victorino d’Almeida e a sua equipa regressam ao Alto Minho para a antestreia do filme O Tempo e as Bruxas uma farsa absurda, realizado, produzido e com argumento escrito pelo maestro.
O Cineteatro de Vila Nova de Cerveira abre as portas, dia 14, sábado, às 21 e 30, aos curiosos deste universo peculiar, onde ninguém assume os seus poderes de bruxaria, mas que “las hay, las hay”.
O cinema não é uma novidade para o maestro que, em 1980, realizou A Culpa, vencedor do Colón de Oro, no festival de Huelva. Desde então, as dificuldades em obter financiamento levaram-no a abandonar as lides da sétima arte. Contudo, “sempre quis voltar a realizar”, afirmou Victorino d’Almeida. “Só há pouco tempo o vídeo adquiriu qualidade cinematográfica e tornou-se possível avançar com um projeto destes.” Com meios modestos, um elenco de atores amadores e uma equipa técnica disposta a abdicar de ordenado, demonstrou que “a cabeça é o capital mais importante”.

Para os cerveirenses, muitos deles figurantes na longa-metragem, será a oportunidade de rever as paisagens e os espaços que tão bem conhecem, entre o rio e a serra, e conhecer uma história dominada pelo humor nonsense. A ver se alguma bruxa é desmascarada…
