As empresas devem fazer parte da solução e, mais ainda, têm um papel fundamental a difundir o desenvolvimento sustentável. Foi essa uma das ideias que saíram da conferência Rio + 20, no Rio de Janeiro, e é essa, também, a opinião de Peter Bakker, presidente da WBCSD (sigla em inglês para Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável).
No Estoril, durante a conferência anual da organização, inserida no Greenfest, o holandês explicou que é necessário ultrapassar o modelo tradicional de maximização do capital financeiro e evoluir para um modelo que conjugue também a otimização do capital natural e social.
A mudança no paradigma empresarial, acrescentou Peter Bakker, passa também pelo foco na gestão da produtividade de todos os recursos utilizados pela empresa – não só dos recursos humanos, como acontece hoje. Um desafio, levando em conta uma actualidade caracterizada por crescentes pressões económicas e pelo crescimento populacional.
A WBCSD esboçou um caminho para o desenvolvimento sustentável no seu mais recente relatório denominado Visão 2050 (saiba mais em www.wbcsd.org/vision2050.aspx), que conclui não haver outra saída para as grandes empresas – afinal, as consequências a nível ambiental já são visíveis nas mais recentes catástrofes naturais, e a pressão económica num contexto global prova que é preciso passar à ação.
A conferência, organizada pelo ramo português da WBCSD (www.bcsdportugal.org), contou ainda com um painel onde se discutiu o que as empresas podem fazer pela sociedade, com representantes de empresas como a EDP, Sonae, Brisa, PT e Grupo Portucel/Soporcel a assegurarem que, para manter o equilíbrio numa empresa, é sempre obrigatório ter uma visão de longo prazo, equilibrando as esferas ambientais, sociais e económicas.