Uma nuvem de fumo cobre Génova. Vem do arsenal de cocktails Molotov lançados pelo grupo Black Bloc (BB) – um nome que a cidade tão depressa não esquecerá – e das bombas de gás lacrimogéneo com que a polícia tentou dissipar as manifestações. Vestidos de preto, com capuzes, capacetes de mota e couraças de borracha, os BB eram facilmente reconhecíveis pelas protecções nos braços e nas pernas, feitas de garrafas de plástico vazias, cobertas com cartão e fita-cola castanha. E quando passavam, do lado de fora das manifestações, deixavam no ar um cheiro intenso a petróleo e um olhar ameaçador para os manifestantes pacíficos que tinham respondido ao apelo dos organizadores do Fórum Social de Génova (FSG).
O balanço final de três dias de violência está directamente relacionado com a sua acção: uma morte, prisões em série, centenas de feridos, carros destruídos, muitas lojas queimadas. E inscrições de ironia, como a que foi deixada numa agência de viagens, agora reduzida a cinzas: «As pessoas são mais importantes que as coisas», escrito em francês, com um A de anarquia como assinatura.
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