Bloco de Notas

A indispensável fidelidade a 50 anos de Constituição

Nas eleições pelo Parlamento para titulares de órgãos externos era aconselhável os partidos dialogarem para a escolha dos melhores candidatos, com base em critérios de qualidade, adequação aos cargos e pluralismo, sem divulgação de quem os propôs

Bloco de Notas

Imigração, Montenegro e… Manuela Aguiar. Opinião de José Carlos de Vasconcelos

É sempre possível arranjar explicações “diplomáticas”. Porém, elas não ocultam a lamentável realidade de as relações luso-brasileiras, no ainda mais lamentável quadro das relações entre todos os países de língua oficial portuguesa, não estarem a ser fortalecidas, mas amiúde mesmo degradadas

Bloco de Notas

Um adeus português ao 'one man' Presidente

Julgo ser largamente positivo o saldo da ação do Presidente da República cessante, não obstante vários erros cometidos, alguns talvez inevitáveis. Sendo assim injustas muitas críticas que agora lhe têm sido feitas, e impondo-se sublinhar que a sua ação foi excelente em domínios como os da atenção e do apoio à cultura e aos criadores

Bloco de Notas

Abdicar dos princípios em prejuízo da democracia

Nunca, durante estes 50 anos de eleições, houve uma opção importante tão nítida e clara como a que os portugueses vão fazer no próximo dia 8 de fevereiro. Porque é radicalmente diferente a forma de cada um dos candidatos pensar e agir, o perfil humano e o percurso cívico, a posição perante a anterior implacável ditadura e o 25 de Abril que a derrubou e instaurou a democracia

Bloco de Notas

Naquele longo dia de novembro… O relato de José Carlos de Vasconcelos

O único jornalista presente no Forte de São Julião da Barra, onde reuniu o Conselho da Revolução a cinco dias do 25 de Novembro, com greve do governo e manifestação em Belém

Opinião

O 25 A e o 25n: não manipular a História...

O 25 de Abril deu a liberdade e restituiu a dignidade a Portugal, pondo termo a 48 anos de ditadura e à guerra colonial. O 25 de novembro pôs termo a meses de anarquia, de tentações totalitárias com ameaças a um objetivo principal do 25 de Abril

Bloco de Notas

Campanha eleitoral limpa, não um combate na lama...

É imperioso, e cada vez mais urgente, legislar nesta matéria, para assegurar o mais possível a lisura, a democraticidade e a própria decência das eleições. Urge definir regras para que as campanhas eleitorais não sejam infestadas de mentiras, insultos, golpes baixos, não sejam combates na lama em que vale tudo

Bloco de Notas

Álvaro Laborinho, uma figura e um talento raros

Entre os seus dons avultava a capacidade rara de analisar factos, acontecimentos, questões, a partir de ângulos e de uma visão diferentes; interrelacionar as coisas, problematizar, dar novas pistas para as apreciar ou mesmo iluminar – numa linguagem e de uma maneira atrativa, envolvente, que prendia a atenção e suscitava a empatia

Bloco de Notas

Borges Coelho, o exemplo do historiador cidadão

Além de notável historiador uma figura raríssima: pelo seu espírito humanista, pelo seu caráter, pela sua solidária atenção aos outros. Tendo sofrido o que sofreu durante a ditadura, seis anos e meio de prisão no Aljube e em Peniche, manteve sempre um espírito tolerante, sem nenhuma espécie de ódio ou ressentimento

Bloco de Notas

Das autárquicas à situação da VISÃO e do JL

Com o seu ‘chefe’ a ser candidato em todos os concelhos e os seus deputados espalhados como candidatos em todo o País, o resultado do Chega dará a real dimensão do partido

Bloco de Notas

Os imigrantes, a Igreja, o Chega, os media…

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse não considerar católico quem tem um discurso contra os imigrantes e o seu acolhimento, e não entender como quem tem um discurso populista, racista, xenófobo, invoca a fé católica e a matriz judaico-cristã da Europa

Bloco de Notas

‘Responsabilidades’, políticas mas não só...

Os incêndios e a tragédia do Elevador da Glória chamam a atenção para a necessidade do máximo de medidas preventivas para evitar dramáticas ocorrências. Muitas vezes os seus custos são elevados – mas muitíssimo mais elevados são ou poderão ser os custos de não serem tomadas

Bloco de Notas

Autárquicas: “um” candidato para todo o país...

Em inúmeras terras, em grandes cartazes, os candidatos do Chega têm, com idêntico destaque, André Ventura a seu lado. O que também quer dizer muito sobre o partido e o que para ele representam as eleições autárquicas

No reino do “entãoeaquilismo”
José Carlos de Vasconcelos

A primeira linha de "combate"

Reduzidos a zero ou à expressão mínima, como estão no Ocidente, regimes criminosos e totalitarismos de sinal oposto, tudo isto se traduz em ressurgimento e ação de grupos nazi-fascistas, e/ou crescimento exponencial de uma extrema-direita que às vezes deles se aproxima e sempre lhes constitui fator propício

Bloco de Notas

Que líder da oposição, que candidatos a Belém?

Seja como for, a sensação que tenho é de que Gouveia e Melo, até pela sua figura, pela sua presença e pela sua forma de falar, transmite aos eleitores uma forte sensação de segurança, sem pôr em perigo a liberdade

José Carlos de Vasconcelos

E, agora, PSD e PS entendam-se

Os resultados de 18 de maio mostram-nos por um lado um país moderado, desejoso de estabilidade política; por outro lado um país zangado, irado, despolitizado

Bloco de Notas

O sonho e a resistência do Jornal de jornalistas

O Jornal de 1980, o ano das eleições presidenciais Ramalho Eanes–Soares Carneiro,é um exemplo de seriedade, profundidade e isenção informativa

Opinião

Eleições de 2025 "dignas" das de 1975?...

Obviamente isso é irrepetível. Mas não pode deixar de ser triste, e impõe reflexão, ver como hoje, e nestas eleições, parece haver um clima e um sentimento tão no avesso dos de há meio século

Bloco de Notas

Vale tudo? Pode valer tudo? Não.

O que visível, indiscutivelmente, significa chamar-lhe corrupto. Quando de tal não é acusado sequer nas condutas impróprias para um primeiro-ministro que lhe são imputadas

Bloco de Notas

PS e PSD: responsabilidade da defesa da democracia

Bloco de Notas

Terramoto no mundo, sismo ligeiro em Portugal

O que Trump e sua trupe estão a fazer ultrapassa o que se podia imaginar acontecer num país democrático. Ao inqualificável espetáculo de arrogante exibição de poder – entre o trágico, o demencial e o grotesco – da assinatura de cem “ordens executivas” após a sua posse, sucedem-se, a ritmo alucinante, decisões e intervenções violadoras de normas básicas da democracia, da justiça, da solidariedade, do simples bom senso ou da mera boa educação