José Carlos de Vasconcelos
Naquele longo dia de novembro… O relato de José Carlos de Vasconcelos
O único jornalista presente no Forte de São Julião da Barra, onde reuniu o Conselho da Revolução a cinco dias do 25 de Novembro, com greve do governo e manifestação em Belém
O 25 A e o 25n: não manipular a História...
O 25 de Abril deu a liberdade e restituiu a dignidade a Portugal, pondo termo a 48 anos de ditadura e à guerra colonial. O 25 de novembro pôs termo a meses de anarquia, de tentações totalitárias com ameaças a um objetivo principal do 25 de Abril
Campanha eleitoral limpa, não um combate na lama...
É imperioso, e cada vez mais urgente, legislar nesta matéria, para assegurar o mais possível a lisura, a democraticidade e a própria decência das eleições. Urge definir regras para que as campanhas eleitorais não sejam infestadas de mentiras, insultos, golpes baixos, não sejam combates na lama em que vale tudo
Álvaro Laborinho, uma figura e um talento raros
Entre os seus dons avultava a capacidade rara de analisar factos, acontecimentos, questões, a partir de ângulos e de uma visão diferentes; interrelacionar as coisas, problematizar, dar novas pistas para as apreciar ou mesmo iluminar – numa linguagem e de uma maneira atrativa, envolvente, que prendia a atenção e suscitava a empatia
Borges Coelho, o exemplo do historiador cidadão
Além de notável historiador uma figura raríssima: pelo seu espírito humanista, pelo seu caráter, pela sua solidária atenção aos outros. Tendo sofrido o que sofreu durante a ditadura, seis anos e meio de prisão no Aljube e em Peniche, manteve sempre um espírito tolerante, sem nenhuma espécie de ódio ou ressentimento
Das autárquicas à situação da VISÃO e do JL
Com o seu ‘chefe’ a ser candidato em todos os concelhos e os seus deputados espalhados como candidatos em todo o País, o resultado do Chega dará a real dimensão do partido
Os imigrantes, a Igreja, o Chega, os media…
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse não considerar católico quem tem um discurso contra os imigrantes e o seu acolhimento, e não entender como quem tem um discurso populista, racista, xenófobo, invoca a fé católica e a matriz judaico-cristã da Europa
‘Responsabilidades’, políticas mas não só...
Os incêndios e a tragédia do Elevador da Glória chamam a atenção para a necessidade do máximo de medidas preventivas para evitar dramáticas ocorrências. Muitas vezes os seus custos são elevados – mas muitíssimo mais elevados são ou poderão ser os custos de não serem tomadas
Autárquicas: “um” candidato para todo o país...
Em inúmeras terras, em grandes cartazes, os candidatos do Chega têm, com idêntico destaque, André Ventura a seu lado. O que também quer dizer muito sobre o partido e o que para ele representam as eleições autárquicas
A primeira linha de "combate"
Reduzidos a zero ou à expressão mínima, como estão no Ocidente, regimes criminosos e totalitarismos de sinal oposto, tudo isto se traduz em ressurgimento e ação de grupos nazi-fascistas, e/ou crescimento exponencial de uma extrema-direita que às vezes deles se aproxima e sempre lhes constitui fator propício
Que líder da oposição, que candidatos a Belém?
Seja como for, a sensação que tenho é de que Gouveia e Melo, até pela sua figura, pela sua presença e pela sua forma de falar, transmite aos eleitores uma forte sensação de segurança, sem pôr em perigo a liberdade
E, agora, PSD e PS entendam-se
Os resultados de 18 de maio mostram-nos por um lado um país moderado, desejoso de estabilidade política; por outro lado um país zangado, irado, despolitizado
O sonho e a resistência do Jornal de jornalistas
O Jornal de 1980, o ano das eleições presidenciais Ramalho Eanes–Soares Carneiro,é um exemplo de seriedade, profundidade e isenção informativa
Eleições de 2025 "dignas" das de 1975?...
Obviamente isso é irrepetível. Mas não pode deixar de ser triste, e impõe reflexão, ver como hoje, e nestas eleições, parece haver um clima e um sentimento tão no avesso dos de há meio século
Vale tudo? Pode valer tudo? Não.
O que visível, indiscutivelmente, significa chamar-lhe corrupto. Quando de tal não é acusado sequer nas condutas impróprias para um primeiro-ministro que lhe são imputadas
Terramoto no mundo, sismo ligeiro em Portugal
O que Trump e sua trupe estão a fazer ultrapassa o que se podia imaginar acontecer num país democrático. Ao inqualificável espetáculo de arrogante exibição de poder – entre o trágico, o demencial e o grotesco – da assinatura de cem “ordens executivas” após a sua posse, sucedem-se, a ritmo alucinante, decisões e intervenções violadoras de normas básicas da democracia, da justiça, da solidariedade, do simples bom senso ou da mera boa educação
Casos e causas
Em suma: o presidente da edilidade, em vez de sublinhar e valorizar esses números, para combater a equivocada perceção de insegurança – que só prejudica as pessoas e a imagem da cidade e contribui para a intranquilidade das pessoas –, fez exatamente o contrário
Não encostem a democracia à parede
Ora, o primeiro-ministro, que teve um relativamente positivo início de mandato, cometeu, naquela perspetiva, uma muito grave fala quando comparou/equiparou as duas manifestações na sequência da intervenção policial na Rua do Benformoso
Ver o filme do lado do bandido...
As imagens dessas operações transmitem uma ideia ou perceção de segurança?… Não percebo como se pode defender a tese do Governo e adjacentes a este propósito. Defendê-la é ver o filme ao contrário, ver o filme do lado do bandido