Opinião

Um combate decisivo

Ora, se o cidadão Marcelo pode dizer, com ligeireza, que isto é “a democracia” a funcionar, o Presidente tem o dever, com a responsabilidade e dignidade que o cargo exige, de reagir e agir de outro modo. Porque, sem nenhum fundamento, acusar o Presidente de “traição à Pátria”, e isso não ter consequências, é exatamente o contrário do que Marcelo disse: é a democracia a não funcionar… E é também este tipo de coisas que contribui para deteriorar a situação que vivemos

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Alguns "sinais"

Uma das falhas de partida do primeiro-ministro cessante foi ter formado um executivo com vários erros de casting – e, depois, não os reparar

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Como foi… E agora?

PSD e PS têm de encetar um diálogo aberto, virado para o futuro

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Manifestações e eleições

Os que protestam reclamam do Governo um imediato aumento, igual ao concedido aos agentes da PJ. Ora, é indiscutível que um governo de gestão não o pode fazer, mormente pelos encargos que ficariam para o futuro. E não podendo os ditos polícias ignorar tal impossibilidade, torna-se mais flagrante o objetivo político-eleitoral das suas manifestações

Opinião

Uma campanha – alegre ou triste?

Torna-se indispensável distinguir programas eleitorais de promessas eleitorais. Porque um programa exige dizer como e com que meios podem atingir-se os objetivos definidos. Propor-se aumentar salários, pensões, reformas, dotações para a Saúde, a Educação, etc., ou seja, aumentar exponencialmente as despesas e ao mesmo tempo diminuir os impostos, isto é, as receitas – não constitui um programa, mas uma simples aldrabice. Como pura aldrabice é dizer que podem pagar-se os milhares de milhões de euros do custo de certas medidas, com as verbas resultantes de um hipotético mais eficaz combate à corrupção

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Os jornalistas em Congresso

A progressiva depauperação das redações, com menos gente e recursos, será uma das causas. Mas a ela outras acrescem. Da desvalorização das “notícias”, núcleo central da informação, à profusão “comentarística” com elas se confundindo ou a elas se sobrepondo

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Por quem os sinos dobram

Umas das múltiplas consequências dramáticas destas duas guerras é ter mostrado de novo a ineficácia da ONU, a sua impossibilidade de decisiva ação concreta

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Exclusivo

Ter “juízo” democrático

PS e PSD têm obrigação de dar o exemplo. Não o deu Montenegro ao desenterrar o “gonçalvismo” a propósito de Pedro Nuno Santos, com total desrespeito pela verdade

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Exclusivo

Uma “bomba” (política), sem relógio...

A atual situação e os seus desenvolvimentos previsíveis favorecem altamente as oposições, sobretudo à direita. E salvam, ou podem “salvar”, sobretudo o presidente do PSD, Luís Montenegro, que estava em situação interna difícil, mormente à luz de não ter nas eleições europeias uma vitória

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25 há só um...

Não faltou quem quisesse fazer de Eanes o “candidato do 25 de novembro”. Inclusive na comissão política da sua candidatura. Eu pertenci a essa comissão – como pertenci à da sua recandidatura, em 1980 – e defendi, convicta e veementemente, que Eanes era, devia ser antes, e como tal se afirmar, o “candidato do 25 de Abril”. Isto é que dizia, englobava, significava, tudo. O 25 de Abril, já restaurado, regressado ao seu espírito e aos seus objetivos iniciais/essenciais a 25 de novembr

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Da Madeira à minha rua

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Sob o signo da mesmice

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MP, poder e responsabilidade

Não se trata de dizer, “então é só o PSD, e os outros?”, nem de um crime deixar de ser crime porque os outros também o cometem e ficam impunes: trata-se de não haver crime e por isso esta investigação não fazer sentido nenhum

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Fazer Justiça

Se hoje volto ao tema da Justiça é sobretudo para manifestar a minha enorme perplexidade, com laivos de indignação, perante o acórdão da Relação de Évora relativo à sentença condenatória, na comarca de Beja, de sete militares da GNR acusados de sequestrarem, humilharem, agredirem, torturarem (fazendo-os inalar gás pimenta) um grupo de imigrantes asiáticos

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Três tristes tópicos

Ora se é uma evidência António Costa já imensas vezes ter sido objeto de insultos racistas, vítima de um racismo explorado por inimigos políticos sem escrúpulos, eles próprios racistas, embora sempre o negando – tal evidência, em meu juízo, não existe nos referidos cartazes

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Marcelo e Costa, o "tango" necessário

Como para dançar o tango são precisos dois, neste momento difícil Portugal precisa igualmente dos dois, em harmonia e não em conflito. É um tango necessário…

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Brasil e Portugal: regresso ao futuro?

Lula da Silva tem um percurso existencial e político único. A sua experiência de vida rara, da miséria nordestina à chefia da grande nação brasileira, três vezes eleito (único também na história do país), a sua intuição, a sua capacidade de ação e a sua força combativa, de par com o seu carisma, fizeram dele o líder que desde sempre é

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Sabedoria, precisa-se

Os mais graves problemas que Portugal hoje tem acabam por em geral ser secundarizados face a outros muito menos importantes – mas muito mais ruidosos e/ou mediáticos, palco e pasto de um combate político-partidário entre o vulgar e o rasteiro

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Liberdade e(m) segurança

No rol das nefastas, se não escandalosas, consequências de tudo isto avultará, segundo especialistas, a dita impossibilidade ou dificuldade de investigar com sucesso muitos casos de pedofilia/pornografia infantil. Mas não só. Caso recente, absolutamente inadmissível, é o de um juiz que recusou o acesso ao registo de localização do telemóvel de uma menor que se temia haver sido vítima de rapto!

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O acessório e o essencial

É secundário se Lula fala ou não no Parlamento na sessão comemorativa do 25 de Abril. Poderá haver razões atendíveis para que não fale – o que até o poupará a ter de ouvir certos discursos… O essencial é que seja aí recebido e intervenha numa sessão no plenário, inclusive convocada especialmente para o efeito

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O serviço público

O que também me parece claro é que quando essas lutas passam a afetar com gravidade a vida das pessoas “comuns”, os seus efeitos não são propriamente os mais favoráveis ao “serviço público” – à confiança que os cidadãos nele depositem, à sua imagem, ao que representa. Exemplificando e simplificando: se há lutas que põem em causa o funcionamento de hospitais, escolas, transportes do Estado, para lá do que as pessoas por isso afetadas consideram razoável, qual é o resultado?