No espaço de um ano, o número de empresas nacionais que constam do ranking das 1.000 que tiveram um crescimento mais acelerado na Europa aumentou, passando de 11 para 14, segundo a lista do Financial Times e da Statista divulgado esta segunda-feira 2 de março.
A Indie Campers é a empresa portuguesa mais bem colocada e a única que figura no top 50 das que registaram um crescimento mais acelerado na Europa entre 2015 e 2018. As receitas da firma, que começou como empresa de aluguer de autocaravanas e é hoje um “marketplace” de aluguer para roadtrips, cresceram quase 30 vezes naquele período de tempo (2.878%).
“Atingir uma posição tão elevada, sendo nós uma empresa detida a 100% pelos fundadores e pela equipa e que competiu neste ranking com várias outras que já receberam milhões de euros de investidores externos, é um fator revelador da dedicação, compromisso e trabalho árduo de toda a nossa equipa,” diz Hugo Oliveira, CEO da Indie Campers, em comunicado enviado às redações. A empresa sediada em Santo Tirso tem hoje mais de 2000 veículos em 49 localizações europeias e 15 países e, segundo a lista do FT, cresceu em média 210% ao ano entre 2015 e 2018.
O setor de travel & leisure, onde a Indie Campers se inclui, é o que tem maior representatividade na lista das empresas portuguesas que se podem encontrar no ranking, entre as quais estão também firmas do setor tecnológico, de cibersegurança, de comércio eletrónico ou da área dos média. À exceção da Redshift Consulting, a empresa que fecha a lista das portuguesas na 900.ª posição, nenhuma das restantes tinha constado deste elenco nos últimos anos.
Este é o quarto ano que o FT e a Statista levam a cabo a compilação da lista das 1000 empresas que crescem mais rápido na Europa. Alemanha, Itália, Reino Unido e França são os países de origem da maior parte das firmas com crescimento mais acelerado. A fintech britânica OakNorth Bank, que cresceu 37.462,5% entre 2015 e 2018, lidera a lista das que mais valorizaram na Europa naquele período.
Para serem consideradas, as empresas têm de ter gerado receitas de pelo menos €100 mil em 2015; de pelo menos €1,5 milhões em 2018; serem independentes (subsidiárias não são consideradas); o crescimento da receita deve ter sido principalmente orgânico; se estiverem cotadas, as suas ações não podem ter desvalorizado 50% ou mais desde 2018.
Estas 14 empresas portuguesas são as que se destacaram no ranking do FT/Statista deste ano:
