A história desta arte remonta à antiga olaria, cuja presença na região minhota é documentada desde a época romana. Durante séculos, os oleiros dedicaram-se sobretudo à produção de utensílios domésticos de barro. Nos momentos livres, aproveitando as pequenas porções de barro que sobravam do trabalho diário, começaram a moldar figuras de pessoas, animais e cenas do quotidiano, os chamados “brinquedos” da época. Foi desta prática espontânea que nasceu o figurado de Barcelos, uma expressão artística que evoluiu da olaria utilitária para uma produção decorativa singular.
Hoje, o figurado continua a retratar a vida do povo português através de figuras religiosas, personagens populares, animais, músicos, lavradeiras, carros de bois e inúmeras situações comuns. Cada peça conta uma história, refletindo tradições, crenças e costumes que continuam a inspirar os artesãos barcelenses.
