A tradicional bênção “Urbi et Orbi”, lida este Domingo de Páscoa da varanda da Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi o último texto escrito pelo Papa Francisco, que morreu esta segunda-feira de manhã, aos 88 anos. Na mensagem – lida pelo mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Monsenhor Diego Ravelli – o Sumo Pontífice argentino mostrou preocupação sobre o agravamento dos conflitos mundiais atuais – mencionando diretamente o Médio Oriente, Ucrânia, Congo e Iémen – e alertou que “não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento”.
“Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir quotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade”, escreveu o Pontífice.
O Papa Francisco apelou ainda aos “que, no mundo, têm responsabilidades políticas para que não cedam à lógica do medo”, mas que ajudem os mais necessitados, que combatam a fome e que promovam iniciativas de desenvolvimento, a que designou “armas” de Paz. “Estas são as ‘armas” da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte!”, lê-se.