N o Bairro dos Moinhos quase todas as portas estão fechadas. As casas continuam encostadas umas às outras na escarpa das Fontainhas, olhando o Douro como fizeram durante décadas, mas já não se veem vizinhos a conversar à porta, crianças a correr pelas passagens ou famílias a cruzarem-se nos caminhos estreitos.
As pessoas partiram. Ficou apenas Bruno Teixeira. No meio das mais de 30 casas vazias, algumas delas entretanto já degradadas e cobertas de graffiti, a sua é a única onde ainda se acende a luz.