Entre Alijó e a Foz do Tua, seguimos devagar por uma terra onde a água, a vinha e as pessoas contam histórias antigas. Começamos nos Passadiços de São Mamede de Ribatua, entre fragas, pequenas quedas de água e laranjeiras, antes de subir aos miradouros das Fragas Más, Santa Marinha e Santa Bárbara, onde o Tua e o Douro se encontram diante dos nossos olhos.
Pelo caminho, descobrimos sabores que atravessam gerações: o azeite da Quinta da Peruana, os vinhos e as experiências da Grapeland, e uma cozinha que sabe a casa. Há peixinhos do rio e tradição no Calça Curta, sabores durienses no Cêpa Torta e, na Taberna A Fonte, em Santa Eugénia, aquela hospitalidade que transforma uma refeição numa memória.
Seguimos pela Barragem da Foz do Tua e pela pequena aldeia do Amieiro, entre paisagens, histórias e arte popular, até chegarmos a Favaios. Aqui, o cheiro do pão acabado de sair do forno conduz-nos às padarias tradicionais, onde ainda se amassa uma das mais bonitas heranças da região — e onde um pedaço de pão quente sabe ainda melhor acompanhado por um copo de moscatel.
Entre vinho e arte, entramos na Quanta Terra; entre tradição e descanso, encontramos a Casa das Padeiras. E há ainda tempo para descobrir a Quinta da Avessada, dormir entre as vinhas da Quinta da Faísca e conhecer, na Adega Cooperativa e no Núcleo Museológico de Favaios – Pão e Vinho, as histórias do moscatel, da vinha e do pão.
Porque conhecer o Tua não é apenas contemplar uma paisagem. É caminhar, provar, escutar, conversar e ficar mais um pouco. É perceber, no final, que o Douro não é apenas um rio.