Os meus pais compravam-nos cadernetas de cromos com animais dos diferentes continentes. Para nós, aqueles cromos eram verdadeiras janelas para um mundo desconhecido. Fascinavam-nos as imagens, mas também os nomes, tanto os comuns como os científicos, e as descrições sobre o comportamento de cada espécie. Com apenas 9 anos, já sabíamos os nomes em latim, a origem geográfica e muitas curiosidades sobre animais menos conhecidos, como o ocapi, o tamanduá-bandeira ou o macaco-narigudo.

Sonhava trabalhar como veterinária em África e operava os bonecos de peluche para imaginar que era personagem de uma série dos anos 70 que passava na televisão na altura e que nunca perdíamos, Daktari.
