Do alto dos seus 85 anos, José Carlos de Vasconcelos dispensa apresentações. Mas, por aqui, gostamos de lembrar que pertence à equipa fundadora da VISÃO (como antes fez parte da cooperativa de jornalistas que criou o semanário O Jornal, antecessor da revista). A entrevista que se segue, porém, procura desvendar o seu lado mais desconhecido – o de poeta, agora que chegou às livrarias Os Sete Sentidos e Outros Lugares, a sua mais recente obra poética. Não por acaso, o Festival Correntes d’Escritas deste ano presta-lhe homenagem como “figura central da cultura portuguesa”. Só ao Jornal de Letras, Artes e Ideias (ou, simplesmente, JL) deu 45 anos da sua vida, desde que o fundou e até à suspensão da publicação, por insolvência da empresa proprietária. De volta à poesia, que é o que agora importa, com o seu longo tricotar de palavras, diz: “Tenho poemas que foram escritos há 40 anos ou mais e que vão tendo várias alterações.”

José Carlos de Vasconcelos
No seu novo livro, que reúne uma centena de poemas, fala de si, de episódios da infância, do passar do tempo, de política, do encontro com a Natureza, da sua perplexidade perante o presente e também, ou sobretudo, da própria escrita.
Ed. D. Quixote, 168 págs., €15,50
Lembra-se de quando escreveu o primeiro poema?
